{"id":384259,"date":"2022-12-22T15:10:36","date_gmt":"2022-12-22T19:10:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=384259"},"modified":"2022-12-22T15:10:36","modified_gmt":"2022-12-22T19:10:36","slug":"pioneiro-conta-a-historia-da-imigracao-japonesa-em-ro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2022\/12\/22\/pioneiro-conta-a-historia-da-imigracao-japonesa-em-ro\/","title":{"rendered":"Pioneiro conta a hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o japonesa em RO"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_384260\" aria-describedby=\"caption-attachment-384260\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-384260 size-medium\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/001-2-300x137.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"137\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/001-2-300x137.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/001-2-600x274.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/001-2-768x350.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/001-2-696x318.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/001-2-1068x487.jpg 1068w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/001-2-921x420.jpg 921w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/001-2.jpg 1495w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-384260\" class=\"wp-caption-text\">Os 412 imigrantes no porto de Kobe\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Shunsuke Tanabe, 74 anos, \u00e9 sobrevivente de uma aventura singular: a descoberta de um novo mundo na Amaz\u00f4nia. Em 24 de maio de 1954 ele imigrou para Rond\u00f4nia, junto de 66 fam\u00edlias [412 pessoas], que deixaram para tr\u00e1s um Jap\u00e3o empobrecido e arrasado no per\u00edodo p\u00f3s-guerra \u2014 encerrada em 1945, mas com o seu territ\u00f3rio ocupado e oprimido pelos Estados Unidos at\u00e9 1952.<\/p>\n<p>Tanabe veio acompanhado dos pais e duas irm\u00e3s mais novas para tentar a sorte no Ocidente. O pai de Tanabe, Nobumichi, havia sido soldado do ex\u00e9rcito japon\u00eas e foi um dos tr\u00eas sobreviventes entre cerca de 600 homens de um pelot\u00e3o destacado para o exterior, ao sul do Pac\u00edfico, na Segunda Guerra Mundial. \u201cO meu pai sofreu muito e n\u00e3o gostava de conversar sobre a guerra. Eu n\u00e3o sei detalhes dos conflitos que ele se envolveu; o que eu soube foi pela minha m\u00e3e\u201d, discorre.<\/p>\n<p>Houve uma campanha do Governo Brasileiro com uma carta-chamada dirigida aos japoneses, convidando-os para virem para c\u00e1. \u201cMinha fam\u00edlia se inscreveu, foi aprovada e veio, com toda a coragem\u201d. Para embarcar, os interessados precisavam ter certificado de bons antecedentes e boa sa\u00fade. Tamb\u00e9m passaram por um curso r\u00e1pido sobre no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas dos usos e costumes do Brasil. O governador do territ\u00f3rio do Guapor\u00e9, \u00canio Pinheiro, assinou, no Brasil, o contrato com o Consulado Japon\u00eas prevendo os benef\u00edcios oferecidos pelo Governo local e a contrapartida esperada dos imigrantes: produzir seringa.<\/p>\n<p>Nascido na cidade de Kagoshima, em 1948, o menino embarcou aos aos seis anos rumo ao desconhecido no navio mercante Africa Maru, movido a vapor, no porto de Kobe, ba\u00eda de Osaka, centro do Jap\u00e3o. Depois de 54 dias \u2014 \u201ccom excelente alimenta\u00e7\u00e3o a bordo\u201d [inclu\u00eda carnes frescas, pois trouxeram bois vivos] e paradas \u00e9picas, incluindo nos Estados Unidos e na Venezuela [que estava em festa comemorando sua independ\u00eancia] chegaram ao porto de Bel\u00e9m (PA) e, de l\u00e1, fizeram a abalroa\u00e7\u00e3o e 29 fam\u00edlias seguiram a bordo do navio Tapaj\u00f3s para Porto Velho, capital do ent\u00e3o Territ\u00f3rio Federal do Guapor\u00e9. Foram 16 dias de viagem nesse trecho. \u201cEm Bel\u00e9m, as demais fam\u00edlias seguiram para o estado do Amazonas e uma fam\u00edlia, que viria para o Guapor\u00e9, se negou a sair do navio, achando tudo estranho. Voltou para o Jap\u00e3o. Chegaram a Porto Velho, 29 fam\u00edlias, mas estavam selecionadas 30\u201d, sublinha. Hoje, Tanabe e mais quatro pessoas s\u00e3o os remanescentes daquele grupo de 180 pessoas que chegaram \u00e0 barranca do Rio Madeira.<\/p>\n<p>Os desafios eram imensos quando da chegada dos orientais. Os desbravadores enfrentaram as intemp\u00e9ries amaz\u00f4nicas, as doen\u00e7as tropicais, a cultura diferente e, principalmente, a dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o e a luta pela sobreviv\u00eancia. Eram quase todos agricultores, mas as t\u00e9cnicas e os produtos cultivados eram diferentes entre os dois pa\u00edses, al\u00e9m de a cidade de Porto Velho ser pequena e isolada \u2014 a rodovia s\u00f3 passaria a existir dali a seis anos.<\/p>\n<p>Quando aportaram no cais do Madeira, em 22 de julho de 1954, n\u00e3o havia nenhuma autoridade \u00e0 espera deles, pois era s\u00e1bado e as reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas n\u00e3o funcionavam. Nem mesmo sabiam, ao certo, onde seriam alojados. S\u00f3 puderam desembarcar dois dias depois, uma segunda-feira. Muitos brasileiros observavam, curiosos, a movimenta\u00e7\u00e3o dos asi\u00e1ticos. Ficaram dormindo no barco, envoltos num misto de preocupa\u00e7\u00e3o e de esperan\u00e7a. Eles tinham um instrutor e int\u00e9rprete, Rokuen Uwamori, que fez o papel de diplomata da comitiva junto ao governo local. \u201cDepois fomos levados de caminh\u00e3o para onde \u00e9 hoje o hospital das Irm\u00e3s Marcelinas; na \u00e9poca era um alojamento porque o hospital [constru\u00eddo, a princ\u00edpio, para atender a leprosos] ainda n\u00e3o havia sido instalado, mas j\u00e1 tinha toda a estrutura, inclusive energia el\u00e9trica\u201d, relata o pioneiro.<\/p>\n<p>Logo as fam\u00edlias foram instaladas pelo governo do territ\u00f3rio na Col\u00f4nia Agr\u00edcola 13 de Setembro, onde chegaram a p\u00e9. A princ\u00edpio, foi constru\u00eddo um barrac\u00e3o para abrig\u00e1-las e cada fam\u00edlia passou a receber uma ajuda de custo do governo territorial no valor de 15 mil ienes mensais [equivalente a 600 reais atuais], durante dez meses. Paralelamente, foram loteados terrenos nas duas margens do Igarap\u00e9 Bate-estaca. Eles tentaram \u2014 sem \u00eaxito \u2014 cultivar seringa, tendo buscado sementes em Jaci-Paran\u00e1 e \u00e0s margens do Rio Jamari; eram financiados pelo Banco da Amaz\u00f4nia para formar o seringal. No entanto, o 2\u00ba ciclo da borracha j\u00e1 havia, de fato, terminado e o produto perdido import\u00e2ncia no mercado internacional. O jeito foi trabalhar com hortifrutigranjeiros e avicultura.<\/p>\n<p>Foram eles os difusores de alguns produtos incomuns na Amaz\u00f4nia, a exemplo do piment\u00e3o, da couve-flor, da alface, da cenoura, da cebola e da berinjela. \u201cBeradeiro [o apelido que se d\u00e1 ao morador de Porto Velho] plantava quiabo, mandioca, maxixe e couve. N\u00e3o conhecia muitos legumes que passamos a vender na feira. Berinjela eles chamavam de \u2018banana de japon\u00eas\u2019. Um brasileiro comprou dezenas de repolhos, redondos feito coco, e enterrou tudo pensando que aquilo ia germinar\u201d, relembra, bem humorado. A introdu\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de galinhas caipiras presas tamb\u00e9m \u00e9 \u201carte\u201d dos japoneses. \u201cIsso contribuiu para a venda de ovos sempre frescos, diferentes de como eram at\u00e9 ali, sem um controle de qualidade, com muitos ovos chocos no mercado\u201d. Outra novidade foi a hidroponia, \u201ctecnologia que meu pai aprendeu e repassou\u201d.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, os japoneses se incorporaram \u00e0 comunidade. Seus produtos de \u00f3tima qualidade eram muito apreciados, mas sofreram o rev\u00e9s da concorr\u00eancia dos paulistas a partir da abertura da rodovia BR-29 (atual 364), em 1960.<\/p>\n<p>Afora toda a problem\u00e1tica mencionada, n\u00e3o h\u00e1 not\u00edcias de preconceitos. Porto Velho sempre foi uma Torre de Babel e admitiu bem a conviv\u00eancia entre \u201cestranhos\u201d. Desde que a cidade come\u00e7ou a surgir, no entorno da Estrada de Ferro Madeira-Mamor\u00e9, serviu de morada para gente do mundo todo; \u00e9 uma cidade de natureza multinacional e multi\u00e9tnica. Todo mundo \u00e9 estrangeiro nessas paragens. Ou, por outro prisma, ningu\u00e9m \u00e9 visto como forasteiro.<\/p>\n<p>Os pais de Tanabe tiveram outros tr\u00eas filhos, estes genuinamente porto-velhenses, al\u00e9m dos que vieram do Jap\u00e3o. No geral, o que se pode dizer \u00e9 que os japoneses e seus descendentes formaram uma col\u00f4nia muito trabalhadora e honrada; trouxeram ainda mais pluralidade para Rond\u00f4nia. Inclusive, Tanabe recebeu diversas condecora\u00e7\u00f5es, entre elas a de Cidad\u00e3o Honor\u00e1rio de Porto Velho.<\/p>\n<p>A Col\u00f4nia 13 de Setembro ainda existe. No local que contribuiu na forma\u00e7\u00e3o do hibridismo cultural da regi\u00e3o h\u00e1 v\u00e1rios moradores. Existe tamb\u00e9m um cemit\u00e9rio onde repousam alguns dos her\u00f3is que cruzaram um oceano para fazer hist\u00f3ria na Amaz\u00f4nia, formando outras fam\u00edlias que contribuem com diversas \u00e1reas da sociedade.<\/p>\n<p>O nome da col\u00f4nia refere-se \u00e0 data mais importante, na \u00e9poca: foi em 13 de setembro de 1943 que Get\u00falio Vargas criou o Territ\u00f3rio Federal do Guapor\u00e9, nomeando o primeiro governador do territ\u00f3rio: Alu\u00edzio Ferreira, militar e disc\u00edpulo de Marechal Rondon.<\/p>\n<p>Nem todos os japoneses e descendentes que moram em Porto Velho s\u00e3o origin\u00e1rios da col\u00f4nia. Principalmente em decorr\u00eancia do advento da BR-364, muitos japoneses que moravam no Sul e Sudeste do Brasil come\u00e7aram a imigrar para Rond\u00f4nia. \u201cCom o resultado das vendas das terras em outros estados, ele vinham para c\u00e1 e conseguiam adquirir verdadeiros latif\u00fandios, porque aqui as terras eram bem mais baratas\u201d, destaca o entrevistado. Tamb\u00e9m come\u00e7aram a chegar os jovens nikkeis em busca de espa\u00e7o no servi\u00e7o p\u00fablico ou na condi\u00e7\u00e3o de profissionais liberais.<\/p>\n<p><strong>PRECURSOR NO ENSINO DA L\u00cdNGUA JAPONESA<\/strong><\/p>\n<p>Primog\u00eanito e sempre comprometido com o trabalho na granja para ajudar os pais e irm\u00e3os, Tanabe p\u00f4de estudar apenas at\u00e9 o 6\u00ba ano do ensino fundamental. Mesmo com a baixa escolaridade e com muito esfor\u00e7o, tornou-se professor de l\u00edngua japonesa. Conta que a miss\u00e3o come\u00e7ou \u201cpor acaso\u201d, em 1996.<\/p>\n<p>\u201cHavia um m\u00e9dico que era meu amigo. Ele fez doutorado no Jap\u00e3o e manifestou interesse de criarmos, aqui em Porto Velho, uma associa\u00e7\u00e3o nipo-brasileira. Foi neste meio que a demanda [pelo conhecimento da l\u00edngua] surgiu. Eu resisti, alegando que sabia pouco. Mas, acabei virando professor. Eu frequentei escola no Jap\u00e3o durante menos de um ano e n\u00e3o tenho conhecimento did\u00e1tico. O que eu sabia da l\u00edngua, aprendi com meus pais, a gente s\u00f3 falava em japon\u00eas na minha casa\u201d, relata Tanabe, que j\u00e1 ministrou aulas para centenas de pessoas \u2014 descendentes ou n\u00e3o de japoneses \u2014 nestas quase tr\u00eas d\u00e9cadas de atividade, que ele desenvolve em paralelo ao trabalho de agente imobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>O professor particular tamb\u00e9m foi impulsionado pela onda dos mang\u00e1s. Havia muito interesse dos jovens, j\u00e1 nos anos 2000, de saber direto da fonte o que os quadrinhos diziam. E, assim, Tanabe tornou-se uma refer\u00eancia como consultor e tradutor, num tempo em que as tradu\u00e7\u00f5es virtuais n\u00e3o eram comuns e nem t\u00e3o acess\u00edveis.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou suas aulas \u2014 \u201ceu ensinava falas bem b\u00e1sicas\u201d \u2014 para dez crian\u00e7as na garagem de casa. Contudo, surgiu a surpresa: alguns dos pais das crian\u00e7as come\u00e7aram a acompanh\u00e1-las \u00e0s aulas e faziam perguntas mais complexas como conjuga\u00e7\u00e3o de verbos, empregos e regras de adjetivos, substantivos\u2026 \u201cO jeito foi eu lutar para aprender. Adquiri livros da Fonomag [livraria de S\u00e3o Paulo] e estudei gram\u00e1tica japonesa\u201d, afirma, dando mostra da sua resili\u00eancia e disciplina, predicados comuns ao seu povo que fez o pa\u00eds arruinado pela guerra uma nova pot\u00eancia mundial \u2014 \u00e9 o segundo PIB de todo o planeta.<\/p>\n<p>O trabalho do professor foi reconhecido pela JICA (Ag\u00eancia de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional do Jap\u00e3o) que come\u00e7ou a enviar professores japoneses para somar com Tanabe. Ele recebia volunt\u00e1rios que ficavam at\u00e9 dois anos dando suas contribui\u00e7\u00f5es. Uma desses volunt\u00e1rios permaneceu em Porto Velho e, com o apoio do velho professor, est\u00e1 estabelecida com seu curso de japon\u00eas, inclusive no Nikkey Clube.<\/p>\n<p>Tanabe formou muitos professores que d\u00e3o sequ\u00eancia ao seu trabalho. \u201cUltimamente, estou parado com as aulas por conta de uma s\u00e9rie de comorbidades. Tive c\u00e2ncer, sou colostomizado e com problemas card\u00edacos\u201d, esclarece o decano, casado e pai de tr\u00eas filhas formadas e que foi homenageado pelo Consulado Geral do Jap\u00e3o em Manaus pelas contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 cultura e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o nip\u00f4nica na regi\u00e3o Norte.<\/p>\n<figure id=\"attachment_384261\" aria-describedby=\"caption-attachment-384261\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-384261 size-large\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-1-600x592.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"592\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-1-600x592.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-1-300x296.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-1-426x420.jpg 426w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-1.jpg 608w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-384261\" class=\"wp-caption-text\">O Governador do territ\u00f3rio, \u00canio Pinheiro, e o C\u00f4nsul do Jap\u00e3o, em 1954\/Foto: Arquivo Lu\u00eds Claro<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_384262\" aria-describedby=\"caption-attachment-384262\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-384262 size-large\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/003-600x406.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"406\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/003-600x406.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/003-300x203.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/003-621x420.jpg 621w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/003.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-384262\" class=\"wp-caption-text\">Trabalhadores na granja da col\u00f4nia em 1974\/Foto: Herv\u00e9 Th\u00e9ry<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_384263\" aria-describedby=\"caption-attachment-384263\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-384263 size-large\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/004-600x692.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"692\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/004-600x692.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/004-260x300.jpg 260w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/004-768x885.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/004-696x802.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/004-1068x1231.jpg 1068w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/004-364x420.jpg 364w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/004.jpg 1152w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-384263\" class=\"wp-caption-text\">Tanabe: em Porto Velho desde os 6 anos\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Shunsuke Tanabe, 74 anos, \u00e9 sobrevivente de uma aventura singular: a descoberta de um novo mundo na Amaz\u00f4nia. 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