{"id":384619,"date":"2022-12-27T14:43:40","date_gmt":"2022-12-27T18:43:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=384619"},"modified":"2022-12-27T14:43:40","modified_gmt":"2022-12-27T18:43:40","slug":"com-987-mortes-por-dengue-em-2022-brasil-bate-recorde-em-letalidade-anual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2022\/12\/27\/com-987-mortes-por-dengue-em-2022-brasil-bate-recorde-em-letalidade-anual\/","title":{"rendered":"Com 987 mortes por dengue em 2022, Brasil bate recorde em letalidade anual"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_384620\" aria-describedby=\"caption-attachment-384620\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-384620 size-medium\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/dengue-16122022145726232-300x163.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/dengue-16122022145726232-300x163.jpeg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/dengue-16122022145726232-600x327.jpeg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/dengue-16122022145726232-768x418.jpeg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/dengue-16122022145726232-696x379.jpeg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/dengue-16122022145726232.jpeg 771w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-384620\" class=\"wp-caption-text\">N\u00famero de mortes por dengue superou o de 2015 e atingiu 987 \u00f3bitos DIVULGA\u00c7\u00c3O<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Brasil chegou a 987 mortes por dengue este ano, segundo boletim divulgado na segunda-feira (26) pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>O n\u00famero \u00e9 o novo recorde anual de \u00f3bitos pela doen\u00e7a, superando o maior patamar anterior, de 986 mortes, registrado em 2015.<\/p>\n<p>Desde a d\u00e9cada de 1980, quando a dengue ressurgiu no pa\u00eds, n\u00e3o se registraram tantas mortes em um \u00fanico ano. Como o levantamento considerou os casos registrados at\u00e9 o \u00faltimo dia 17 e ainda h\u00e1 100 \u00f3bitos em investiga\u00e7\u00e3o, o Brasil ainda pode fechar o ano de 2022 com mais de mil mortes por dengue.<\/p>\n<p>As mortes de 2022 j\u00e1 superam em mais de 400% as registradas em todo o ano de 2021, quando houve 244 \u00f3bitos. O estado de S\u00e3o Paulo se mant\u00e9m \u00e0 frente em n\u00famero de mortes, com 278 \u00f3bitos registrados, seguido por Goi\u00e1s, com 154.<\/p>\n<p>Em uma evid\u00eancia de que o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doen\u00e7a, est\u00e1 se adaptando aos climas mais frios, os estados da Regi\u00e3o Sul aparecem na sequ\u00eancia, completando a lista dos cinco com maior n\u00famero de mortes: Paran\u00e1 (108), Santa Catarina (88) e Rio Grande do Sul (66).<\/p>\n<div class=\"media_box embed intertitle_box\">\n<h3 class=\"content\">Mais casos<\/h3>\n<\/div>\n<p>O n\u00famero de casos prov\u00e1veis de dengue chegou a 1.414.797, com taxa de incid\u00eancia de 663,2 por 100 mil habitantes. Houve aumento de 163,8% em rela\u00e7\u00e3o aos casos do mesmo per\u00edodo de 2021.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Centro-Oeste teve a maior incid\u00eancia at\u00e9 agora, com 2.028,4 por 100 mil habitantes. O munic\u00edpio brasileiro com mais registros \u00e9 Araraquara, no interior de S\u00e3o Paulo, com 8.716,1 casos por 100 mil moradores. J\u00e1 em n\u00famero absoluto, Bras\u00edlia lidera com 68.654.<\/p>\n<div class=\"media_box embed intertitle_box\">\n<h3 class=\"content\">&#8216;Faltou a\u00e7\u00e3o em preven\u00e7\u00e3o&#8217;<\/h3>\n<\/div>\n<p>Para o infectologista Alexandre Naime Barbosa, vice-presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), os n\u00fameros indicam que houve descuido com a preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda nem acabou a contagem, pois tem dados represados e 100 \u00f3bitos em investiga\u00e7\u00e3o, e j\u00e1 batemos o recorde hist\u00f3rico de mortes por dengue em um ano. Ultrapassamos tamb\u00e9m 1,4 milh\u00e3o de casos. Com certeza \u00e9 o pior ano da dengue em todos os aspectos e isso n\u00e3o aconteceu por acaso. Faltou a\u00e7\u00e3o do governo federal em preven\u00e7\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O n\u00famero baixo de casos no ano passado, segundo ele, pode ter contribu\u00eddo para que a popula\u00e7\u00e3o relaxasse nos cuidados b\u00e1sicos, como a elimina\u00e7\u00e3o de criadouros do Aedes aegypti, o mosquito transmissor.<\/p>\n<p>&#8220;Dengue \u00e9 uma luta cont\u00ednua, \u00e9 preciso mostrar que a doen\u00e7a mata e isso se faz com campanhas. Em abril deste ano, n\u00f3s da Sociedade Brasileira de Infectologia fizemos o primeiro alerta para o grande n\u00famero de \u00f3bitos e a necessidade de retomar as campanhas. N\u00e3o foi por falta de aviso.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo ele, a condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica tamb\u00e9m contribuiu para o aumento de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos vivendo um ano mais chuvoso por conta do fen\u00f4meno La Nina e o mosquito Aedes aegypti precisa de \u00e1gua e calor para se reproduzir. Outra quest\u00e3o \u00e9 que, por conta do aquecimento global, o mosquito vai expandindo suas fronteiras reproduzindo onde antes n\u00e3o aparecia. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que temos um grande n\u00famero de casos e de \u00f3bitos nos estados da Regi\u00e3o Sul&#8221;, explica.<\/p>\n<div class=\"media_box embed intertitle_box\">\n<h3 class=\"content\">Mais chikungunya<\/h3>\n<\/div>\n<p>O infectologista chamou a aten\u00e7\u00e3o para o aumento de casos e mortes por chikungunya, doen\u00e7a tamb\u00e9m transmitida pelo mosquito.<\/p>\n<p>&#8220;Isso indica que o Aedes ficou livre e solto para se reproduzir por falta de uma a\u00e7\u00e3o mais efetiva de controle.&#8221; At\u00e9 17 de dezembro, foram confirmados 93 \u00f3bitos por chikungunya no Brasil, quase sete vezes mais que as 14 mortes de todo ano de 2021. O pa\u00eds j\u00e1 registrou 172.082 casos prov\u00e1veis, 78% a mais do que no mesmo per\u00edodo de 2021.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou que monitora de forma constante a situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica da dengue e das demais arboviroses no Brasil.<\/p>\n<p>A pasta destacou que investe em a\u00e7\u00f5es de combate ao mosquito de forma permanente, como a promo\u00e7\u00e3o de campanhas que ajudam a orientar a popula\u00e7\u00e3o sobre a preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, distribui\u00e7\u00e3o de inseticidas e larvicidas aos estados e munic\u00edpios, bem como a realiza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de reuni\u00f5es com gestores para avalia\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio nacional e estrat\u00e9gias de combate.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil chegou a 987 mortes por dengue este ano, segundo boletim divulgado na segunda-feira (26) pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. 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