{"id":386591,"date":"2023-01-23T10:27:30","date_gmt":"2023-01-23T14:27:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=386591"},"modified":"2023-01-23T10:27:30","modified_gmt":"2023-01-23T14:27:30","slug":"ano-comeca-com-indicadores-positivos-para-suinocultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2023\/01\/23\/ano-comeca-com-indicadores-positivos-para-suinocultura\/","title":{"rendered":"Ano come\u00e7a com indicadores positivos para suinocultura"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_386592\" aria-describedby=\"caption-attachment-386592\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-386592 size-medium\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/1459867612446-300x206.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/1459867612446-300x206.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/1459867612446-600x413.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/1459867612446-100x70.jpg 100w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/1459867612446-218x150.jpg 218w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/1459867612446-611x420.jpg 611w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/1459867612446.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-386592\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Thiago Gomes\/Susipe<\/figcaption><\/figure>\n<p>Janeiro \u00e9 sempre desafiante para a suinocultura, m\u00eas de queda na demanda interna e externa e com estoques remanescentes do fim do ano anterior que acabam pressionando para baixo os pre\u00e7os pagos ao produtor.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, 2023 apresenta indicadores bem mais favor\u00e1veis que o in\u00edcio do ano passado, tanto nos pre\u00e7os praticados no mercado dom\u00e9stico, quanto nas exporta\u00e7\u00f5es. Ao menos \u00e9 o que avalia a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Criadores de Su\u00ednos (ABCS).<\/p>\n<p>O ano de 2022 fechou com volume exportado de carne su\u00edna in natura da ordem de 1.013.739 toneladas, apenas 1.436 toneladas a menos que o ano anterior (-0,14%). Em receitas a redu\u00e7\u00e3o foi de 2,7% (-US$ 67,5 milh\u00f5es), com 2022 fechando em US$ 2,407 bilh\u00f5es, contra US$ 2,475 bilh\u00f5es em 2021. A China, que j\u00e1 representou mais de 55% dos embarques, terminou 2022 com pouco mais de 43% do volume exportado.<\/p>\n<p>Embora 2022 tenha sido o pior ano em volumes embarcados para China desde 2020, se analisarmos somente os \u00faltimos 5 meses (de agosto a dezembro\/22), esta sequ\u00eancia foi a melhor em exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne su\u00edna in natura para o gigante asi\u00e1tico em um final de ano, totalizando quase 230 mil toneladas. Al\u00e9m disso, desde agosto\/22, o pre\u00e7o m\u00e9dio em d\u00f3lar da carne vendida para a China tem crescido mensalmente, sendo que o valor de dezembro passado (US$ 2.687\/ton) \u00e9 o maior desde junho de 2021 e \u00e9 26,5% maior que dezembro de 2021 (US$ 2.124\/ton). Estes s\u00e3o fortes indicativos de que a China tem retomado consistentemente as compras do Brasil, devendo se manter em alta por mais alguns meses.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a outros compradores da nossa carne su\u00edna, o ano de 2022 foi marcado pelo crescimento de alguns destinos importantes, com destaque para Filipinas, Singapura e Tail\u00e2ndia, al\u00e9m da habilita\u00e7\u00e3o de plantas para dois importantes mercados: M\u00e9xico e Canad\u00e1 que, por enquanto, n\u00e3o figuram como compradores significativos de nossa carne, mas s\u00e3o importantes players no mercado mundial, com bom potencial para o futuro, al\u00e9m de chancelarem a sanidade do rebanho brasileiro.<\/p>\n<h2>Mercado dom\u00e9stico<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2900926 size-large\" title=\"Rebanho su\u00ednos - suinocultura\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/Rebanho-suinos-640x353.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/Rebanho-suinos-150x83.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/Rebanho-suinos-320x176.jpg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/Rebanho-suinos-640x353.jpg 640w\" alt=\"Rebanho su\u00ednos - suinocultura\" width=\"640\" height=\"353\" \/><\/p>\n<p>Quanto ao mercado dom\u00e9stico, \u00e9 preciso entender os movimentos sazonais e as tend\u00eancias de crescimento da produ\u00e7\u00e3o. Ainda n\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros finais de produ\u00e7\u00e3o do ano de 2022, mas dados publicados pelo IBGE, referentes ao segundo e terceiro trimestre do ano passado, j\u00e1 indicavam redu\u00e7\u00e3o significativa no ritmo de crescimento da produ\u00e7\u00e3o e disponibilidade interna de carne su\u00edna. Isso determinou o crescimento do pre\u00e7o do su\u00edno, com pequenos recuos, desde mar\u00e7o do ano passado at\u00e9 dezembro.<\/p>\n<p>Conforme comentado anteriormente, a queda da cota\u00e7\u00e3o do su\u00edno no in\u00edcio do ano \u00e9 previs\u00edvel. \u00c9 poss\u00edvel perceber o recuo da cota\u00e7\u00e3o das carca\u00e7as em janeiro\/23 (m\u00e9dia at\u00e9 dia 13\/01\/23). Por\u00e9m, esta queda de pre\u00e7o foi bem menor que aquela observada no mesmo per\u00edodo do ano passado. Embora tenha havido queda nas cota\u00e7\u00f5es das carca\u00e7as em S\u00e3o Paulo, na virada dos anos 2021\/22 e 2022\/23, neste \u00faltimo per\u00edodo a queda foi bem mais suave que no per\u00edodo anterior, com alguns dias<br \/>\nde alta em dezembro\/22.<\/p>\n<p>Estes sinais do mercado dom\u00e9stico e de exporta\u00e7\u00e3o indicam que 2023, do ponto de vista de valoriza\u00e7\u00e3o do su\u00edno, deve ser um ano de melhor ajuste entre oferta e demanda. Fica o questionamento quanto ao custo de produ\u00e7\u00e3o, se permitir\u00e1 margens positivas suficientes para recuperar ao menos parte dos preju\u00edzos da grave crise que assolou o setor nos \u00faltimos anos. \u00c9 poss\u00edvel visualizar que o milho se manteve em 2022 em patamares de pre\u00e7o inferiores ao ano anterior, por\u00e9m, o farelo de soja foi a mat\u00e9ria-prima que mais pesou na eleva\u00e7\u00e3o do custo da ra\u00e7\u00e3o, representada pelo mix (74% de milho e 26% de farelo de soja).<\/p>\n<p>Se analisarmos a rela\u00e7\u00e3o de troca do kg do su\u00edno vivo (MG) com o kg dos principais insumos, quanto menor o valor pior para o suinocultor, conclu\u00edmos que fevereiro\/22 foi de fato o fundo do po\u00e7o, havendo uma recupera\u00e7\u00e3o paulatina do poder de compra ao longo do ano e ficando relativamente est\u00e1vel nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<h2>Fator pre\u00e7o na suinocultura brasileira<\/h2>\n<div id=\"attachment_2901037\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2901037 size-large\" title=\"Dinheiro, Real Moeda brasileira - ldo - congresso - arrecada\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/ldo-aprovada-640x383.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/ldo-aprovada-150x90.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/ldo-aprovada-320x191.jpg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/ldo-aprovada-640x383.jpg 640w\" alt=\"Dinheiro, Real Moeda brasileira - ldo - congresso - arrecada\u00e7\u00e3o\" width=\"640\" height=\"383\" aria-describedby=\"caption-attachment-2901037\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-2901037\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/div>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel concluir que o pre\u00e7o do su\u00edno (vivo ou carca\u00e7a) j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o principal fator de preocupa\u00e7\u00e3o, mas sim os custos dos principais insumos (milho e farelo de soja), pois a rela\u00e7\u00e3o de troca n\u00e3o subiu na mesma propor\u00e7\u00e3o que o pre\u00e7o do su\u00edno. Se por um lado temos um horizonte promissor em rela\u00e7\u00e3o ao ajuste da oferta de carne su\u00edna \u00e0 demanda, por outro ainda n\u00e3o se percebe sinais de arrefecimento dos custos no curto prazo.<\/p>\n<p>O \u00faltimo levantamento da safra 2022\/23 publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda prev\u00ea produ\u00e7\u00e3o recorde de soja e milho, mesmo com alguns problemas clim\u00e1ticos em determinadas regi\u00f5es produtoras. Com rela\u00e7\u00e3o ao milho, o estoque de passagem previsto para 31\/01\/23 de 5,28 milh\u00f5es de toneladas \u00e9 relativamente baixo, considerando que a primeira safra de milho (ver\u00e3o) a ser colhida principalmente entre fevereiro e mar\u00e7o ser\u00e1 ao redor de 26,4 milh\u00f5es de toneladas, em torno de 21% de todo milho a ser produzido na safra 2022\/23, sendo os demais 79% (quase 100 milh\u00f5es de toneladas) esperados para a segunda safra, ainda n\u00e3o plantada e que dever\u00e1 ser colhida no meio do ano, principalmente na regi\u00e3o centro-oeste e no Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Este estoque de passagem de pouco mais de 5 milh\u00f5es de toneladas baseia-se na proje\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es do per\u00edodo (de fev\/22 a jan\/23) da ordem de 43,5 milh\u00f5es de toneladas, por\u00e9m, no acumulado de janeiro\/23, com dados at\u00e9 13\/01, j\u00e1 foi exportada uma m\u00e9dia de 295 mil toneladas de milho por dia \u00fatil, totalizando 2,95 milh\u00f5es de toneladas at\u00e9 dia 13\/01.<\/p>\n<p>Considerando a m\u00e9dia embarcada na \u00faltima semana, o m\u00eas de janeiro\/23 ultrapassar\u00e1 as 5,5 milh\u00f5es de toneladas, acumulando um total de mais de 46 milh\u00f5es de toneladas no per\u00edodo considerado entre fev\/22 e jan\/23. Confirmando-se este embarque o estoque de passagem ser\u00e1 inferior a 5 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<h2>Avali\u00e7\u00e3o do presidente da ABCS<\/h2>\n<p>Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, previs\u00f5es sempre est\u00e3o sujeitas a erros e corre\u00e7\u00f5es. Ele, contudo, refor\u00e7ou que a perspectiva de momento \u00e9 animadora para o setor da suinocultura brasileira.<\/p>\n<p>\u201cMas \u00e9 preciso acompanhar fatores que interferem na demanda de nossa carne su\u00edna e, principalmente, nos custos de produ\u00e7\u00e3o, tais como: produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de carne su\u00edna da Uni\u00e3o Europeia (hoje em baixa), movimentos do mercado chin\u00eas (velocidade de recupera\u00e7\u00e3o do rebanho que foi reduzido ano passado), c\u00e2mbio influenciando nossas exporta\u00e7\u00f5es de carne e gr\u00e3os, clima brasileiro e realiza\u00e7\u00e3o da primeira e segunda safra de milho, demanda mundial de gr\u00e3os e situa\u00e7\u00e3o de outros grandes exportadores de commodities (Argentina e Ucr\u00e2nia), crise mundial anunciada como consequ\u00eancia da pandemia e da guerra da Ucr\u00e2nia e conjuntura econ\u00f4mica brasileira\u201d, Lopes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Janeiro \u00e9 sempre desafiante para a suinocultura, m\u00eas de queda na demanda interna e externa e com estoques remanescentes do fim do ano anterior que acabam pressionando para baixo os pre\u00e7os pagos ao produtor. 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