{"id":388256,"date":"2023-02-14T14:00:42","date_gmt":"2023-02-14T18:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=388256"},"modified":"2023-02-14T14:00:42","modified_gmt":"2023-02-14T18:00:42","slug":"em-ro-932-das-criancas-e-dos-adolescentes-vivem-na-pobreza-alerta-unicef","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2023\/02\/14\/em-ro-932-das-criancas-e-dos-adolescentes-vivem-na-pobreza-alerta-unicef\/","title":{"rendered":"Em RO, 93,2% das crian\u00e7as e dos adolescentes vivem na pobreza, alerta UNICEF"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_388257\" aria-describedby=\"caption-attachment-388257\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-388257 size-medium\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Unicef-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Unicef-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Unicef-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Unicef-630x420.jpg 630w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Unicef.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-388257\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o internet<\/figcaption><\/figure>\n<p>Porto Velho, 14 de fevereiro de 2023 \u2013 Em Rond\u00f4nia, de cada 100 crian\u00e7as e adolescentes, 93 vivem na pobreza, em suas m\u00faltiplas dimens\u00f5es: renda, educa\u00e7\u00e3o, trabalho infantil, moradia, \u00e1gua, saneamento e informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 o que indica a pesquisa &#8220;As M\u00faltiplas Dimens\u00f5es da Pobreza na Inf\u00e2ncia e na Adolesc\u00eancia no Brasil&#8221;, lan\u00e7ada nesta ter\u00e7a-feira. O estudo apresenta dados at\u00e9 2019 (trabalho infantil), at\u00e9 2020 (moradia, \u00e1gua, saneamento e informa\u00e7\u00e3o), at\u00e9 2021 (renda, incluindo renda para alimenta\u00e7\u00e3o) e dados at\u00e9 2022 (educa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Neste momento em que presidente, vice-presidente, ministros, governadores, senadores e deputados iniciam novos mandatos, o UNICEF alerta para a urg\u00eancia de priorizar pol\u00edticas p\u00fablicas com recursos suficientes voltadas a crian\u00e7as e adolescentes no Pa\u00eds, levando em considera\u00e7\u00e3o os desafios de cada regi\u00e3o e estado.<\/p>\n<p>\u201cA pobreza na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia vai al\u00e9m da renda. Estar fora da escola, viver em moradias prec\u00e1rias, n\u00e3o ter acesso a \u00e1gua e saneamento, n\u00e3o ter uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada, estar em trabalho infantil e n\u00e3o ter acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o priva\u00e7\u00f5es que fazem com que crian\u00e7as e adolescentes estejam na pobreza multidimensional\u201d, explica Liliana Chopitea, chefe de Pol\u00edticas Sociais, Monitoramento e Avalia\u00e7\u00e3o do UNICEF no Brasil. \u201cNa maioria das vezes, essas priva\u00e7\u00f5es se sobrep\u00f5em, agravando os desafios enfrentados por cada menina e menino. Por isso, \u00e9 urgente olhar para a pobreza de forma ampla, e colocar a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia no or\u00e7amento e no centro das pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, defende ela.<\/p>\n<p>O estudo foi realizado pelo UNICEF, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Vale. Para analisar a pobreza multidimensional, foram utilizados dados oficiais, da Pnad Cont\u00ednua, relacionados a sete dimens\u00f5es: Renda, Educa\u00e7\u00e3o, Trabalho Infantil, Moradia, \u00c1gua, Saneamento e Informa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, foi realizada uma an\u00e1lise espec\u00edfica sobre a renda para alimenta\u00e7\u00e3o. Os resultados revelam um cen\u00e1rio preocupante. O \u00faltimo ano para o qual h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para todos os indicadores \u00e9 2019 \u2013 quando havia 32 milh\u00f5es de meninas e meninos de at\u00e9 17 anos privados de um ou mais desses direitos. Para os anos seguintes, s\u00f3 h\u00e1 dados de educa\u00e7\u00e3o e renda, incluindo renda para alimenta\u00e7\u00e3o \u2013 e todos pioraram.<\/p>\n<p>Em 2021, o percentual de crian\u00e7as e adolescentes que viviam em fam\u00edlias com renda abaixo da linha de pobreza monet\u00e1ria extrema (menos de 1,9 d\u00f3lar por dia) alcan\u00e7ou o maior n\u00edvel dos \u00faltimos cinco anos: 16,1%, versus 13,8%, em 2017. No caso da alimenta\u00e7\u00e3o, o contingente de crian\u00e7as e adolescentes privados da renda necess\u00e1ria para uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada passou de 9,8 milh\u00f5es, em 2020, para 13,7 milh\u00f5es, em 2021 \u2013 um salto de quase 40%. J\u00e1 na educa\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s anos em queda, a taxa de analfabetismo dobrou de 2020 para 2022 \u2013 passado de 1,9% para 3,8%.<\/p>\n<p>Desigualdade regional &#8211; A pobreza multidimensional impactou mais quem j\u00e1 vivia em situa\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel \u2013 negros e ind\u00edgenas, e moradores das regi\u00f5es Norte e Nordeste \u2013, agravando as desigualdades no Pa\u00eds. Entre crian\u00e7as e adolescentes negros e ind\u00edgenas, 72,5% estavam na pobreza multidimensional em 2019, versus 49,2% de brancos e amarelos. Entre os estados, seis tinham mais de 90% de crian\u00e7as e adolescentes em pobreza multidimensional, todos no Norte e Nordeste.<\/p>\n<p>Entre as principais priva\u00e7\u00f5es que impactam a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia no Brasil est\u00e3o a falta de acesso a saneamento b\u00e1sico (alcan\u00e7ando 21,2 milh\u00f5es de meninas e meninos), seguida pela priva\u00e7\u00e3o de renda (20,6 milh\u00f5es) e de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o (6,2 milh\u00f5es). A elas se somam a falta de moradia adequada (4,6 milh\u00f5es), priva\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o (4,3 milh\u00f5es), falta de acesso a \u00e1gua (3,4 milh\u00f5es) e trabalho infantil (2,1 milh\u00f5es). No total, s\u00e3o 32 milh\u00f5es crian\u00e7as e adolescentes afetados por uma ou mais de uma dimens\u00e3o da pobreza multidimensional.<\/p>\n<p>Em Rond\u00f4nia, o estudo indica a falta de acesso a saneamento como a dimens\u00e3o que mais afeta crian\u00e7as e adolescentes, impactando 88,4% de meninas e meninos, seguida pela priva\u00e7\u00e3o de renda (31,9%) e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o (9,9%). Em seguida vem priva\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o (8,1%), acesso \u00e0 moradia (8%), trabalho infantil (6,8%) e \u00e1gua (6%). No total, 93,2% das meninas e meninos do estado s\u00e3o afetados por uma ou mais de uma dimens\u00e3o da pobreza multidimensional.<\/p>\n<p>\u201cOs desafios s\u00e3o imensos e inter-relacionados. Para reverter esse cen\u00e1rio, \u00e9 preciso pol\u00edticas p\u00fablicas que beneficiem n\u00e3o s\u00f3 as crian\u00e7as e os adolescentes diretamente, mas tamb\u00e9m m\u00e3es, pais e respons\u00e1veis, especialmente os mais vulner\u00e1veis\u201d, afirma Liliana Chopitea.<\/p>\n<p><strong>O UNICEF recomenda:\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>Priorizar investimentos em pol\u00edticas sociais;<\/p>\n<p>Ampliar a oferta de servi\u00e7os e benef\u00edcios \u00e0s crian\u00e7as e aos(\u00e0s) adolescentes mais vulner\u00e1veis;<\/p>\n<p>Fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente;<\/p>\n<p>Implementar medi\u00e7\u00f5es e o monitoramento das diferentes dimens\u00f5es da pobreza e suas priva\u00e7\u00f5es por um \u00f3rg\u00e3o oficial do Estado;<\/p>\n<p>Promover a seguran\u00e7a alimentar e nutricional de gestantes, crian\u00e7as e adolescentes, garantindo a eles(as) o direito humano \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o adequada e reduzindo o impacto da fome e da m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o nas fam\u00edlias mais empobrecidas;<\/p>\n<p>Implantar com urg\u00eancia pol\u00edticas de busca ativa escolar e retomada da aprendizagem, em especial da alfabetiza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Priorizar, no \u00e2mbito das respectivas esferas de gest\u00e3o, a agenda de \u00e1gua e saneamento para o desenvolvimento e implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas;<\/p>\n<p>Implementar formas de identificar precocemente as fam\u00edlias vulner\u00e1veis a viol\u00eancias, incluindo trabalho infantil;<\/p>\n<p>Promover e fortalecer oportunidades no ambiente escolar e na transi\u00e7\u00e3o de adolescentes para o mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Confira, abaixo, a situa\u00e7\u00e3o do Brasil nas dimens\u00f5es que comp\u00f5em a pobreza multidimensional.<\/p>\n<p><strong>Renda <\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 2019, a priva\u00e7\u00e3o de renda se mantinha relativamente est\u00e1vel no Brasil, com mais de 20 milh\u00f5es de meninas e meninos vivendo abaixo de um n\u00edvel m\u00ednimo de renda para satisfazer suas necessidades.<\/p>\n<p>Em 2020, com o Aux\u00edlio Emergencial, houve uma melhora no percentual de crian\u00e7as e adolescentes vivendo na extrema pobreza (renda familiar inferior a 1,9 d\u00f3lar por dia). Esse cen\u00e1rio, no entanto, n\u00e3o se manteve em 2021. O percentual de crian\u00e7as e adolescentes vivendo na extrema pobreza, e tamb\u00e9m na pobreza (renda familiar de menos de 5 d\u00f3lares por dia), alcan\u00e7ou o maior n\u00edvel em rela\u00e7\u00e3o aos anos anteriores: 16,1% e 26,2%, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, o n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes que viviam em domic\u00edlios cuja renda familiar era insuficiente para alimenta\u00e7\u00e3o vinha sendo reduzido. A pandemia, no entanto, reverteu essa tend\u00eancia de melhora, alterando bastante o cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Entre 2020 e 2021, o n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes privados de renda familiar necess\u00e1ria para uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada passou de 9,8 milh\u00f5es para 13,7 milh\u00f5es. Um aumento de 3,9 milh\u00f5es. Os percentuais de priva\u00e7\u00e3o subiram tanto para negros e ind\u00edgenas quanto para brancos e amarelos. O aumento, no entanto, foi maior para o primeiro grupo (31,2%% ante 17,8%), aprofundando a desigualdade.<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, mais de 4 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes apresentavam alguma priva\u00e7\u00e3o no direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o no Brasil \u2013 frequentavam a escola com atraso escolar ou sem estar alfabetizados, ou estavam fora da escola.<\/p>\n<p>Se, antes da pandemia, o Pa\u00eds vinha apresentando pequenas melhorias no acesso a esse direito, com a pandemia, o cen\u00e1rio se inverteu. Houve piora em diferentes indicadores, em especial a alfabetiza\u00e7\u00e3o. Em 2022, o percentual de crian\u00e7as privadas do direito \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o dobrou em rela\u00e7\u00e3o a 2020, passando de 1,9% para 3,8%. A priva\u00e7\u00e3o de alfabetiza\u00e7\u00e3o impacta diretamente a aprendizagem e a trajet\u00f3ria escolar dos(as) estudantes, afetando principalmente crian\u00e7as e adolescentes negros e ind\u00edgenas, das regi\u00f5es Norte e Nordeste e meninos.<\/p>\n<p><strong>Saneamento <\/strong><\/p>\n<p>A falta de acesso ao saneamento \u2013 banheiro e rede de esgoto \u2013 \u00e9 uma das priva\u00e7\u00f5es que mais impactam crian\u00e7as e adolescentes no Brasil. Segundo os dados da Pnad Cont\u00ednua 2020 (\u00faltimos dispon\u00edveis para esse tema), quatro em cada dez meninas e meninos estavam privados desse direito.<\/p>\n<p>H\u00e1 quase o dobro de crian\u00e7as e adolescentes negros e ind\u00edgenas privados do direito ao saneamento no Brasil, em compara\u00e7\u00e3o com brancos e amarelos \u2013 47% e 29,7%, respectivamente. O problema \u00e9 mais grave nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, em que h\u00e1 estados com mais de 80% das crian\u00e7as e dos adolescentes privados de saneamento.<\/p>\n<p><strong>\u00c1gua <\/strong><\/p>\n<p>De modo geral, os percentuais de meninos e meninas privados do acesso a \u00e1gua segura se mantiveram est\u00e1veis nos \u00faltimos anos. Houve, apenas, uma melhora em 2020 em rela\u00e7\u00e3o ao cen\u00e1rio mais extremo dessa priva\u00e7\u00e3o de direito. Com isso, o percentual de crian\u00e7as e adolescentes que habitavam um domic\u00edlio que n\u00e3o recebia \u00e1gua canalizada caiu de 4,6%, em 2017, para 3,5%, em 2020. J\u00e1 os percentuais de quem recebia \u00e1gua, mas de fonte insegura, ou tinha \u00e1gua apenas na parte externa da casa, se manteve est\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Moradia<\/strong><\/p>\n<p>Aproximadamente um em cada dez crian\u00e7as e adolescentes vive em moradia inadequada no Brasil \u2013 viver em uma casa com quatro pessoas por dormit\u00f3rio, ou cujas paredes s\u00e3o de material inadequado, como madeira aproveitada. Os dados mais recentes dispon\u00edveis s\u00e3o de 2020. O problema se concentra no Norte do Pa\u00eds, com tr\u00eas estados apresentando indicadores de moradia inadequada superiores a 20% \u2013 Amazonas, Amap\u00e1 e Roraima. E est\u00e1 presente de forma mais acentuada, tamb\u00e9m, em grandes conglomerados urbanos, como S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, que, apesar dos altos n\u00edveis de desenvolvimento socioecon\u00f4mico, t\u00eam mais de 10% das crian\u00e7as e dos adolescentes vivendo em moradias inadequadas.<\/p>\n<p><strong>Informa\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>O acesso \u00e0 internet e \u00e0 televis\u00e3o, especialmente o primeiro, apresentou uma melhora estatisticamente significativa nos \u00faltimos anos. De 2017 a 2020, o percentual de crian\u00e7as e adolescentes que acessou a internet em casa no ano anterior \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa (Pnad-C) passou de 67,9% para 86,6%.<\/p>\n<p>Os resultados mostram, no entanto, que o acesso a essas tecnologias \u00e9 ainda muito desigual no Pa\u00eds. O percentual de negros e ind\u00edgenas privados desse direito \u00e9 quase o dobro em compara\u00e7\u00e3o com brancos e amarelos, em todos os anos. A disparidade regional tamb\u00e9m \u00e9 grande, com percentuais de priva\u00e7\u00e3o abaixo de 5% no Sul e Sudeste, e ultrapassando 20% em alguns estados do Norte e Nordeste.<\/p>\n<p><strong>Trabalho infantil <\/strong><\/p>\n<p>Os \u00faltimos dados dispon\u00edveis sobre trabalho infantil na Pnad Cont\u00ednua s\u00e3o de 2019. Naquele ano, mais de 2 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes de 5 a 17 anos estavam em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil no Brasil \u2013 excluindo-se aqui meninas e meninos exercendo fun\u00e7\u00e3o de aprendiz, prevista em lei. Entre 2017 e 2019, n\u00e3o houve melhorias significativas nessa \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>Sobre o Estudo <\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa &#8220;As M\u00faltiplas Dimens\u00f5es da Pobreza na Inf\u00e2ncia e na Adolesc\u00eancia no Brasil&#8221; foi realizada pelo UNICEF, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Vale. A pesquisa utiliza dados oficiais do Brasil. Para desenhar o cen\u00e1rio atual, foi utilizada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) de 2017 a 2019\/2020\/2021\/2022, dependendo da disponibilidade. A an\u00e1lise hist\u00f3rica foi feita com base na Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares (POF) 2008\/2009 e 2017\/2018. A POF foi utilizada, tamb\u00e9m, para analisar a dimens\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 coberta de maneira sistem\u00e1tica pela Pnad Cont\u00ednua. Em virtude das restri\u00e7\u00f5es impostas pela pandemia de covid-19, determinados indicadores, como trabalho infantil, n\u00e3o foram atualizados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de mapear as m\u00faltiplas dimens\u00f5es da pobreza \u2013 alimenta\u00e7\u00e3o, renda, educa\u00e7\u00e3o, trabalho infantil, moradia, \u00e1gua, saneamento e informa\u00e7\u00e3o \u2013, o estudo categoriza as priva\u00e7\u00f5es em intermedi\u00e1ria (acesso ao direito de maneira limitada ou com m\u00e1 qualidade) e extrema (sem nenhum acesso ao direito), de acordo com crit\u00e9rios como faixa et\u00e1ria, dados dispon\u00edveis e legisla\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds. H\u00e1 tamb\u00e9m an\u00e1lises por estado, cor\/ra\u00e7a e g\u00eanero.<\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Vale atua visando contribuir para a garantia de direitos de crian\u00e7as e adolescentes, especialmente nas \u00e1reas da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade. Foi nesse contexto que apoiou a realiza\u00e7\u00e3o deste importante estudo. \u201cAcreditamos que o investimento social privado tem uma relevante contribui\u00e7\u00e3o a dar tamb\u00e9m no combate \u00e0 pobreza, especialmente quando realizado em parceria com o poder p\u00fablico, institui\u00e7\u00f5es da sociedade civil e corpora\u00e7\u00f5es, no sentido de fortalecer as pol\u00edticas p\u00fablicas sociais. Para isso, tem sido fundamental aprofundar a compreens\u00e3o da pobreza como um fen\u00f4meno multidimensional e lan\u00e7ar um olhar focalizado para as pessoas que t\u00eam sido, sistematicamente, deixadas para tr\u00e1s. O estudo nos ajuda nesse processo e permite verificar como a pobreza impacta de forma ainda mais severa as crian\u00e7as e os adolescentes\u201d, afirma Fl\u00e1via Constant, diretora-presidente da Funda\u00e7\u00e3o Vale.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Velho, 14 de fevereiro de 2023 \u2013 Em Rond\u00f4nia, de cada 100 crian\u00e7as e adolescentes, 93 vivem na pobreza, em suas m\u00faltiplas dimens\u00f5es: renda, educa\u00e7\u00e3o, trabalho infantil, moradia, \u00e1gua, saneamento e informa\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que indica a pesquisa &#8220;As M\u00faltiplas Dimens\u00f5es da Pobreza na Inf\u00e2ncia e na Adolesc\u00eancia no Brasil&#8221;, lan\u00e7ada nesta ter\u00e7a-feira. 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