{"id":388589,"date":"2023-02-17T16:29:37","date_gmt":"2023-02-17T20:29:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=388589"},"modified":"2023-02-20T22:52:07","modified_gmt":"2023-02-21T02:52:07","slug":"sapateira-mantem-viva-a-profissao-em-vilhena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2023\/02\/17\/sapateira-mantem-viva-a-profissao-em-vilhena\/","title":{"rendered":"Sapateira mant\u00e9m viva a profiss\u00e3o em Vilhena"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_388591\" aria-describedby=\"caption-attachment-388591\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-388591\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena-300x263.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena-300x263.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena-600x526.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena-768x673.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena-696x610.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena-479x420.jpg 479w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-388591\" class=\"wp-caption-text\">Dona L\u00facia trabalha h\u00e1 40 anos no ramo \/ Foto: Extra de Rond\u00f4nia<\/figcaption><\/figure>\n<p>A profiss\u00e3o de sapateiro, \u00e0 moda antiga, est\u00e1 quase extinta. Mas em Vilhena ainda sobrevivem cinco desses profissionais. Entre eles, uma mulher: Lucilene de Souza, conhecida como Dona L\u00facia, 59 anos.<\/p>\n<p>Com o im\u00f3vel pr\u00f3prio, \u00e0 rua Presidente M\u00e9dici, esquina com Leopoldo Perez [que \u00e9 tamb\u00e9m sua resid\u00eancia] \u2014 uma das \u00faltimas constru\u00e7\u00f5es em madeira na regi\u00e3o central da cidade \u2014 , a capixaba Dona L\u00facia est\u00e1 na atividade h\u00e1 quatro d\u00e9cadas. \u201cEu aprendi a mexer com isso com meu ent\u00e3o marido. A gente morava em Colorado do Oeste, foi l\u00e1 que me casei e comecei a trabalhar com sapatos. H\u00e1 uns 20 anos vim pra Vilhena e continuei\u201d, conta ao <strong><em>Extra de Rond\u00f4nia<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>As antigas ferramentas, como o p\u00e9-de-ferro, o martelo e a m\u00e1quina de costura, a profissional mant\u00e9m do jeito que era. \u201cMas hoje \u00e9 mais enfeite que fica a\u00ed no balc\u00e3o. N\u00e3o tem muita utilidade. Ningu\u00e9m prega sapatos. Antes, havia solado de madeira, de couro e at\u00e9 de pneu. Ainda tem, mas tudo ficou diferente. Agora, a ind\u00fastria faz tudo em s\u00e9rie, com prazo de validade e com pouca durabilidade. Havia pouco sapato de material sint\u00e9tico ou de pl\u00e1stico. Era quase tudo de couro leg\u00edtimo; mais r\u00fastico e feito para durar\u201d, compara.<\/p>\n<p>Mesmo com as mudan\u00e7as no mercado, Dona L\u00facia resiste e diz: \u201cN\u00e3o consigo dar conta de tanta demanda. Todo dia pego pelo menos um sapato pra consertar. Agora, tudo \u00e9 na base da costura \u00e0 m\u00e3o e da cola, eu tive que me readaptar\u201d, explica sentada \u00e0 porta de sua oficina, enquanto conversa e d\u00e1 os pontos em um t\u00eanis. Pelo servi\u00e7o, cobrar\u00e1 R$ 50,00.<\/p>\n<p>Para diversificar a atividade e garantir um lucro a mais, dona L\u00facia tamb\u00e9m faz reparos em malas, bolsas, cintos e outros acess\u00f3rios. \u201cFa\u00e7o tudo com capricho e tenho uma clientela certa, bem exigente e que gosta do meu trabalho\u201d, anuncia.<\/p>\n<p>Daquele lugar simples, a sapateira tirou o sustento e criou tr\u00eas filhos. Hoje, dois deles moram em outras cidades [um j\u00e1 faleceu]. Todos aprenderam o of\u00edcio, mas a mo\u00e7a trabalha no IFRO em Guajar\u00e1-Mirim (RO) e apenas o rapaz continua no ramo. \u201cEle foi al\u00e9m. N\u00e3o s\u00f3 conserta, mas tamb\u00e9m fabrica sapatos em Minas Gerais\u201d, informa, com orgulho.<\/p>\n<figure id=\"attachment_388593\" aria-describedby=\"caption-attachment-388593\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-388593\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena-2-600x362.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena-2-600x362.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena-2-300x181.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena-2-768x464.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena-2-696x420.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Sapateira-em-Vilhena-2.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-388593\" class=\"wp-caption-text\">A oficina no centro da cidade de Vilhena \/ Foto: Extra de Rond\u00f4nia<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A profiss\u00e3o de sapateiro, \u00e0 moda antiga, est\u00e1 quase extinta. 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