{"id":389251,"date":"2023-02-28T10:04:46","date_gmt":"2023-02-28T14:04:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=389251"},"modified":"2023-03-01T10:52:35","modified_gmt":"2023-03-01T14:52:35","slug":"de-passagem-por-vilhena-hippie-conta-como-e-viver-na-estrada-ha-19-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2023\/02\/28\/de-passagem-por-vilhena-hippie-conta-como-e-viver-na-estrada-ha-19-anos\/","title":{"rendered":"De passagem por Vilhena, hippie conta como \u00e9 viver na estrada h\u00e1 19 anos"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_389253\" aria-describedby=\"caption-attachment-389253\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-389253\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-em-Vilhena-300x224.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-em-Vilhena-300x224.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-em-Vilhena-600x449.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-em-Vilhena-768x574.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-em-Vilhena-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-em-Vilhena-265x198.jpg 265w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-em-Vilhena-696x520.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-em-Vilhena-562x420.jpg 562w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-em-Vilhena.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-389253\" class=\"wp-caption-text\">Fernando no centro de Vilhena \/ Foto: Extra de Rond\u00f4nia<\/figcaption><\/figure>\n<p>Desde adolescente, em 2004, Fernando da Silva est\u00e1 na estrada. Nunca mais voltou para casa. Atualmente, est\u00e1 de passagem por Vilhena.<\/p>\n<p>O andante solit\u00e1rio dorme em barraca, toma banho em posto de gasolina, onde tamb\u00e9m costuma se alimentar. Aqui na cidade, ele comercializa seus artesanatos na pra\u00e7a Nossa Senhora Aparecida, centro. Veio do Acre e em alguns dias seguir\u00e1 para Aripuan\u00e3 (MT).<\/p>\n<p>Conhece boa parte do Brasil \u201ca bordo\u201d de uma bicicleta, mantendo vivo o lema \u201cPaz e Amor\u201d (Love and Peace, em ingl\u00eas), frase idiom\u00e1tica associada ao movimento hippie<\/p>\n<p>Nascido em Socorro, no interior de S\u00e3o Paulo, Fernando teve uma inf\u00e2ncia diferente. Bem pequeno, ele viajava com sua m\u00e3e e duas irm\u00e3s para comercializar produtos em barracas, durante quermesses. Tamb\u00e9m fazia o papel de guia tur\u00edstico, levando visitantes \u00e0s in\u00fameras cachoeiras de sua terra natal.<\/p>\n<p>Mas foi aos 17 anos de idade, ap\u00f3s concluir o ensino m\u00e9dio, que o rapaz resolveu ganhar o mundo de vez. \u201cSempre gostei de cultura, turismo, movimento. Fui com uma namorada para S\u00e3o Thom\u00e9 das Letras [cidade do Sul de Minas], em 2004, e a\u00ed a fam\u00edlia dela foi busc\u00e1-la. Eu resolvi ficar por l\u00e1. Foi o ponto de partida das minhas viagens, que duram at\u00e9 hoje\u201d, relata.<\/p>\n<p>S\u00e3o Thom\u00e9 \u00e9 uma das cidades m\u00edsticas mais conhecidas do pa\u00eds. Foi frequentada por personalidades como Raul Seixas e Z\u00e9 Ramalho. \u201cFoi l\u00e1 que aprendi a fazer teatro, em uma caverna. Conheci o [cantor] Ventania. Aprendi arte circense, a fazer malabares com fogo. Enfim, eu aprendi a sobreviver fazendo arte\u201d.<\/p>\n<p>Fernando se sustenta, hoje, com seus artesanatos. S\u00e3o pulseiras, colares, cachimbos, brincos e objetos decorativos. Alguns s\u00e3o bem inusitados. \u201cEnquanto ando de bicicleta, retiro dentes de animais mortos nas rodovias. Transformo tudo em pingente. Tenho dentes de tamandu\u00e1s, ariranhas, queixadas, de muitos animais, conta..<\/p>\n<p>A natureza oferece quase tudo que o artes\u00e3o precisa para criar: sementes, cascos, penas, minerais. As \u00fanicas mat\u00e9rias-primas que ele compra s\u00e3o linhas e pedras lapidadas.<\/p>\n<p><strong>SENTIDO DE VIDA<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, aos 36 anos, Fernando olha para tr\u00e1s com uma certeza: \u201cA liberdade \u00e9 o mais importante da vida\u201d.<\/p>\n<p>Nascido em lar cat\u00f3lico, ele passou a conhecer muitas literaturas religiosas. Diz que acredita em Deus e que o v\u00ea em todas as religi\u00f5es. \u201cO corpo de cada um \u00e9 emprestado por Ele para fazermos uma passagem. Neste sentido, nunca me falta nada. Nunca reclamo de nada. Tudo que h\u00e1 na natureza me encanta e, para mim, \u00e9 uma ben\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_389254\" aria-describedby=\"caption-attachment-389254\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-389254\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-2-600x608.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"608\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-2-600x608.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-2-296x300.jpg 296w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-2-768x778.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-2-696x705.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-2-415x420.jpg 415w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/hippie-2.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-389254\" class=\"wp-caption-text\">\u201cA bordo\u201d de uma bicicleta, mant\u00e9m vivo o lema \u201cPaz e Amor\u201d \/ Foto: Extra de Rond\u00f4nia<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ser hippie, diz ele, \u201c\u00e9 um estado de esp\u00edrito\u201d. \u00c9 \u201cn\u00e3o ficar preso no sistema opressor; n\u00e3o d\u00e1 para levar uma vida banal, pagando impostos e apenas sobrevivendo, como escravos das estruturas\u201d.<\/p>\n<p>Ele avalia que n\u00e3o nasceu para viver preso a conven\u00e7\u00f5es. \u201cSei que essa vis\u00e3o gera preconceitos e questionamentos. Mas estou certo de que foi o melhor caminho que encontrei para uma vida r\u00e1pida aqui na Terra. Toda as vidas s\u00e3o r\u00e1pidas, n\u00e3o importa a idade com que se morra. Liberdade \u00e9 tudo o que quero na vida. E ser hippie foi o meio que encontrei para conhecer culturas e lugares, contemplar e, ao mesmo tempo, viver da minha arte\u201d, filosofa.<\/p>\n<p>Mesmo com esse discurso libert\u00e1rio, o hippie p\u00f3s-moderno tratou de comprar uma terrinha nas proximidades de Chapada dos Veadeiros, em Goi\u00e1s. \u201c\u00c9 para l\u00e1 que eu sempre retorno, desde 2006\u201d, afirma, ao contar: \u201cAquele \u00e9 o lugar mais bonito que eu j\u00e1 fui\u201d.<\/p>\n<p>Fernando j\u00e1 percorreu boa parte do pa\u00eds, menos o Nordeste; de l\u00e1, conhece apenas a Bahia e o Maranh\u00e3o. Nem sempre fez viagens de bicicleta. J\u00e1 encarou todos os meios de transporte, inclusive \u201ccaronas clandestinas em trens de carga\u201d.<\/p>\n<p>Numa dessas aventuras, foi preso na cidade de Alto Alegre do Pindar\u00e9 (MA). \u201cTodo sujo de min\u00e9rio da Vale do Rio Doce, fui levado \u00e0 delegacia. Mas adorei a experi\u00eancia e acabei ficando um ano no Maranh\u00e3o, curtindo o mar\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde adolescente, em 2004, Fernando da Silva est\u00e1 na estrada. Nunca mais voltou para casa. Atualmente, est\u00e1 de passagem por Vilhena. O andante solit\u00e1rio dorme em barraca, toma banho em posto de gasolina, onde tamb\u00e9m costuma se alimentar. Aqui na cidade, ele comercializa seus artesanatos na pra\u00e7a Nossa Senhora Aparecida, centro. 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