{"id":404002,"date":"2023-08-23T12:01:17","date_gmt":"2023-08-23T16:01:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=404002"},"modified":"2023-08-23T12:01:17","modified_gmt":"2023-08-23T16:01:17","slug":"opiniao-organizacoes-sociais-de-saude-o-salto-de-gestao-de-que-a-saude-precisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2023\/08\/23\/opiniao-organizacoes-sociais-de-saude-o-salto-de-gestao-de-que-a-saude-precisa\/","title":{"rendered":"OPINI\u00c3O: Organiza\u00e7\u00f5es Sociais de Sa\u00fade, o salto de gest\u00e3o de que a sa\u00fade precisa"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_404003\" aria-describedby=\"caption-attachment-404003\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-404003\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Anis-Filho-2-300x261.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Anis-Filho-2-300x261.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Anis-Filho-2-600x522.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Anis-Filho-2-534x462.jpg 534w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Anis-Filho-2-483x420.jpg 483w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Anis-Filho-2.jpg 631w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-404003\" class=\"wp-caption-text\">Anis Ghatt\u00e1s Mitri Filho \u2013 Presidente do grupo Santa Casa de Chavantes \/ Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>No Brasil, os desafios para o sistema de sa\u00fade sempre foram imensos, mas, ainda assim, nunca t\u00e3o severos como os que enfrentamos atualmente. Fatores sociais, econ\u00f4micos e tecnol\u00f3gicos se alinharam para criar um cen\u00e1rio incompar\u00e1vel em que, resumidamente, os custos sobem muito mais r\u00e1pido do que as receitas, num ciclo negativo que est\u00e1 amea\u00e7ando a continuidade dos servi\u00e7os. Tanto que a turbul\u00eancia financeira, sempre mais associada ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), chegou \u00e0 sa\u00fade suplementar e provocou um preju\u00edzo de R$ 15 bilh\u00f5es aos planos de sa\u00fade em 2022. O maior da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>E o imbr\u00f3glio \u00e9 mais complexo porque a sa\u00fade tem particularidades que transformam avan\u00e7os em dificuldades. N\u00e3o bastassem os efeitos das sucessivas crises econ\u00f4micas brasileiras e de uma pandemia global, at\u00e9 uma boa not\u00edcia como o aumento da expectativa de vida se transforma em dor de cabe\u00e7a para o setor, com mais gente nos hospitais precisando justamente dos tratamentos mais caros. E o avan\u00e7o da pesquisa cient\u00edfica e a incorpora\u00e7\u00e3o de tecnologia na assist\u00eancia, por exemplo, que oferecem mais e melhores possibilidades terap\u00eauticas, ao mesmo tempo aumentam a conta das organiza\u00e7\u00f5es e as desigualdades no acesso.<\/p>\n<p>Em resumo, os novos tempos v\u00e3o continuar aumentando a demanda e pressionando os custos de um sistema de sa\u00fade que precisa urgentemente de um salto de gest\u00e3o para reagir a esse movimento, e n\u00e3o ser um empecilho para o desenvolvimento da sociedade. E as Organiza\u00e7\u00f5es Sociais de Sa\u00fade (OSSs) se provaram como uma alternativa vi\u00e1vel nesse sentido.<\/p>\n<p>Criadas justamente para proporcionar efici\u00eancia aos servi\u00e7os de sa\u00fade, elas j\u00e1 mostraram os resultados consistentes de uma abordagem inovadora, que alia opera\u00e7\u00f5es de alta performance com sustentabilidade financeira, melhoria da experi\u00eancia do paciente e humaniza\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia.<\/p>\n<p>De acordo com a Planisa, empresa com expertise na \u00e1rea de gest\u00e3o de custos, as unidades administradas pelas OSSs t\u00eam uma m\u00e9dia de custo de paciente\/dia de R$ 2,5 mil, enquanto esse valor nas institui\u00e7\u00f5es beneficentes \u00e9 de R$ 3,2 mil. Nos hospitais privados com fins lucrativos, a conta chega a R$ 7,1 mil. As OSSs tamb\u00e9m diminu\u00edram os custos administrativos para 6,5% da receita total, enquanto nos privados a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de 8,9%. No quesito produtividade, as OSSs alcan\u00e7aram uma taxa m\u00e9dia de ocupa\u00e7\u00e3o de 79%, ante os 65% dos beneficentes e 62% dos privados.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o com as administra\u00e7\u00f5es municipais, estaduais e federais mostra um cen\u00e1rio ainda mais favor\u00e1vel para a OSS. Dos 40 melhores hospitais p\u00fablicos do Pa\u00eds, 39 s\u00e3o geridos por OSSs, de acordo com o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), que considerou um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro das Organiza\u00e7\u00f5es Sociais de Sa\u00fade (Ibross), em parceria com a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-americana da Sa\u00fade (Opas), o Instituto \u00c9tica Sa\u00fade (IES) e a Organiza\u00e7\u00e3o Nacional de Acredita\u00e7\u00e3o (ONA). A avalia\u00e7\u00e3o foi feita por meio de dados objetivos, como insumos, n\u00famero de leitos e adequa\u00e7\u00e3o das equipes e resultados, como quantidades de procedimentos ambulatoriais e de interna\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os bons n\u00fameros est\u00e3o associados principalmente \u00e0 flexibilidade e \u00e0 capacidade das OSSs de produzirem respostas r\u00e1pidas aos novos desafios. Com pessoal especializado, decis\u00f5es qualificadas e \u00e1geis, al\u00e9m de estrutura enxuta, est\u00e3o sempre alinhadas \u00e0s mais recentes tecnologias e aos mais recentes protocolos e modelos de gest\u00e3o, promovendo a inova\u00e7\u00e3o e a melhoria cont\u00ednua da assist\u00eancia.<\/p>\n<p>A natureza inteligente e descomplicada tamb\u00e9m facilita que o modelo seja replicado em regi\u00f5es remotas para proporcionar acesso de qualidade a popula\u00e7\u00f5es usualmente desassistidas, sobretudo por meio das parcerias p\u00fablico-privadas que combinam as vantagens de ambos os setores para construir um sistema mais robusto e abrangente.<\/p>\n<p>Tudo isso, \u00e9 importante destacar, com mecanismos que permitem o maior controle, formados por regulamenta\u00e7\u00f5es e fiscaliza\u00e7\u00f5es rigorosas para garantir a transpar\u00eancia das opera\u00e7\u00f5es e a presta\u00e7\u00e3o de contas \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p>Os desafios atuais para o setor de sa\u00fade s\u00e3o imensos e, de fato, as OSSs isoladamente n\u00e3o s\u00e3o suficientes para resolver todas as quest\u00f5es. Mas, indiscutivelmente, j\u00e1 demonstraram que s\u00e3o uma parte indispens\u00e1vel da solu\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, \u00e9 fundamental que a sociedade e o poder p\u00fablico promovam e invistam na expans\u00e3o do modelo para que os benef\u00edcios cheguem cada dia a mais brasileiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Anis Ghatt\u00e1s Mitri Filho \u2013 Presidente do grupo Santa Casa de Chavantes<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, os desafios para o sistema de sa\u00fade sempre foram imensos, mas, ainda assim, nunca t\u00e3o severos como os que enfrentamos atualmente. 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