{"id":418856,"date":"2024-03-26T09:45:36","date_gmt":"2024-03-26T13:45:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=418856"},"modified":"2024-03-26T09:45:36","modified_gmt":"2024-03-26T13:45:36","slug":"estudo-da-embrapa-indica-que-producao-de-graos-no-cerrado-sofrera-impactos-com-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2024\/03\/26\/estudo-da-embrapa-indica-que-producao-de-graos-no-cerrado-sofrera-impactos-com-mudancas-climaticas\/","title":{"rendered":"Estudo da Embrapa indica que produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no Cerrado sofrer\u00e1 impactos com mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_418857\" aria-describedby=\"caption-attachment-418857\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-418857 size-medium\" src=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Soja-2-300x167.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"167\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Soja-2-300x167.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Soja-2-600x335.jpg 600w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Soja-2-768x429.jpg 768w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Soja-2-696x385.jpg 696w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Soja-2-752x420.jpg 752w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Soja-2.jpg 849w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-418857\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Embrapa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com o uso de modelos matem\u00e1ticos calibrados para as condi\u00e7\u00f5es do Cerrado, pesquisadores da Embrapa e da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) conseguiram simular as emiss\u00f5es de um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/gee\/\">g\u00e1s de efeito estufa (GEE)<\/a>, o \u00f3xido nitroso (N<sub>2<\/sub>O), sob diferentes sistemas de manejo para um per\u00edodo de 50 anos.<\/p>\n<p>O trabalho constatou que, com o aumento da temperatura ao longo do tempo, essas emiss\u00f5es ser\u00e3o cada vez maiores, enquanto a produ\u00e7\u00e3o de biomassa e o rendimento de gr\u00e3os diminuir\u00e3o.<\/p>\n<p>As simula\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m apontaram que os sistemas agr\u00edcolas que utilizam plantas de cobertura como o sistema plantio direto, apesar da redu\u00e7\u00e3o de produtividade com o passar dos anos, s\u00e3o, em m\u00e9dia, mais produtivos e com menor emiss\u00e3o de N<sub>2<\/sub>O em compara\u00e7\u00e3o aos sistemas convencionais.<\/p>\n<p>Os resultados est\u00e3o descritos em artigo publicado no peri\u00f3dico\u00a0<em>Agriculture, Ecosystems &amp; Environment,<\/em>\u00a0no qual um modelo de simula\u00e7\u00e3o solo-cultura demonstrou elevada precis\u00e3o para simular e prever o crescimento e a produtividade das culturas de gr\u00e3os, bem como as emiss\u00f5es de N2O em sistemas de plantio convencional e plantio direto em fun\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas previstas para o Cerrado.<\/p>\n<p>O modelo tamb\u00e9m apresentou bom desempenho para a din\u00e2mica da \u00e1gua e temperatura do solo. O estudo foi realizado em um experimento de longa dura\u00e7\u00e3o implantado em 1995 na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa-cerrados\/\">Embrapa Cerrados<\/a>\u00a0(DF) e, al\u00e9m de pesquisadores dessa unidade, contou com a participa\u00e7\u00e3o de colegas da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa-meio-ambiente\/\">Embrapa Meio Ambiente<\/a>\u00a0(SP) e da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/unb\/\">Universidade de Bras\u00edlia (UnB)<\/a>.<\/p>\n<p>Foram avaliados tr\u00eas sistemas de uso do solo: preparo convencional com grade de discos e rota\u00e7\u00e3o bianual de gram\u00ednea\/leguminosa (milho\/soja) (CT);\u00a0plantio direto, com sucess\u00e3o cultural leguminosa-gram\u00ednea (soja\/sorgo) (NT1); e plantio direto, com sucess\u00e3o gram\u00ednea-leguminosa (milho\/feij\u00e3o guandu) (NT2). C\u00e2maras est\u00e1ticas fechadas\u00a0foram utilizadas para medir os fluxos de N<sub>2<\/sub>O para a modelagem na pesquisa.<\/p>\n<p>No per\u00edodo do estudo, foram coletados dados de atributos do solo, de crescimento, desenvolvimento e rendimento das variedades cultivadas, da umidade e temperatura do solo, conforme o manejo cultural. O modelo foi calibrado a partir dos dados da cultura e fluxos de N<sub>2<\/sub>O medidos nos sistemas CT e NT1 e, em seguida, foi testado com os dados obtidos no sistema NT2 para avaliar os efeitos do manejo do solo em cada sistema, nas emiss\u00f5es de N<sub>2<\/sub>O e na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e de biomassa.<\/p>\n<h2 id=\"h-parametros\" class=\"wp-block-heading\">Par\u00e2metros<\/h2>\n<p>Ap\u00f3s a valida\u00e7\u00e3o, o modelo foi utilizado para prever o impacto dos cen\u00e1rios de altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas nas emiss\u00f5es de N2O e na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, considerando as vari\u00e1veis clim\u00e1ticas simuladas pelo modelo clim\u00e1tico ETA-Hadgem: temperaturas m\u00e1ximas e m\u00ednimas di\u00e1rias do ar, radia\u00e7\u00e3o solar incidente e pluviosidade (chuva) medidas pela esta\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica da<br \/>\nEmbrapa Cerrados, em Planaltina (DF), nos tr\u00eas quadrimestres do ano \u2013 janeiro, fevereiro, mar\u00e7o e abril (final da esta\u00e7\u00e3o quente e chuvosa); maio, junho, julho e agosto (esta\u00e7\u00e3o seca e mais fria) e setembro, outubro, novembro e dezembro (in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o quente e chuvosa).<\/p>\n<p>O modelo ETA-Hadgem apontou tend\u00eancia significativa para o aumento das temperaturas m\u00e9dias, m\u00e1ximas e m\u00ednimas anuais no per\u00edodo de 2021 a 2070 para o local avaliado.<\/p>\n<p>Os resultados do ajuste do modelo clim\u00e1tico indicam, ainda, uma tend\u00eancia de aumento de at\u00e9 1,8 \u00baC na m\u00e9dia de temperaturas m\u00ednimas di\u00e1rias, e 2,2 \u00baC na m\u00e9dia de temperaturas m\u00e1ximas di\u00e1rias para o per\u00edodo analisado.\u00a0O aumento mais significativo ocorre no terceiro<br \/>\nquadrimestre do ano, que coincide com o in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o quente e chuvosa (ver\u00e3o) e o in\u00edcio da semeadura e crescimento das culturas na regi\u00e3o.<\/p>\n<h2 id=\"h-mais-emissoes-menos-biomassa-e-rendimento-de-graos-ao-longo-do-tempo\" class=\"wp-block-heading\">Mais emiss\u00f5es, menos biomassa e rendimento de gr\u00e3os ao longo do tempo<\/h2>\n<p>De acordo com as simula\u00e7\u00f5es do estudo, tanto na soja como no milho, a m\u00e9dia das emiss\u00f5es acumuladas anuais de N<sub>2<\/sub>O no per\u00edodo projetado de 50 anos \u00e9 significativamente maior no tratamento com preparo convencional (CT) (1,7206 kg\/ha e 2,3832 kg\/ha respectivamente) que nos tratamentos com plantio direto (NT) (0,6947 kg\/ha e 0,7331 kg\/ha).<\/p>\n<p>Em cada d\u00e9cada prospectada, as emiss\u00f5es cumulativas de N<sub>2<\/sub>O em CT s\u00e3o cerca de 2,5 vezes maiores quando comparados a NT. Independente dos sistemas de manejo, estima-se um aumento significativo das emiss\u00f5es de N<sub>2<\/sub>O nas tr\u00eas primeiras d\u00e9cadas, nos per\u00edodos (2021-2023, 2031-2040 e 2041-2050).<\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0s emiss\u00f5es acumuladas de N<sub>2<\/sub>O estimadas pelo STICS, podemos verificar que no caso da cultura de milho, as emiss\u00f5es sob o tratamento plantio direto (milho + feij\u00e3o guandu) foram em m\u00e9dia 3,5 vezes menores do que sob o tratamento convencional (apenas safra de milho)\u201d, diz o pesquisador Alfredo Luiz, da Embrapa Meio Ambiente.<\/p>\n<p>No caso da soja, ele conta que o estudo demonstrou que as emiss\u00f5es de N<sub>2<\/sub>O no sistema plantio direto (soja + sorgo) foram 2,5 vezes menores em compara\u00e7\u00e3o ao tratamento preparo convencional (apenas safra de soja).<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de biomassa simulada para o per\u00edodo, o tratamento NT2 (milho + feij\u00e3o guandu) o milho apresenta produ\u00e7\u00e3o 30,2% superior ao milho em CT. Esse padr\u00e3o tamb\u00e9m foi observado em cada d\u00e9cada do per\u00edodo, exceto na \u00faltima, em que h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o significativa na produ\u00e7\u00e3o de biomassa em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira d\u00e9cada.<\/p>\n<p>No caso da soja, a produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual de biomassa foi bem maior (55,7%) no tratamento plantio direto (soja + sorgo) que no preparo convencional (soja), comportamento observado nas simula\u00e7\u00f5es. Ao longo das d\u00e9cadas, ocorre uma diminui\u00e7\u00e3o significativa na produ\u00e7\u00e3o de biomassa em todos os sistemas de manejo.<\/p>\n<p>J\u00e1 os dados da produtividade de gr\u00e3os simulada pelo modelo mostram que a produtividade m\u00e9dia do milho \u00e9 significativamente maior no NT (6,6 mil t\/ha) que no CT (5,87 mil t\/ha).\u00a0Al\u00e9m disso, em todos os sistemas de manejo avaliados h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o significativa na produtividade de gr\u00e3os da primeira para a \u00faltima d\u00e9cada do per\u00edodo, seguindo a mesma tend\u00eancia observada para a biomassa.<\/p>\n<p>J\u00e1 produtividade m\u00e9dia de gr\u00e3os de soja simulada n\u00e3o apresentou diferen\u00e7a significativa entre os tratamentos, com valores m\u00e9dios de 1,599 t\/ha\u00a0para o CT e 1,574 t\/ha\u00a0para o NT.\u00a0Assim como no milho, nos dois sistemas ocorre diminui\u00e7\u00e3o na produtividade da primeira \u00e0 \u00faltima d\u00e9cada do per\u00edodo analisado.<\/p>\n<p>O pesquisador Fernando Macena, da Embrapa Cerrados, relata que o modelo clim\u00e1tico ETA-Hadgem antecipa uma tend\u00eancia significativa e consistente de aumento de at\u00e9 1,77 \u00b0C na m\u00e9dia de temperaturas m\u00ednimas di\u00e1rias e 2,21 \u00b0C na m\u00e9dia de temperaturas m\u00e1ximas di\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u201cCom base nesse aumento da temperatura previsto para o per\u00edodo 2021-2070, podemos concluir, a partir dos dados gerados pelo modelo do estudo, que h\u00e1 fortes evid\u00eancias de que o<br \/>\nrendimento de gr\u00e3os e a biomassa a\u00e9rea total das plantas diminuir\u00e3o, o que pode provocar um impacto grave no setor agr\u00edcola da regi\u00e3o.\u00a0Os dados tamb\u00e9m mostram que h\u00e1 uma tend\u00eancia crescente em aumento das emiss\u00f5es de N<sub>2<\/sub>O no per\u00edodo simulado\u201d, analisa o pesquisador.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de que isso ocorra para os dois sistemas de manejo do solo estudados. \u201cAcreditamos que o aumento nas emiss\u00f5es ao longo dos anos est\u00e1 relacionado ao aumento<br \/>\nda temperatura e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do ciclo das culturas, e que os efeitos s\u00e3o mais pronunciados nos sistemas de manejo do solo convencionais\u201d, completa.<\/p>\n<h2 id=\"h-sistemas-mais-resilientes-as-mudancas-climaticas\" class=\"wp-block-heading\">Sistemas mais resilientes \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/h2>\n<p>De acordo com a Embrapa, diversos estudos enfatizam que o manejo do solo, a rota\u00e7\u00e3o de culturas, a sazonalidade das chuvas, a umidade e a temperatura do solo, o teor de nitrog\u00eanio mineral, bem como as intera\u00e7\u00f5es entre todos esses fatores s\u00e3o as principais vari\u00e1veis que definem as emiss\u00f5es de N<sub>2<\/sub>O.<\/p>\n<div class=\"ads-repeater spaa-container no-bg no-label mb-9 d-none d-md-flex ad-single-content-desktop\">\n<div class=\"spaa-item\">\n<div id=\"middle-content-7-desktop\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>No Cerrado brasileiro, pesquisas mostram que a aplica\u00e7\u00e3o de fertilizantes nitrogenados geralmente aumenta as emiss\u00f5es de N<sub>2<\/sub>O devido ao aumento na concentra\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio mineral no solo, fornecendo substratos para rea\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas de produ\u00e7\u00e3o e emiss\u00e3o de N<sub>2<\/sub>O para a atmosfera, indica a Embrapa.<\/p>\n<p>\u201cDe modo geral, menores emiss\u00f5es de N<sub>2<\/sub>O, simuladas ou observadas, podem ser explicadas pela n\u00e3o perturba\u00e7\u00e3o do solo (plantio direto) e pela presen\u00e7a de plantas de cobertura, que oferecem maior estabilidade de agregados e predomin\u00e2ncia de fra\u00e7\u00f5es mais est\u00e1veis da mat\u00e9ria org\u00e2nica\u201d, aponta pesquisadora da Embrapa Arminda Carvalho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de menores emiss\u00f5es acumuladas de N2O com a utiliza\u00e7\u00e3o do sistema plantio direto em compara\u00e7\u00e3o ao sistema convencional, os pesquisadores tamb\u00e9m destacam que, em qualquer per\u00edodo observado, a produtividade das duas culturas de gr\u00e3os testadas \u00e9 igual ou superior, nesse sistema de manejo do solo, que tem se mostrado, assim, o mais recomendado para as condi\u00e7\u00f5es do Cerrado.<\/p>\n<p>\u201cNossos resultados podem indicar maior resili\u00eancia do sistema plantio direto frente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, no que diz respeito \u00e0s emiss\u00f5es de N<sub>2<\/sub>O e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de biomassa e gr\u00e3os nas condi\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o. No plantio direto, a cobertura vegetal e os res\u00edduos culturais permanecem na superf\u00edcie e podem melhorar a agrega\u00e7\u00e3o do solo e estabilidade da mat\u00e9ria org\u00e2nica\u201d, refor\u00e7a Carvalho.<\/p>\n<h2 id=\"h-substitutos-para-fertilizantes-quimicos\" class=\"wp-block-heading\">Substitutos para fertilizantes qu\u00edmicos<\/h2>\n<p>Segundo o anu\u00e1rio estat\u00edstico de 2022 publicado pela FAO, o Brasil \u00e9 o quinto pa\u00eds em \u00e1rea cultivada no mundo. Os dados da publica\u00e7\u00e3o, referentes ao ano de 2020, mostram que o pa\u00eds era o maior produtor de soja e de cana-de a\u00e7\u00facar e o terceiro maior produtor de milho do mundo.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores da Embrapa, apesar de ser uma atividade essencial para a manuten\u00e7\u00e3o da vida, base para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, o setor agropecu\u00e1rio tem grande contribui\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es de \u00f3xido nitroso (N<sub>2<\/sub>O), representando 83% de todas as emiss\u00f5es nacionais desse g\u00e1s na atmosfera como consequ\u00eancia da oxida\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica e de processos microbianos associados ao manejo de res\u00edduos culturais.<\/p>\n<p>O potencial de aquecimento global do N<sub>2<\/sub>O, diz a Embrapa,\u00a0\u00e9 de 265 a 298 vezes maior que o g\u00e1s carb\u00f4nico (CO<sub>2<\/sub>), com tempo m\u00e9dio de 100 anos de perman\u00eancia na atmosfera. \u201cUma melhor compreens\u00e3o do padr\u00e3o e das fontes de emiss\u00f5es de N2O dos\u00a0solos agr\u00edcolas\u00a0\u00e9 essencial para desenvolver estrat\u00e9gias novas e pr\u00e1ticas para limitar a contribui\u00e7\u00e3o dos sistemas de cultivo para as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\u201d, aponta a pesquisadora da Embrapa Alexsandra Oliveira.<\/p>\n<p>A intensifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola promoveu aumento no uso de\u00a0fertilizantes nitrogenados, pois esse nutriente \u00e9 essencial para manter o potencial de rendimento dos gr\u00e3os de cereais.\u00a0Os pesquisadores acreditam que a crescente procura por alimentos, ra\u00e7\u00f5es e energia provavelmente aumentar\u00e1 significativamente as emiss\u00f5es de N<sub>2<\/sub>O dos solos, caso\u00a0as pr\u00e1ticas<br \/>\nde gest\u00e3o agr\u00edcola\u00a0permane\u00e7am inalteradas, sem ado\u00e7\u00e3o de alternativas biol\u00f3gicas ao uso de adubos qu\u00edmicos, sobretudo os fertilizantes nitrogenados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o uso de modelos matem\u00e1ticos calibrados para as condi\u00e7\u00f5es do Cerrado, pesquisadores da Embrapa e da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) conseguiram simular as emiss\u00f5es de um\u00a0g\u00e1s de efeito estufa (GEE), o \u00f3xido nitroso (N2O), sob diferentes sistemas de manejo para um per\u00edodo de 50 anos. 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