{"id":43923,"date":"2014-07-24T11:10:49","date_gmt":"2014-07-24T15:10:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=43923"},"modified":"2014-07-24T16:22:02","modified_gmt":"2014-07-24T20:22:02","slug":"r-8-mil-oi-e-condenada-por-hablilitar-indevidamente-19-linhas-na-asmuv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2014\/07\/24\/r-8-mil-oi-e-condenada-por-hablilitar-indevidamente-19-linhas-na-asmuv\/","title":{"rendered":"R$ 8 MIL: OI \u00e9 condenada por habilitar indevidamente 19 linhas na ASMUV"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/2014\/07\/24\/r-8-mil-oi-e-condenada-por-hablilitar-indevidamente-19-linhas-na-asmuv\/martelo-justica-2\/\" rel=\"attachment wp-att-43924\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-43924\" alt=\"martelo justica\" src=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/martelo-justica-300x248.jpg\" width=\"300\" height=\"248\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/martelo-justica-300x248.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/martelo-justica.jpg 497w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A empresa Oi \u2013 Brasil Telecom Celular foi condenada a pagar R$ 8 mil de indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o\u00a0 dos Servidores Municipais de Vilhena (ASMUV) pela cobran\u00e7a indevida de R$ 10 mil devido a supostos d\u00e9bitos de 19 linhas telef\u00f4nicas.<\/p>\n<p>A entidade moveu a\u00e7\u00e3o, e pediu indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. Na a\u00e7\u00e3o, a ASMUV alegou que existem v\u00e1rias linhas em d\u00e9bito com negativa\u00e7\u00e3o\u00a0do seu nome nos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito por indevida cobran\u00e7a decorrente de servi\u00e7o que\u00a0n\u00e3o contratou. Por tal motivo, o nome fo negativado junto ao SERASA.<\/p>\n<p>Na decis\u00e3o, proferida na \u00faltima ter\u00e7a-feira, 22, o Desembargador Kiyochi Mori afirmou que \u201ca inscri\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o do nome do devedor\u00a0nos cadastro de inadimpl\u00eancia de forma abusiva configuram\u00a0pr\u00e1tica il\u00edcita ensejadora do dever de reparar pelos danos\u00a0morais\u201d.<\/p>\n<p>&gt;&gt;&gt; LEIA, ABAIXO, A DECIS\u00c3O NA \u00cdNTEGRA:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Rond\u00f4nia<\/p>\n<p>2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel<\/p>\n<p>0006249-87.2010.8.22.0014 &#8211; Apela\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Origem: 0006249-87.2010.8.22.0014 Vilhena \/ 1\u00aa Vara C\u00edvel<\/p>\n<p>Apelante: Associa\u00e7\u00e3o dos Servidores Municipais de Vilhena &#8211;\u00a0ASMUV<\/p>\n<p>Advogada: Amanda Iara Tachini de Almeida (OAB\/RO 3146)<\/p>\n<p>Apelada: Oi M\u00f3vel S.A.<\/p>\n<p>Advogada: Alessandra Mondini Carvalho (OAB\/RO 4240)<\/p>\n<p>Advogada: Marlen de Oliveira Silva (OAB\/RO 2928)<\/p>\n<p>Advogado: Jos\u00e9 Augusto Fonseca Moreira (OAB\/DF 11003)<\/p>\n<p>Relator(a) : Des. Kiyochi Mori<\/p>\n<p>Revisor(a) : Des. Marcos Alaor Diniz Grangeia<\/p>\n<p>Vistos.<\/p>\n<p>Trata-se de recurso de apela\u00e7\u00e3o interposto pela Associa\u00e7\u00e3o\u00a0 dos Servidores Municipais de Vilhena \u2013 ASMUV contra decis\u00e3o\u00a0 do ju\u00edzo a quo que julgou parcialmente procedente o pedido\u00a0 inicial formulado na a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de inexist\u00eancia de d\u00e9bito\u00a0 c\/c indeniza\u00e7\u00e3o e pedido parcial de antecipa\u00e7\u00e3o de tutela\u00a0 que move em face de Oi \u2013 Brasil Telecom Celular S\/A, para\u00a0 confirmar a tutela antecipada de exclus\u00e3o do nome do autor\u00a0 dos cadastros de inadimpl\u00eancia, declarar nulo o d\u00e9bito de\u00a0 R$ 10.231,80 (dez mil duzentos e trinta e um reais e oitenta\u00a0centavos), e custas pro rata.<\/p>\n<p>Consta na exordial que a requerida habilitou 19 (dezenove)\u00a0linhas telef\u00f4nicas m\u00f3veis no CNPJ da autora, que n\u00e3o sabe\u00a0informar o paradeiro das citadas linhas.<\/p>\n<p>Alega que existem v\u00e1rias linhas em d\u00e9bito com negativa\u00e7\u00e3o\u00a0do seu nome nos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito e argumenta\u00a0que n\u00e3o existem documentos sobre a legitimidade das pessoas\u00a0que figuram nos documentos apresentados pela r\u00e9, pelo que\u00a0defende ser indevida a cobran\u00e7a decorrente de servi\u00e7o que\u00a0n\u00e3o contratou.<\/p>\n<p>Aponta como prova os documentos extra\u00eddos dos autos n.\u00a00009074-38.2009.8.22.0014 (A\u00e7\u00e3o Cautelar de Exibi\u00e7\u00e3o de\u00a0Documentos), que moveu em face da requerida. Relata que encontra-se negativada pela requerida junto ao\u00a0SERASA, num total de R$ 10.231,60, pelo que pugna pela\u00a0condena\u00e7\u00e3o em indenizar danos morais ante a inscri\u00e7\u00e3o\u00a0indevida, e pretende a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova pelo CDC.<\/p>\n<p>Por fim, requer a declara\u00e7\u00e3o de inexist\u00eancia dos contratos\u00a0acess\u00f3rios relacionados na exordial, e da nulidade do contrato\u00a0principal n. 2103811334 que deu origem aos demais contratos,\u00a0bem como a anula\u00e7\u00e3o de todas as cobran\u00e7as decorrentes dos\u00a0referidos contratos, por indevidas.<\/p>\n<p>Em senten\u00e7a, o magistrado a quo assim decidiu: Ante o exposto, com fundamento no art. 269 inciso I, do C\u00f3digo\u00a0de Processo Civil, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE o\u00a0 pedido inicial, formulado por ASMUV \u2013 ASSOCIA\u00c7\u00c3O DOS\u00a0SERVIDORES MUNICIPAIS DE VILHENA contra OI &#8211; BRASIL\u00a0TELECOM CELULAR S\/A, confirmando a decis\u00e3o exarada\u00a0\u00e0s fls. 74\/75 e, por consequ\u00eancia, DECLARO nulo o contrato\u00a0principal de ades\u00e3o de n\u00ba n\u00ba 2103811334 (fls. 39\/42), bem\u00a0como dos contratos acess\u00f3rios oriundos deste, consoante\u00a0alhures mencionado e, por fim, DECLARO a nulidade do d\u00e9bito\u00a0mencionado nos autos (R$ 10.231,60), pelos fatos e raz\u00f5es\u00a0jur\u00eddicos acima esposados.<\/p>\n<p>Considerando a sucumb\u00eancia rec\u00edproca, CONDENO as partes\u00a0nas custas processuais prorata, ao passo que, com rela\u00e7\u00e3o aos\u00a0honor\u00e1rios, cada parte arcar\u00e1 com o pagamento da respectiva\u00a0verba de seu procurador (art. 21, caput, do CPC). Inconformada, a autora interp\u00f4s apela\u00e7\u00e3o alegando em s\u00edntese\u00a0a possibilidade da pessoa jur\u00eddica sofrer dano moral, pois\u00a0bastaria a indevida inscri\u00e7\u00e3o nos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito,\u00a0pelo que requer seja reformada a senten\u00e7a para condenar a\u00a0apelada ao pagamento por indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. Contrarraz\u00f5es fls. 471\/479.Examinados.<\/p>\n<p>Decido.<\/p>\n<p>Presentes os pressupostos de admissibilidade conhe\u00e7o do\u00a0recurso. Assiste raz\u00e3o \u00e0 apelante, porquanto o entendimento recorrente\u00a0desta Corte \u00e9 no sentido de que quanto a exist\u00eancia de dano,\u00a0uma vez comprovada a inscri\u00e7\u00e3o indevida em cadastro de\u00a0inadimplentes \u00e9 suficiente para presumir a sua ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a inscri\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o do nome do devedor\u00a0nos cadastro de inadimpl\u00eancia de forma abusiva configuram\u00a0pr\u00e1tica il\u00edcita ensejadora do dever de reparar pelos danos\u00a0morais, constitu\u00eddos, no presente caso, in re ipsa.<\/p>\n<p>Cito precedentes desta Corte que corroboram com a referida\u00a0tese:Inscri\u00e7\u00e3o indevida. Cadastro de inadimplentes. Rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica.\u00a0Inexist\u00eancia. Dano moral in re ipsa. Quantum indenizat\u00f3rio.\u00a0Majora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A inscri\u00e7\u00e3o indevida do consumidor nos cadastros de\u00a0inadimplentes constitui in re ipsa o dano moral,, subsistindo ao\u00a0r\u00e9u o dever de indenizar os danos experimentados pela parte\u00a0autora.<\/p>\n<p>O arbitramento da indeniza\u00e7\u00e3o decorrente de dano moral\u00a0deve ser feito caso a caso, com bom senso, modera\u00e7\u00e3o e\u00a0razoabilidade, atentando-se \u00e0 proporcionalidade com rela\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>ao grau de culpa, extens\u00e3o, repercuss\u00e3o dos danos e \u00e0\u00a0capacidade econ\u00f4mica das partes. Assim, estando o valor\u00a0condenat\u00f3rio em desacordo com os casos assemelhados\u00a0julgados pela Corte, imp\u00f5e-se a sua majora\u00e7\u00e3o.(Apela\u00e7\u00e3o, N. 00172463720118220001, Rel. Des. Moreira\u00a0Chagas, J. 04\/09\/2012)<\/p>\n<p>Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel. Ilegitimidade passiva. Aus\u00eancia. inexist\u00eancia\u00a0de notifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via. Inscri\u00e7\u00e3o irregular. Observ\u00e2ncia do art.\u00a043, \u00a72\u00ba, do CDC e S\u00famula n. 359 do STJ. \u00c9 leg\u00edtima para compor a lide passiva a empresa que envia\u00a0os dados do consumidor no cadastro restritivo de cr\u00e9dito, sem\u00a0notific\u00e1-lo previamente da inscri\u00e7\u00e3o. Toda inscri\u00e7\u00e3o irregular\u00a0deve ser cancelada at\u00e9 que o devedor seja formalmente\u00a0comunicado da inscri\u00e7\u00e3o (art. 43, \u00a7 2\u00ba, do CDC).(Apela\u00e7\u00e3o, N. 00124183220108220001, Rel. Juiz Jos\u00e9 Torres\u00a0Ferreira, J. 25\/07\/2012)<\/p>\n<p>Nestes termos tem entendido esta e. Corte nos seguintes\u00a0precedentes: Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel, N. 00495153720088220001, Rel.\u00a0Juiz Osny Claro de O. Junior, J. 18\/01\/2011; Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel, N.\u00a000075597020108220001, Rel. Juiz Osny Claro de O. Junior, J.\u00a0 19\/10\/2010; Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel, N. 01438086220098220001, Rel.\u00a0Juiz Osny Claro de O. Junior, J. 05\/10\/2010, dentre outros. Quanto \u00e0 pessoa jur\u00eddica inscrita indevidamente em \u00f3rg\u00e3o de\u00a0restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, o entendimento desta e. Corte \u00e9 igualmente\u00a0pac\u00edfica no sentido de reconhecer o dever de reparar pela\u00a0inscri\u00e7\u00e3o indevida de pessoa jur\u00eddica em casos an\u00e1logos,\u00a0consoante decis\u00f5es abaixo colacionadas:<\/p>\n<p>Negativa\u00e7\u00e3o indevida. Pessoa jur\u00eddica. Honra objetiva. Dano\u00a0moral. Prova. Desnecessidade. Valor.\u00a0Evidenciada a ilicitude do ato praticado pela parte r\u00e9, que lan\u00e7ou\u00a0o nome da parte autora em protesto indevido, causando-lhe\u00a0les\u00e3o \u00e0 honra e reputa\u00e7\u00e3o, caracterizado est\u00e1 o dano moral\u00a0puro, exsurgindo, da\u00ed, o dever de indenizar. (N\u00e3o Cadastrado,\u00a0N. 00180856220118220001, Rel. Des. Raduan Miguel Filho, J.\u00a022\/10\/2013)<\/p>\n<p>Dano moral. Protesto indevido. Pessoa jur\u00eddica. Possibilidade.A pessoa jur\u00eddica \u00e9 pass\u00edvel de compensa\u00e7\u00e3o por danos\u00a0morais (STJ, S\u00famula 227), sendo que, nos casos de protesto\u00a0indevido de t\u00edtulo ou inscri\u00e7\u00e3o irregular em cadastros de\u00a0inadimplentes, este configura-se in re ipsa, prescindindo de\u00a0prova. (N\u00e3o Cadastrado, N.00041313420118220005, Rel. null,\u00a0J. 11\/09\/2013)<\/p>\n<p>A Corte Superior tamb\u00e9m entende que \u00e9 poss\u00edvel o\u00a0reconhecimento do dano moral in re ipsa para as pessoas\u00a0jur\u00eddicas: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO. RESPONSABILIDADE\u00a0CIVIL. NEGATIVA\u00c7\u00c3O EM CADASTROS DE INADIMPLENTES.\u00a0QUANTUM INDENIZAT\u00d3RIO. RAZOABILIDADE. DECIS\u00c3O\u00a0AGRAVADA MANTIDA. IMPROVIMENTO.<\/p>\n<p>1.- \u201cNos casos de protesto indevido de t\u00edtulo ou inscri\u00e7\u00e3o\u00a0irregular em cadastros de inadimplentes, o dano moral se\u00a0configura in re ipsa, isto \u00e9, prescinde de prova, ainda que a\u00a0prejudicada seja pessoa jur\u00eddica.\u201d (REsp 1059663\/MS, Rel.\u00a0Min. NANCY ANDRIGHI, DJe 17\/12\/2008).<\/p>\n<p>2.- A interven\u00e7\u00e3o do STJ, Corte de car\u00e1ter nacional, destinada\u00a0a firmar interpreta\u00e7\u00e3o geral do Direito Federal para todo o pa\u00eds e\u00a0n\u00e3o para a revis\u00e3o de quest\u00f5es de interesse individual, no caso\u00a0de questionamento do valor fixado para o dano moral, somente\u00a0\u00e9 admiss\u00edvel quando o valor fixado pelo Tribunal de origem,\u00a0cumprindo o duplo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, se mostre terat\u00f3logico,\u00a0por irris\u00f3rio ou abusivo.<\/p>\n<p>3.- Inocorr\u00eancia de teratologia no caso concreto, em que, em\u00a0raz\u00e3o da indevida inscri\u00e7\u00e3o do nome do autor em cadastros de\u00a0inadimplentes, foi fixado o valor de indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 7.500,00\u00a0(sete mil e quinhentos reais), a t\u00edtulo de danos morais, devido\u00a0pelo banco ora agravante ao autor, a t\u00edtulo de danos morais.<\/p>\n<p>4.- O agravante n\u00e3o trouxe nenhum argumento capaz de\u00a0modificar a conclus\u00e3o do julgado, a qual se mant\u00e9m por seus\u00a0pr\u00f3prios fundamentos.<\/p>\n<p>5.- Agravo Regimental improvido.(AgRg no AREsp 501.533\/DF, Rel. Ministro SIDNEI BENETI,\u00a0TERCEIRA TURMA, julgado em 27\/05\/2014, DJe 13\/06\/2014)<\/p>\n<p>No mesmo sentido, confiram-se os seguintes precedentes:\u00a0REsp 1059663\/MS, Rel. Min. Nancy Andrighi, DJe 17\/12\/2008).AgRg no REsp 1080136\/RJ, Rel. Min. Massami Uyeda, DJe\u00a020\/03\/2009; REsp 994.253\/RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, DJe\u00a024\/11\/2008; REsp 851.522\/SP, Rel. Min. Cesar Asfor Rocha,\u00a0DJ 29\/06\/2007.<\/p>\n<p>Portanto, por contr\u00e1ria ao entendimento majorit\u00e1rio desta Corte\u00a0e do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, merece reforma a senten\u00e7a,\u00a0no sentido de reconhecer a ocorr\u00eancia do dano moral in re\u00a0ipsa.<\/p>\n<p>Caracterizado o dano moral, exsurge o dever de indenizar.\u00a0Quanto ao valor da indeniza\u00e7\u00e3o \u00e9 cedi\u00e7o que deve ser fixado\u00a0levando-se em considera\u00e7\u00e3o os princ\u00edpios da razoabilidade e\u00a0proporcionalidade e, ainda, ter como finalidade desestimular a\u00a0reitera\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica do ato danoso por parte do agressor e\u00a0compensar a v\u00edtima pelo sofrimento suportado.<\/p>\n<p>Em outras palavras, a l\u00e9m de servir de lenitivo \u00e0 parte prejudicada\u00a0com o ato il\u00edcito, a indeniza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m possui finalidade\u00a0pedag\u00f3gica, qual seja, desencorajar o ofensor \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o de\u00a0atos deste jaez. Mas, tamb\u00e9m, o quantum arbitrado n\u00e3o pode\u00a0ser t\u00e3o grande que possibilite o enriquecimento da parte.<\/p>\n<p>Nesse sentido, s\u00e3o os crit\u00e9rios elencados pelo STJ:\u00a0Deve ser fixada em termos razo\u00e1veis, n\u00e3o permitindo que a\u00a0repara\u00e7\u00e3o enseje enriquecimento indevido, com manifestos\u00a0abusos e exageros, devendo arbitrar de forma moderada,\u00a0proporcional ao grau de culpa, \u00e0 condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da v\u00edtima,\u00a0seguindo a orienta\u00e7\u00e3o da doutrina e jurisprud\u00eancia, valendo-se\u00a0de sua experi\u00eancia e bom senso, atento \u00e0 realidade da vida e\u00a0\u00e0s peculiaridades de cada caso.\u00a0(REsp. n. 305566\/DF, DJ de 13\/8\/2001; AGREsp. n. 299655\/SP, DJ de 25\/6\/2001).ADMINISTRATIVO &#8211; RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO\u00a0&#8211; DANOS MORAIS E EST\u00c9TICOS &#8211; (&#8230;)<\/p>\n<p>1. O valor do dano moral deve ser arbitrado segundo os\u00a0crit\u00e9rios da razoabilidade e da proporcionalidade, n\u00e3o podendo\u00a0ser irris\u00f3rio, tampouco fonte de enriquecimento sem causa,\u00a0exercendo fun\u00e7\u00e3o reparadora do preju\u00edzo e de preven\u00e7\u00e3o da\u00a0reincid\u00eancia da conduta lesiva.(&#8230;)<\/p>\n<p>Agravo regimental improvido. (AgRg no Ag 1259457\/RJ, Rel.\u00a0Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado\u00a0em 13\/04\/2010, DJe 27\/04\/2010) ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL.\u00a0OBRIGA\u00c7\u00c3O DE MEIO, E N\u00c3O DE RESULTADO. ERRO\u00a0M\u00c9DICO. REEXAME DE PROVAS. SUMULA 07\/STJ.<\/p>\n<p>4. Segundo entendimento pac\u00edfico do Superior Tribunal de\u00a0Justi\u00e7a, somente \u00e9 poss\u00edvel a modifica\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o por\u00a0danos morais, se o valor arbitrado for manifestamente irris\u00f3rio\u00a0ou exorbitante, de modo a causar enriquecimento sem causa e\u00a0vulnerar os princ\u00edpios da razoabilidade e da proporcionalidade,\u00a0o que n\u00e3o ocorre no presente caso.<\/p>\n<p>5. Agravo regimental n\u00e3o provido. (AgRg no Ag 1269116\/RJ,\u00a0Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado\u00a0em 06\/04\/2010, DJe 14\/04\/2010) (grifei)<\/p>\n<p>Assim, tendo em vista as circunst\u00e2ncias do caso e levando-se em considera\u00e7\u00e3o ascondi\u00e7\u00f5es do ofendido e do ofensor,\u00a0bem como a teoria do desest\u00edmulo e da proporcionalidade na\u00a0fixa\u00e7\u00e3o do dano moral, arbitro o valor de R$ 8.000,00 (oito mil reais), que entendo justo e adequado, servindo de lenitivo ao\u00a0dano causado e de estimulo para a empresa evitar a repeti\u00e7\u00e3o\u00a0do ato. (Precedentes: Ap n\u00ba 0037417-54.2007.8.22.0001,\u00a0Rel: Des. Alexandre Miguel, 28\/06\/2011; Ap n\u00ba 0004704-76.2010.8.22.0015, Rel.: Des. Roosevelt Queiroz Costa,\u00a022\/06\/2011, dentre outros).<\/p>\n<p>Ante o exposto, dou provimento ao recurso nos termos do\u00a0artigo 557 \u00a71\u00ba-A do C\u00f3digo de Processo Civil, para reformar a\u00a0senten\u00e7a recorrida e condenar a apelada a indenizar os danos\u00a0morais causados \u00e0 autora pela inscri\u00e7\u00e3o indevida, no valor de\u00a0R$8.000,00.<\/p>\n<p>Sucumbente a apelada, condeno-a ao pagamento das custas\u00a0processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios que fixo em 10% sobre\u00a0o valor da condena\u00e7\u00e3o de acordo com os par\u00e2metros legais\u00a0(CPC, art. 20).<\/p>\n<p>Publique-se.<\/p>\n<p>Porto Velho, 22 de Julho de 2014.<\/p>\n<p>Desembargador Kiyochi Mori<\/p>\n<p>Relator<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto: Extra de Rond\u00f4nia<\/p>\n<p>Foto: Extra de Rond\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A empresa Oi \u2013 Brasil Telecom Celular foi condenada a pagar R$ 8 mil de indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o\u00a0 dos Servidores Municipais de Vilhena (ASMUV) pela cobran\u00e7a indevida de R$ 10 mil devido a supostos d\u00e9bitos de 19 linhas telef\u00f4nicas. 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