{"id":44998,"date":"2014-07-31T13:44:55","date_gmt":"2014-07-31T17:44:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=44998"},"modified":"2014-08-01T15:51:25","modified_gmt":"2014-08-01T19:51:25","slug":"casal-vive-ha-um-mes-em-jazigo-ao-lado-de-tumulo-da-filha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2014\/07\/31\/casal-vive-ha-um-mes-em-jazigo-ao-lado-de-tumulo-da-filha\/","title":{"rendered":"Casal vive h\u00e1 um m\u00eas em jazigo ao lado de t\u00famulo da filha"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_44999\" aria-describedby=\"caption-attachment-44999\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/2014\/07\/31\/casal-vive-ha-um-mes-em-jazigo-ao-lado-de-tumulo-da-filha\/casal-tumulo\/\" rel=\"attachment wp-att-44999\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-44999\" alt=\"Os dois decidiram fixar moradia ali mesmo porque j\u00e1 estavam h\u00e1 dois dias vivendo na rua\" src=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/casal-tumulo.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/casal-tumulo.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/casal-tumulo-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/casal-tumulo-265x198.jpg 265w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/casal-tumulo-294x221.jpg 294w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-44999\" class=\"wp-caption-text\">Os dois decidiram fixar moradia ali mesmo porque j\u00e1 estavam h\u00e1 dois dias vivendo na rua<\/figcaption><\/figure>\n<p>Gr\u00e1vida e sem ter onde morar, Sandra da Silva, de 25 anos, encontrou abrigo no Cemit\u00e9rio Santa Cruz, em Guajar\u00e1-Mirim.<\/p>\n<p>Ela vive junto com o marido, Josiano Cavalcante, de 23 anos, em um jazigo. O casal j\u00e1 est\u00e1 no local h\u00e1 cerca de um m\u00eas.<\/p>\n<p>Segundo ela, a fam\u00edlia, dona do mausol\u00e9u, registrou um boletim de ocorr\u00eancia e pede a sa\u00edda deles. Tudo come\u00e7ou quando os dois foram visitar o t\u00famulo da filha que morreu afogada num balde de \u00e1gua em outubro de 2013 e perceberam o jazigo aberto.<\/p>\n<p>Com a oportunidade, os dois decidiram fixar moradia ali mesmo porque j\u00e1 estavam h\u00e1 dois dias vivendo na rua.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca da morte da filha, eles moravam em um barco de uma empresa que faz o transporte de passageiros entre Guajar\u00e1-Mirim e Surpresa, distrito do munic\u00edpio onde moram os pais de Josiano. &#8220;Depois do que aconteceu com a nossa filha desanimamos de tudo. Eu rezo quando fico perto da beb\u00ea, porque ela est\u00e1 na paz&#8221;, revela Josiano.<\/p>\n<p>Os dois n\u00e3o falam sobre a morte da crian\u00e7a e tamb\u00e9m n\u00e3o explicam como moravam no barco e nem se trabalham para a empresa.<\/p>\n<p>No jazigo invadido por eles, o casal dorme em um colch\u00e3o no ch\u00e3o. &#8220;Em cima do defunto \u00e9 desrespeito&#8221;, enfatiza Josiano que durante o dia sai para catar latinhas. Sandra fica cuidando da &#8220;casa&#8221; e tenta manter tudo limpo e organizado.<\/p>\n<p>Eles usam o t\u00famulo para colocar enfeites. Como o cemit\u00e9rio tem \u00e1gua encanada, eles a usam para beber, lavar roupa e tomar banho. Com uma ferida na perna exposta a moscas, ela termina faxina di\u00e1ria e passa o restante do dia sentada num t\u00famulo cuidando da sepultura de sua filha.<\/p>\n<p>Ele diz que pretende ir para Tangar\u00e1 da Serra (MT), munic\u00edpio onde vive a fam\u00edlia de Sandra, mas n\u00e3o tem recursos para custear a viagem. &#8220;Quero voltar para Mato Grosso, mas as passagens est\u00e3o cada vez mais caras&#8221;, lamenta ele. \u00a0Sandra diz que saiu de l\u00e1 h\u00e1 cerca de tr\u00eas anos e com o tempo, perdeu o contato<\/p>\n<p>Sem ter feito nenhum exame m\u00e9dico, Sandra acredita que j\u00e1 esteja para completar nove meses de gesta\u00e7\u00e3o. Ela afirma ter fam\u00edlia no Mato Grosso e h\u00e1 cerca de tr\u00eas anos n\u00e3o fala com eles, por falta de condi\u00e7\u00f5es. Os vizinhos do cemit\u00e9rio ajudam os dois e dizem que a fam\u00edlia de Josiano j\u00e1 foi diversas vezes tentar tirar o casal de l\u00e1, mas eles se recusam a sair. Alguns vizinhos tamb\u00e9m afirmam que eles s\u00e3o usu\u00e1rios de droga, mas n\u00e3o incomodam ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia dona do mausol\u00e9u pede a sa\u00edda do casal, segundo Sandra. &#8220;Se vierem tirar a gente, n\u00f3s vamos procurar outra sepultura para ficar&#8221;, afirma Josiano ressaltando que a Pol\u00edcia Militar j\u00e1 esteve no local e pediu que eles deixassem a sepultura.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria municipal de Trabalho e Assist\u00eancia Social, Ester Lopes, afirmou que desconhecia a situa\u00e7\u00e3o do casal, mas garantiu que ir\u00e1 tomar provid\u00eancias com urg\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto e Foto: G1 &#8211; Dayanne Saldanha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gr\u00e1vida e sem ter onde morar, Sandra da Silva, de 25 anos, encontrou abrigo no Cemit\u00e9rio Santa Cruz, em Guajar\u00e1-Mirim. Ela vive junto com o marido, Josiano Cavalcante, de 23 anos, em um jazigo. 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