{"id":52340,"date":"2014-09-29T15:58:18","date_gmt":"2014-09-29T19:58:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=52340"},"modified":"2014-09-29T15:58:18","modified_gmt":"2014-09-29T19:58:18","slug":"transposicao-consulta-ao-tcu-esta-pronta-para-ir-ao-pleno-semana-que-vem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2014\/09\/29\/transposicao-consulta-ao-tcu-esta-pronta-para-ir-ao-pleno-semana-que-vem\/","title":{"rendered":"TRANSPOSI\u00c7\u00c3O: consulta ao TCU est\u00e1 pronta para ir ao pleno semana que vem"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/AMIR-LANDO-BOA.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-52341\" src=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/AMIR-LANDO-BOA-300x225.jpg\" alt=\"AMIR-LANDO-BOA\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a>O deputado federal Amir Lando (PMDB-RO) atrav\u00e9s de sua assessoria em Bras\u00edlia teve a informa\u00e7\u00e3o<span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span>\u00a0de que a consulta feita ao TCU pela AGU sobre quais servidores teriam direito \u00e0 transposi\u00e7\u00e3o aos quadros da Uni\u00e3o, foi distribu\u00edda para outro ministro em virtude da licen\u00e7a da relatora Ana Arraes que teve o filho morto em acidente a\u00e9reo e ainda n\u00e3o ter um prazo previsto para retorno ao trabalho. O processo est\u00e1 sob a responsabilidade do ministro substituto,<span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><strong><a style=\"font-weight: inherit;\" href=\"http:\/\/portal2.tcu.gov.br\/portal\/page\/portal\/TCU\/institucional\/autoridades\/auditores\/aud_augusto_sherman\" target=\"_blank\"><span style=\"color: black;\">Augusto Sherman<\/span><\/a>,<\/strong><span class=\"apple-converted-space\"><b>\u00a0<\/b><\/span>que ter\u00e1 que relatar o posicionamento jur\u00eddico do Minist\u00e9rio P\u00fablico junto \u00e0quela corte e colocar para vota\u00e7\u00e3o no pleno, j\u00e1 na semana que vem. Amir apresentar\u00e1 defesa oral em favor dos servidores.<\/p>\n<p>Desde que assumiu o mandato como deputado federal, Amir Lando foi procurado por servidores para abra\u00e7ar a causa da transposi\u00e7\u00e3o. Na primeira reuni\u00e3o realizada na AGU, o parlamentar percebeu que a inten\u00e7\u00e3o do governo era meramente protelat\u00f3ria. Criaram v\u00e1rios obst\u00e1culos em forma de decretos, leis, consultas e cartas enviadas aos servidores no intuito de procrastinar e n\u00e3o enquadrar os servidores estaduais de Rond\u00f4nia nos quadros do governo federal como determina a EC 60 da CF\/88.<\/p>\n<p>Em v\u00e1rias audi\u00eancias na AGU, TCU, Pal\u00e1cio do Planalto e Minist\u00e9rio do Planejamento, Amir usou como estrat\u00e9gia a discuss\u00e3o jur\u00eddica ponto a ponto dos assuntos controversos da transposi\u00e7\u00e3o. O primeiro deles foi com rela\u00e7\u00e3o aos servidores demitidos do governo Bianco, depois os contratados por prazo determinado e indeterminado, os tempor\u00e1rios e os demais servidores com direito a transpor.<\/p>\n<p>No TCU, Amir apresentou a seguinte mem\u00f3ria jur\u00eddica como mais um argumento, ap\u00f3s o relat\u00f3rio do MP daquela corte sobre uma consulta formulada pela Advocacia Geral da Uni\u00e3o que inviabiliza a inten\u00e7\u00e3o do governo federal em n\u00e3o querer enquadrar os servidores resguardados pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n<p>\u201cA consulta formulada pela Advocacia Geral da Uni\u00e3o, com todo o respeito, foi um tanto quanto tendenciosa, pois j\u00e1 insere informa\u00e7\u00f5es incompat\u00edveis com os fatos efetivamente ocorridos, objetivando obter a resposta que lhe \u00e9 conveniente\u201d.<\/p>\n<p>Veja-se que a primeira informa\u00e7\u00e3o passada, j\u00e1 n\u00e3o condiz com a realidade, pois assevera: \u201cA readmiss\u00e3o de servidores,<span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><strong>regularmente demitidos<\/strong>, por interm\u00e9dio de acordo homologado em inst\u00e2ncia judicial, por meio de decis\u00e3o transitada em julgado, restabelece o v\u00ednculo original?\u201d (destaque nosso em negrito).<\/p>\n<p>Ocorre que, bem ao contr\u00e1rio do que colocado na consulta levada a efeito pela AGU, n\u00e3o houve<span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><span style=\"text-decoration: underline;\">demiss\u00e3o regular.<\/span><span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span>A senten\u00e7a registrou expressamente que as demiss\u00f5es eram absolutamente irregulares, nulas de pleno direito, porque n\u00e3o observada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dos demitidos de se tratarem de servidores celetistas e, como tais, teriam que possuir dep\u00f3sitos fundi\u00e1rios e receber, por ocasi\u00e3o das despedidas, todas as verbas inerentes a tal modalidade contratual. Ao cumprimento desses requisitos foi condicionado o reconhecimento da validade das demiss\u00f5es e, sem essas observ\u00e2ncias, entendeu-se que elas nunca ocorreram para os efeitos legais.<\/p>\n<p>Exatamente por entender que as demiss\u00f5es eram irregulares, nulas, portanto, determinou-se o retorno dos servidores ao<span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><em>status quo antes<\/em>. Al\u00e9m do recurso interposto pelo Estado de Rond\u00f4nia, a decis\u00e3o estava sujeita a reexame obrigat\u00f3rio, em virtude de envolver ente p\u00fablico como um dos integrantes da rela\u00e7\u00e3o processual. Assim, na inst\u00e2ncia superior, as partes acabaram por se conciliar, o que foi devidamente homologado.<\/p>\n<p>H\u00e1 que se observar, por\u00e9m, que o acordo homologado, jamais retira a legitimidade dos fundamentos constantes da senten\u00e7a, de modo que o consenso posterior n\u00e3o implica em passar a se reconhecer que as demiss\u00f5es foram regulares, como quis fazer crer a Advocacia Geral da Uni\u00e3o, equivocadamente, diga-se de passagem.<\/p>\n<p>Assim, o que deve ser ressaltado e jamais pode ser olvidado, sob pena de se fazer t\u00e1bula rasa ao que realmente foi decidido judicialmente \u00e9 que a senten\u00e7a que precedeu a concilia\u00e7\u00e3o restabeleceu o v\u00ednculo original, uma vez que foram consideradas totalmente NULAS as demiss\u00f5es. Como se sabe, o ato nulo n\u00e3o produz nenhum efeito e, como tal, equivale a dizer que n\u00e3o \u00e9 considerado existente no mundo jur\u00eddico, ou seja, \u00e9 como se as demiss\u00f5es nunca tivessem ocorrido, estabelecendo-se, por consequ\u00eancia, o v\u00ednculo original, diferentemente da conclus\u00e3o levada a efeito pelo Douto Minist\u00e9rio P\u00fablico, com a devida<span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><em>v\u00eania<\/em>.<\/p>\n<p>Com efeito, conforme declinado no item 42 da resposta \u00e0 consulta, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a n\u00e3o declarou a ilegalidade dos decretos de exonera\u00e7\u00e3o\/demiss\u00e3o dos servidores, nem determinou a reintegra\u00e7\u00e3o\/readmiss\u00e3o dos atingidos. Todavia isso n\u00e3o se deu por ter \u00e0quela Corte decidido de forma contr\u00e1ria, mas sim decorreu do fato de ali ter sido celebrado e homologado acordo. Em virtude do acordo efetuado, n\u00e3o houve aprecia\u00e7\u00e3o quanto ao m\u00e9rito da senten\u00e7a prolatada, mas esta, por seu turno, em verdade, assim se portou, declarando n\u00e3o apenas a ilegalidade, como a total nulidade das exonera\u00e7\u00f5es, determinando a imediata readmiss\u00e3o dos servidores alvo do repudiado processo demission\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de haver determina\u00e7\u00e3o para readmiss\u00e3o \u201cimediata\u201d, diante dos efeitos apenas devolutivos dos recursos, o cumprimento da decis\u00e3o s\u00f3 ocorreria ap\u00f3s o seu tr\u00e2nsito em julgado, raz\u00e3o pela qual o acordo foi \u00e0 solu\u00e7\u00e3o mais vi\u00e1vel.<\/p>\n<p>Em que pese o acordo celebrado, na realidade, na contram\u00e3o do que restou respondido na consulta formulada, os decretos demission\u00e1rios N\u00c3O romperam o v\u00ednculo original dos interessados com o Estado, porque tais decretos foram declarados NULOS de pleno direito, por decis\u00e3o judicial prolatada pela 2a Vara do Trabalho de Porto Velho.<\/p>\n<p>O fato de n\u00e3o ter havido ingresso nos quadros mediante aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em concurso p\u00fablico tamb\u00e9m n\u00e3o torna irregulares as contrata\u00e7\u00f5es, por terem estas ocorrido em per\u00edodo anterior \u00e0 promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 5\/10\/1988, quando essa exig\u00eancia se tornou imprescind\u00edvel e indispens\u00e1vel \u00e0 validade da contrata\u00e7\u00e3o no servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como retroagir a validade do texto constitucional de 1988, por aplica\u00e7\u00e3o a princ\u00edpios b\u00e1sicos de direito, em especial, o da irretroatividade das leis, o qual s\u00f3 permite exce\u00e7\u00e3o na esfera criminal, que n\u00e3o \u00e9 o caso, de forma que, se na \u00e9poca de suas admiss\u00f5es n\u00e3o vigorava o texto constitucional com esta exig\u00eancia de submiss\u00e3o a concurso p\u00fablico, n\u00e3o \u00e9 este fato que comprometer\u00e1 a regularidade de suas admiss\u00f5es, como realmente n\u00e3o comprometeu, conforme reconhecido na senten\u00e7a.<\/p>\n<p>Por fim, n\u00e3o se quer entender que a transposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma imposi\u00e7\u00e3o ao Estado de Rond\u00f4nia, mas sim que o que n\u00e3o se pode negar em hip\u00f3tese alguma, \u00e9 que os servidores regularmente admitidos, cujas pret\u00e9ritas despedidas arbitr\u00e1rias, por meio de decreto foram declaradas nulas, equivalendo a dizer que nunca existiram no universo jur\u00eddico,<span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><span style=\"text-decoration: underline;\">podem e devem<\/span><span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span>exercer suas op\u00e7\u00f5es de serem ou n\u00e3o transpostos, porquanto o acordo posterior n\u00e3o retira, nem invalida os fundamentos da senten\u00e7a proferida, mas sim os fortalecem, tanto \u00e9 que os fundamentos da decis\u00e3o foram preponderantes para levar o Estado a concordar com a concilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A via conciliat\u00f3ria ocorreu, portanto, apenas como forma mais \u00e1gil de efetividade, jamais de nega\u00e7\u00e3o da ess\u00eancia daquilo que foi reconhecido no t\u00edtulo judicial, o qual cabe ser respeitado e preservado de forma perene, longe de artif\u00edcios que visem o mascarar, porque a voz do real direito dos servidores alvo de injusti\u00e7as desta natureza, certamente se sobrepor\u00e1 \u00e0 morda\u00e7a com a qual que se tenta envolv\u00ea-los, por demais fr\u00e1gil e desprovida de<span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><span style=\"text-decoration: underline;\">consist\u00eancia<\/span><span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span>jur\u00eddica para cal\u00e1-los\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"color: #444444;\">Amir Lando disse que cerca de 11 mil servidores devem transpor por direito aos quadros da Uni\u00e3o. \u201cN\u00e3o podemos deixar que o governo federal enganasse os servidores e o Estado de Rond\u00f4nia com a desobedi\u00eancia criminosa a norma fundamental\u201d, finalizou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #444444;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Autor: Carlos Terceiro<\/p>\n<p>Foto: Assessoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O deputado federal Amir Lando (PMDB-RO) atrav\u00e9s de sua assessoria em Bras\u00edlia teve a informa\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0de que a consulta feita ao TCU pela AGU sobre quais servidores teriam direito \u00e0 transposi\u00e7\u00e3o aos quadros da Uni\u00e3o, foi distribu\u00edda para outro ministro em virtude da licen\u00e7a da relatora Ana Arraes que teve o filho morto em acidente a\u00e9reo 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