{"id":70967,"date":"2015-02-26T11:46:28","date_gmt":"2015-02-26T15:46:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=70967"},"modified":"2015-02-26T14:04:30","modified_gmt":"2015-02-26T18:04:30","slug":"justica-condena-melki-por-doacao-ilegal-de-imovel-publico-a-empresa-da-esposa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2015\/02\/26\/justica-condena-melki-por-doacao-ilegal-de-imovel-publico-a-empresa-da-esposa\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a condena Melki por doa\u00e7\u00e3o ilegal de im\u00f3vel p\u00fablico a empresa da esposa"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_70968\" aria-describedby=\"caption-attachment-70968\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/2015\/02\/26\/justica-condena-melki-por-doacao-ilegal-de-imovel-publico-a-empresa-da-esposa\/melki-e-rosani\/\" rel=\"attachment wp-att-70968\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-70968\" src=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/MELKI-E-ROSANI-300x257.jpg\" alt=\"Fato aconteceu em 2002; Rosani exerceu o cargo de secret\u00e1ria municipal na gest\u00e3o de Melki\" width=\"300\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/MELKI-E-ROSANI-300x257.jpg 300w, https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/MELKI-E-ROSANI.jpg 358w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70968\" class=\"wp-caption-text\">Fato aconteceu em 2002; Rosani exerceu o cargo de secret\u00e1ria municipal na gest\u00e3o de Melki<\/figcaption><\/figure>\n<p>O cl\u00e3 Donadon voltou a ser condenado pela Justi\u00e7a de Rond\u00f4nia por improbidade administrativa.<\/p>\n<p>Desta vez, pelas m\u00e3os do juiz de Direito Andresson Cavalcante Fecury, da 1\u00aa Vara C\u00edvel de Vilhena. S\u00e3o eles: Melki, Marlon e Rosani Terezinha Donadon. Al\u00e9m deles foi condenada na mesma a\u00e7\u00e3o Ivete Maria Pires da Costa.\u00a0Cabe recurso da decis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>ACUSA\u00c7\u00c3O<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\nO Minist\u00e9rio P\u00fablico alegou que Melki Donadon, quando prefeito de Vilhena em 2002, realizou doa\u00e7\u00e3o de um im\u00f3vel denominado Lote 01, da Quadra 40, do Setor 05, de propriedade do munic\u00edpio \u00e0 empresa Centro Sul Comunica\u00e7\u00f5es Ltda, pertencente a sua esposa, Rosani Terezinha Pires da Costa Donadon, que ocupava o cargo de secret\u00e1ria municipal de Bem Estar Social, em sociedade com sua cunhada Ivete Maria Pires da Costa.<\/p>\n<p>Ainda, segundo a acusa\u00e7\u00e3o, o ato foi considerado ilegal nos autos da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica, registrada sob o n\u00ba 014.2006.005532-9, em que houve revers\u00e3o do bem ao munic\u00edpio por n\u00e3o ter sido realizado licita\u00e7\u00e3o e nem cumprido os encargos constantes da minuta de escritura p\u00fablica de doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Afirmou tamb\u00e9m o MP que Marlon Donadon, sobrinho dos benefici\u00e1rios da doa\u00e7\u00e3o, quando tamb\u00e9m exercia o cargo de prefeito de Vilhena, mesmo tendo conhecimento da ilegalidade da doa\u00e7\u00e3o n\u00e3o reverteu o bem \u00e0 municipalidade; pelo contr\u00e1rio, concedeu prorroga\u00e7\u00e3o do prazo para que a citada empresa cumprisse o encargos dispostos na minuta da escritura p\u00fablica de doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0 vista disso, foi mencionado que os atos praticados pelos r\u00e9us importaram em enriquecimento il\u00edcito, danos ao er\u00e1rio p\u00fablico e tamb\u00e9m atentaram contra os princ\u00edpios constitucionais que regem a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica. \u201c\u00c9 fato incontroverso nos autos que o r\u00e9u Melkisedeque, quando exercia o cargo de prefeito de Vilhena, realizou a doa\u00e7\u00e3o de um im\u00f3vel do Munic\u00edpio \u00e0 empresa Centro Sul Comunica\u00e7\u00f5es Ltda, que era constitu\u00edda apenas por sua esposa e cunhada, Rosani e Ivete, respectivamente. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 refutado nos autos a rela\u00e7\u00e3o de parentesco existente entre os r\u00e9us Melkisedeque, Rosani e Ivete. Quanto a isso n\u00e3o h\u00e1 qualquer reparo a ser feito ou d\u00favida\u201d, mencionou o magistrado em trecho da decis\u00e3o.<\/p>\n<p>E, em seguida, destacou: \u201cCompulsando meticulosamente os autos, descortina-se que a ci\u00eancia do r\u00e9u Marlon Donadon quanto a senten\u00e7a que reverteu o bem doado ao patrim\u00f4nio p\u00fablico ocorreu depois da edi\u00e7\u00e3o do Decreto Municipal, que prorrogou o prazo de cumprimento dos encargos da mencionada empresa. Essa ila\u00e7\u00e3o \u00e9 extra\u00edda da consulta inserta nos autos. Portanto, resta clarividente que, quando o r\u00e9u Marlon Donadon, Prefeito de Vilhena\/RO na \u00e9poca, editou o Decreto Municipal n\u00ba 13.417\/2007, cuja c\u00f3pia encontra-se colacionada \u00e0s fls. 284, ainda n\u00e3o havia tomado ci\u00eancia formal da senten\u00e7a monocr\u00e1tica que havia revertido a doa\u00e7\u00e3o do bem ao acervo p\u00fablico\u201d, concluiu em outra passagem.<\/p>\n<p><strong>SAN\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>Todos os envolvidos ficam proibidos de contatar com o poder p\u00fablico pelo prazo de tr\u00eas anos. Melki, Marlon e Rosani Terezinha ter\u00e3o de pagar multa civil equivalente a quinze vezes o valor recebido por Marlon enquanto prefeito de Vilhena, al\u00e9m de vinte vezes o valor percebido por Melki e Rosani, respectivamente como prefeito e secret\u00e1ria municipal do mesmo munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas ficam com os direitos pol\u00edticos suspensos pelo prazo de cinco anos. Ivete Maria, por tr\u00eas. O juiz tamb\u00e9m os sentenciou \u00e0 perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, caso estejam exercendo alguma. Por fim, os condenou ao pagamento das custas processuais.<\/p>\n<p>Texto: Rondoniadin\u00e2mica<\/p>\n<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cl\u00e3 Donadon voltou a ser condenado pela Justi\u00e7a de Rond\u00f4nia por improbidade administrativa. Desta vez, pelas m\u00e3os do juiz de Direito Andresson Cavalcante Fecury, da 1\u00aa Vara C\u00edvel de Vilhena. S\u00e3o eles: Melki, Marlon e Rosani Terezinha Donadon. Al\u00e9m deles foi condenada na mesma a\u00e7\u00e3o Ivete Maria Pires da Costa.\u00a0Cabe recurso da decis\u00e3o. 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