{"id":78731,"date":"2015-04-24T09:45:42","date_gmt":"2015-04-24T13:45:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/?p=78731"},"modified":"2015-04-25T09:55:35","modified_gmt":"2015-04-25T13:55:35","slug":"estuprando-o-vernaculo-leia-na-coluna-de-ivanir-aguiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/2015\/04\/24\/estuprando-o-vernaculo-leia-na-coluna-de-ivanir-aguiar\/","title":{"rendered":"Estuprando o vern\u00e1culo! &#8211; Leia na coluna de Ivanir Aguiar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/IVANIR-300x2651.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-78732\" src=\"http:\/\/www.extraderondonia.com.br\/sistema\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/IVANIR-300x2651.jpg\" alt=\"IVANIR-300x265\" width=\"300\" height=\"265\" \/><\/a>Alguns amigos meus, inclusive professores, me acusam de ser um redator elitista que rebusca o texto se pretendendo aparecer, profissional da imprensa, que violenta a norma b\u00e1sica de ser claro e escorreito ao redigir mat\u00e9rias, al\u00e9m de algumas cr\u00edticas, mas n\u00e3o me atinge.<\/p>\n<p>Purista n\u00e3o sou qual a Jos\u00e9 Gomes Sobrinho, muito menos ilustrado fil\u00f3logo qual Fid\u00eancio Bogo, mas busco meios e modos de errar o m\u00ednimo poss\u00edvel e, no sil\u00eancio, meu brado tonitruante contra os que estupram o vern\u00e1culo, contra os que fazem Cam\u00f5es revirar na tumba, contra os que dedicam, o mais profundo descaso ao nosso idioma p\u00e1trio. Quilometricamente distante da eutimia de um Augusto dos Anjos, contudo busco oferecer a minha modesta colabora\u00e7\u00e3o para que o nosso falar n\u00e3o digladie com o nosso escrever, e vice e versa. N\u00e3o me pretendo, por mais absoluta incapacidade, ser recebido como completo. Vez que a imortalidade das Academias \u00e9 adrede feita aos que, com parcelas significativas, possibilitam aos menos letrados aprenderem, destes, dependendo do apreender.<\/p>\n<p>Sei que os canais de TV, r\u00e1dios e jornais, muitas das vezes recebem o material do cliente acabado, feito por profissionais capacitados. Mas bem que poderiam fazer um pequeno esfor\u00e7o de checarem os comerciais e notici\u00e1rios antes desses irem ao \u00e9cran (tela), impress\u00e3o ou microfone evitando, assim, tamb\u00e9m cairem no usual (asneira, tolice, erro).<\/p>\n<p>Por simbiose, com o avan\u00e7ar das tecnologias modernas da globaliza\u00e7\u00e3o, o idioma portugu\u00eas vem sofrendo os mesmos percal\u00e7os da matem\u00e1tica quando frente \u00e0s indefect\u00edveis maquininhas de calcular. Porque gastar o c\u00e9rebro se as teclinhas resolvem?<\/p>\n<p>Escusas (desculpas) prezados leitores. Apologia aos meus nobres cr\u00edticos, mas vou seguir procurando cada vez errar menos \u201crato de biblioteca\u201d que sou. Afinal, o uso da crase, concord\u00e2ncia, acentua\u00e7\u00e3o, tempos verbais, prefixo e sufixo, sujeito e predicado e tantos outros enfoques escorreitos do idioma p\u00e1trio n\u00e3o fazem mal a ningu\u00e9m. Vamos tentar? Com certeza todos nos sentiremos melhores, a cada dia. Em tempo: Fui e sempre serei f\u00e3 incondicional do meu pai (faleceu aos 95 anos), do meu tio que aos 97 anos continuavam escrevendo e, principalmente, do Dicion\u00e1rio do Aur\u00e9lio, OK?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A HIST\u00d3RIA DA R\u00c3<\/p>\n<p>Da alegoria da Caverna de Plat\u00e3o a Matrix, passando pelas f\u00e1bulas de La Fontaine a linguagem simb\u00f3lica \u00e9 um meio privilegiado para induzir \u00e0 reflex\u00e3o e transmitir algumas id\u00e9ias.<\/p>\n<p>Imagine uma panela de \u00e1gua fria na qual nada tranquilamente uma pequena r\u00e3. Um pequeno fogo \u00e9 aceso embaixo da panela e a \u00e1gua se esquenta muito lentamente. Pouco a pouco, a \u00e1gua fica morna, e a r\u00e3, achando isso bastante agrad\u00e1vel, continua a nadar. A temperatura da \u00e1gua continua subindo&#8230; Agora a \u00e1gua est\u00e1 quente mais do que a r\u00e3 pode apreciar. Ela se sente um pouco cansada, mas, n\u00e3o obstante, isso n\u00e3o a incomoda nem amedronta. Agora a \u00e1gua est\u00e1 realmente quente, e a r\u00e3 come\u00e7a a achar desagrad\u00e1vel, mas est\u00e1 muito debilitada; ent\u00e3o, suporta e n\u00e3o faz nada. A temperatura continua a subir, at\u00e9 quando a r\u00e3 acaba simplesmente cozida e morta. Se a mesma r\u00e3 tivesse sido lan\u00e7ada diretamente na \u00e1gua a 50 gaus, com um golpe de pernas ela teria pulado imediatamente para fora da panela.<\/p>\n<p><strong>MORAL DA HIST\u00d3RIA<\/strong>: Quando uma mudan\u00e7a acontece de um modo suficientemente lento, escapa \u00e0 consci\u00eancia e n\u00e3o desperta na maior parte dos casos rea\u00e7\u00e3o alguma, oposi\u00e7\u00e3o, ou revolta.<\/p>\n<p>Se olharmos o que tem acontecido em nossa sociedade desde algumas d\u00e9cadas podemos ver que n\u00f3s estamos sofrendo uma lenta mudan\u00e7a no modo de viver para a qual n\u00e3o estamos acostumados.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 como a r\u00e3, j\u00e1 meio cozido, d\u00ea um saud\u00e1vel golpe de pernas, antes que seja tarde demais.<\/p>\n<p>\u201cNos j\u00e1 estamos meio cozidos\u201d? Ou n\u00e3o?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto: Ivanir Aguiar<\/p>\n<p>Foto: Arquivo pessoal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns amigos meus, inclusive professores, me acusam de ser um redator elitista que rebusca o texto se pretendendo aparecer, profissional da imprensa, que violenta a norma b\u00e1sica de ser claro e escorreito ao redigir mat\u00e9rias, al\u00e9m de algumas cr\u00edticas, mas n\u00e3o me atinge. 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