CEREJEIRAS: pais se opõem a fechamento de escolas rurais e Secretaria de Educação alega inviabilidade de funcionamento

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A reportagem do Extra de Rondônia esteve na manhã desta sexta-feira, 12, com a secretária de educação do município de Cerejeiras, Zenilda T. Mendes Da Silva, a fim de esclarecer o fechamento das escolas rurais Américo Vespúcio, localizada na 4ª Eixo esquina com a linha 2 e a escola Unicampo, localizada na 3ª Eixo, esquina com a linha 6.

O site que teve conhecimento do fechamento através de uma representante dos pais de alguns alunos que se disseram surpresos com a notícia e que não apoiam a ação da secretaria, afirmando que a mesma fere a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garantem aos educandos ensino de qualidade próximo à suas residências.

Segundo a secretária, por volta do ano de 1990 as escolas iniciaram seus trabalhos para atender a um número relativamente grande de alunos, pois a população rural era alta na época, porém, no ano de 2017, foi iniciado um processo de fechamento das duas escolas, devido o custo benéfico, não estar sendo favorável, haja vista, que as instituições contam com menos de 75 alunos cada.

A Escola Américo Vespúcio, que oferece educação do pré-escolar até o 5º ano do ensino fundamental, fechou 2017 com 73 alunos e esse número, caiu ainda mais no levantamento feito ante as requisições de matrículas para 2018. Sem contar que em todos esses anos que esteve à disposição da população rural, nunca houve turma no pré-escolar.

Também referente a esta instituição, Zenilda afirmou, que as instalações precisam urgentemente de reforma e que além de contar com apenas um professor por turma, o quadro administrativo era formado somente pela  pessoa do diretor, não havendo orientadores e supervisores, que são exigidos por lei.

Já a escola Unicampo, que não difere muito da realidade da Américo Vespúcio, fechou o ano de 2017 com apenas 65 alunos, se tornando inviável o mantimento da mesma.

Zenilda afirmou ter conhecimento de que um pequeno grupo de país, (Cerca de 8 pessoas),  que não concordam com o fechamento das escolas, se reuniram na intenção de mantê-las abertas, procurando veículos de comunicação e alegando que foram pegos de surpresa com a notícia, porém, a secretária afirma que a versão dos mesmos não procede, pois ainda em 2017 foram realizadas com estes, com a Secretaria de Educação e Conselho Tutelar, reuniões onde foram debatidos  os referidos fechamentos.

“Todos os pais estavam cientes que as escolas encerrariam os trabalhos no fim de 2017 e que em 2018, seus filhos seriam transferidos para instituições urbanas”, afirmou Zenilda.

Para finalizar, a servidora afirmou que em nenhum momento a Secretaria de Educação deixou os pais desamparados, pois além dos ônibus que estão à disposição dos alunos, foram contratados monitores escolares para auxiliar na segurança dos mesmos até a cidade. Também foram asseguradas vagas para todos os alunos que estudavam nas duas escolas, sendo que 50% destas, já foram efetivadas pelos responsáveis.

Os alunos foram transferidos para as instituições Creche Moranguinho e Escola Maria Helena, que antes atendia apenas no período matutino e que agora, atenderá também, no período vespertino para receber os alunos vindos das escolas rurais.

 

 

Texto: Extra de Rondônia

Foto: Extra de Rondônia