As dificuldades enfrentadas pelo sistema carcerário de Vilhena, ganhou mais  capítulo na manhã desta terça-feira, 22, onde uma detenta, que se encontra internada no Hospital Regional, está sendo guardada apenas por um agente, o que é proibido pela Lei de Execuções Penais e pela portaria 2069/2016 da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

Em posse da referida informação, a reportagem do Extra de Rondônia procurou o diretor do Presídio Feminino, Alexsandro Pereira, que explicou os fatos.

De Acordo com Alexsandro, realmente a baixa no efetivo devido a recusa dos agentes penitenciários em realizarem horas extras, após o veto do governador Marcos Rocha ao realinhamento salarial proposto pela antiga gestão, tem dificultado muito as escalas de plantões no presídio e na escoltas de detentas enfermas, uma vez que não há servidoras suficientes para atender a unidade e prestar tais serviços.

Porém, Alexsandro afirmou que disponibilizou seu diretor de segurança para guardar a detenta no hospital, até que seja possível o deslocamento de uma agente.

Ainda segundo o diretor, a assistência a presa é realizada exclusivamente pelas técnicas em enfermagem, ficando o agente apenas responsável pela segurança de ambas.

Quando questionado sobre a integridade do servidor, que por estar sozinho com a apenada, pode vir a ser vítima de acusações como assédio, dentre outros, Alexsandro afirmou que todo cuidado está sendo tomado para que o acesso a ela seja sempre assistido por uma funcionário da unidade de saúde.

No entanto, não há previsão para a regularização da situação uma vez que o mesmo ainda não dispõe de servidora.

Este é só mais um episódio de irregularidade que vem sendo adotado na “operação tapa buracos” em que se encontra o sistema prisional de Vilhena, desde que o acordo foi vetado pelo governador e os servidores cruzaram os braços com relação a realização de horas extras, o que de fato supria o grande desfalque no número de carcereiros lotados no município.

Texto e foto: Extra de Rondônia

 

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