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ALMEIDA - EXTRAO comerciante, e ex-conselheiro Tutelar de Vilhena, Lorizete Feliciano Almeida, 48 anos, foi condenado em primeiro grau a 16 anos, 3 meses e 25 dias de prisão por crime de estupro contra vulnerável, favorecimento à prostituição e exploração sexual.  A decisão foi proferida no dia 11 de dezembro passado, mas houve revisão criminal, e o resultado foi publicado semana passada. Contudo, ele ainda pode recorrer da decisão em segunda instância.

Almeida, como é conhecido, foi preso no dia 29 de abril de 2013, quando estava com dois menores em seu comércio, que funcionava na Avenida Melvin Jones, no bairro Cristo Rei. A mãe de um dos menores, que estava lhe monitorando, foi quem chamou a polícia.

O CASO

A mãe de um dos menores envolvidos no caso, desconfiada de que o filho poderia estar envolvido com drogas, ou em más companhias, estava lhe monitorando há dias. Assim que ele saiu de casa, na tarde do dia 29 de abril do ano passado, pediu que o outro filho fosse atrás do irmão para ver aonde iria. Ao ver que seu irmão entrara na loja de Almeida, o rapaz correu para chamar a mãe, que em companhia do terceiro filho, e da nora, foi até o local e percebeu que a bicicleta do menor estava dentro da loja. Ela rapidamente chamou a polícia.

Quando os menores perceberam a investida policial, fugiram pelo telhado da propriedade, que dá acesso a um terreno baldio. Os dois irmãos do menor, acompanhados de um policial, conseguiram encontrá-lo já na esquina em fuga. O menor então confirmou que havia recebido dinheiro e presente de Almeida para manter relações sexuais.

O outro menor que estava na propriedade confessou à mãe, que chegou ao local quando o menino estava sob os cuidados da polícia, que havia mantido relações sexuais com Almeida em troca de dinheiro. Ainda na fase de investigação, os menores contaram que haviam aceitado dinheiro e presentes de Almeida por várias vezes desde o carnaval do ano passado, além de bebidas alcoólicas já na casa do ex-conselheiro.

Almeida conseguiu absolvição quanto à acusação de corrupção ativa de testemunhas. As mães dos garotos envolvidos no caso afirmaram que receberam ligações de pessoas que diziam serem próximas de Almeida, oferecendo dinheiro para mudarem suas versões em juízo. A acusação não foi confirmada, e a justiça acabou o inocentando.

DEFESA

Em sua defesa, o empresário disse que nunca manteve relações sexuais com os menores, e que na ocasião em que os policiais chegaram à residência, eles estavam lá apenas para jantar. Com relação à acusação de ter se relacionado com os menores durante o carnaval, ele disse que é falsa, pois à época não podia se ausentar de sua loja porque já havia sido furtada, e ele estava vigiando o local com medo de outra investida.

A justiça considerou a versão de Almeida “isolada e inverossímil”, pois as versões das vítimas, testemunhas, e as mídias apreendidas na loja do ex-conselheiro apresentam, segundo decisão do Tribunal de Justiça, “grande quantidade de fotografias e material colhido da internet retratando vários adolescentes exibindo seus órgãos genitais e/ou em prática homossexual, que, embora não vincule diretamente o recorrente com as vítimas, revelam, a sua preferência sexual por adolescentes”.

 

Texto: Extra de Rondônia

Foto: Extra de Rondônia

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