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Fotos: Rondoniagora

Uma quadrilha que ao que tudo indica atuava como executora de homicídios encomendados foi detida pela polícia em ações realizadas em Rondônia e Mato Grosso realizadas na terça-feira 20.

Ao todo são cinco homens detidos, mas há ainda um foragido. O bando é acusado de pelo menos três assassinatos cometidos no Estado, entre eles a morte do advogado Sidnei Sotele, que era procurador da Câmara Municipal de Cacoal, e foi executado no dia 7 de maio passado em frente a sede do Legislativo daquele Município.

Estão na cadeia Maurício Souza Genovez, Maycon Anderson da Silva, Rogério Favaratto Nascimento, Wilhasmar Ventramelli e Leandro Ramos Ferreira. Gervásio Lucas Brandão está foragido. Segundo informações, o mandante dos homicídios foi morto no início deste mês.

As prisões foram resultado do trabalho conjunto de agentes policiais de Cacoal e Ministro Andreazza, além de autoridades do Mato Grosso. Além da morte de Sidnei Sotele, o grupo é apontado como responsável pelas execuções de Antônio Franciele Piveta e Sergio Gomes de Araújo. A trilha de sangue que supostamente foi deixada pela quadrilha começou a se desenhar em 11 de abril, quando produziram o primeiro cadáver, e foi concluída menos de um mês depois na morte do advogado.

Segundo a Polícia, no dia 11 de abril deste ano, Antônio Franciele Piveta foi vítima de homicídio na cidade de Ministro Andreazza, após ser alvejado por diversos tiros de pistola calibre .40. Ele era sobrinho de Neuri Persh, ex-prefeito de Ministro Andreazza, morto a tiros em 2017. Dias depois, Sergio Gomes de Araújo foi sequestrado e morto a tiros de pistola .40, na zona rural de Ministro Andreazza. O corpo dele foi queimado e abandonado em uma estrada no município de Presidente Médici.

Já o Advogado Sidnei Sotele foi vítima de homicídio no dia 7 de maio, em frente à Câmara dos Vereadores de Cacoal, após ser atingido por diversos disparos de armas de fogo calibre .40 e 9mm. Segundo a polícia Maurício Souza foi responsável por atirar na vítima. Maycon Anderson pilotava a motocicleta usada no crime. Rogério Favaratto era o motorista do carro que deu apoio e Wilhasmar Ventramelli também deu apoio. Gervásio Lucas Brandão participou dos bastidores na armação do crime.

No mesmo dia da morte do advogado, a Polícia conseguiu prender uma quadrilha numa residência em Cacoal. No local, eles encontraram duas pistolas sendo uma PT100 calibre .40 e PT 24/7 calibre .40 e uma pistola PT 809 calibre 9mm, farta munições do mesmo calibre, inclusive munição de fuzil, coletes a prova de balas, algemas, rádios HT, e uma certa quantia em dinheiro. Na residência estava Katia Maria da Silva Nascimento, Maycon Anderson da Silva Nascimento, Wellington Mairink e o foragido Maurício Souza Genovêz, apontado com o autor de vários homicídios em Ji-Paraná, Cacoal e Região.

Após a prisão dessas armas, e dos criminosos pessoas a Polícia Civil enviou as armas apreendidas para à perícia criminal de Porto Velho para confronto balístico, os quais foram positivados na última semana. Ficou claro para a Polícia, que as armas apreendidas em posse da quadrilha foram as mesmas utilizadas nos homicídios de Ministro Andreazza, inclusive na morte de Sidnei Sotele. Além disso, dentro dos autos, ficou comprovado que tais mortes foram encomendadas por Diego Brites Rego, o qual foi morto juntamente com seu irmão no dia 01 de agosto de 2019.

Nesta terça-feira, foram cumpridas as prisões das pessoas que deram apoio logístico, sendo que o mandado de prisão de Gervásio Lucas Brandão ficou em aberto, e atualmente ele encontra-se foragido da justiça. Também foi preso na manhã desta terça-feira, Rogério Favaratto, capturado em Comodoro, no Mato Grosso, em uma ação conjunta das polícias de Rondônia e daquele estado. Com a prisão do bando a polícia agora precisa desvendar a motivação para os crimes assim como descobrir porque o mandante dos assassinatos também acabou sendo morto.

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