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Em fala a apoiadores na manhã desta quarta-feira (13), em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro ironizou o resultado da eficácia geral CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, do governo de São Paulo, em parceria com a Sinovac, farmacêutica da China.

“Essa de 50% é uma boa? O que eu apanhei por causa disso! Agora estão ouvindo a verdade. Quatro meses apanhando por causa da vacina. Entre eu e a vacina tem a Anvisa. Não sou irresponsável, não estou a fim de agradar quem quer que seja”, afirmou o presidente.

Nesta terça-feira (12), o Instituto Butantan anunciou a eficácia geral da CoronaVac: 50,38%. Isto significa que a vacina foi capaz de prevenir a infecção pelo coronavírus neste percentual entre voluntários imunizados durante os ensaios clínicos de fase 3 realizados no país.

A Anvisa e a OMS (Organização Mundial da Saúde) entendem que vacinas que apresentem eficácia de no mínimo 50% podem ser utilizadas em programas de imunização nesta pandemia diante da urgência em controlar o vírus e a incidência de quadros graves de covid-19.

Ao ser interpelado por uma apoiadora, a qual disse que só tomaria vacina depois dele, Bolsonaro respondeu já ser imunizado. Autoridades sanitárias relataram recentemente casos de reinfecção no Brasil.

Armamento

A colecionadores de armas, Bolsonaro voltou a falar sobre aquisição de armamentos. “Sempre terão comigo um aliado para compra legal de armamento. Não existe lobby de armamento para cima de mim, porque eu sou adepto a toda forma de legítima defesa para o cidadão de bem.”

Ford

O chefe do Executivo reafirmou que o fechamento da Ford no Brasil se deu porque não há mais subsídio do governo federal às montadoras e devido à concorrência.

“Foram dezenas de bilhões de reais para esse pessoal… renúncia fiscal”, disse. “Essa fábrica fechou por causa de concorrência. Não tem mais subsídio nosso e o que ela fabricava aqui não é mais rentável. Agora vai embora”, disparou Bolsonaro, destacando que lamenta o fechamento da montadora norte-americana no Brasil.

Sobre as críticas ao governo federal em relação à decisão da empresa, o presidente novamente criticou medidas sanitárias, como isolamento social e fechamento do comércio, adotadas por estados e municípios.

“Alguém viu alguém falando sobre fechamento de milhões de empresas no Brasil? Eu segurei milhões de empregos com aquelas medidas, via Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e via auxílio emergencial. Acho que fui o único que fez algo para manter emprego no Brasil. O resto fechou. Fecha, fica em casa e a economia a gente vê depois. Está chegando a fatura”, disparou.


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