Em dia de paralisação, presidente do SINDSUL lembrou a desvalorização que a categoria enfrenta há 8 anos
A prefeita Rosani Donadon (PMDB) junto com os secretários municipais Sergio Nakamura (Fazenda) e Miguel Câmara (Administração), e o diretor administrativo Bruno Cristiano, receberam na manhã desta terça-feira, 6, representantes do Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul de Rondônia (SINDSUL).
O objetivo da reunião foi analisar a pauta de reivindicações da categoria, que paralisou suas atividades hoje.
A prefeita recebeu os sindicalistas e fez um breve balanço dos avanços nos cinco primeiros meses da administração municipal no referente à valorização dos servidores, e, também, enumerou as dificuldades enfrentadas, principalmente financeiras. “Pegamos a prefeitura em estado de calamidade, com um orçamento apertado deixado pela outra gestão e, mesmo assim, conseguimos colocar em dia o pagamento de todos os funcionários em uma folha só, 160 professores com pós- graduações; fizemos a correção no salário e estamos pagando o retroativo. Aos poucos estamos colocando a casa em ordem”, disse a chefe do executivo municipal.
Já o presidente do SINDSUL, Wanderley Ricardo Campos Torres, foi enfático ao lembrar a desvalorização da categoria na gestão anterior. “Nossos servidores estão há mais de oito anos sem este reajuste do salário mínimo. Precisamos ter o aumento dos benefícios do auxilio transporte e alimentação que estão parados. É necessário mudar este cenário e corrigir isto”, salientou.
O diretor administrativo, Bruno Cristiano, explicou, em valores, que o aumento dos auxílios e equiparação salarial custaria ao município mais de R$ 1 milhão, o que geria um grande impacto na folha de pagamento. Ele orientou a categoria a participar do Plano Plurianual (PPA) para que seja aplicado em 2018.
Por sua vez, o secretário de administração, Miguel Câmara, destacou que esta já está feito um trabalho em parceria com sindicato. “Toda vez que o sindicato solicitou reunião, sempre estivemos presente e de portas abertas para debater assuntos referentes à classe. Temos uma dificuldade de trabalhar neste orçamento. Em nosso último encontro definimos que teríamos uma composição de uma comissão para aprovação do plano de carreira geral da saúde. E também, viabilizar um pregão eletrônico para contratação de uma empresa para abertura do processo para adequação da insalubridade e as perdas dos últimos anos”, informou.
Na reunião ficou acordado que a prefeitura fará um projeto de lei para ser enviado ao Legislativo e, após ser aprovado, regularizar o salário mínimo para que o reajuste seja pago no salário de agosto.
Após o encontro, a prefeita também falou com outros servidores que estavam fora do gabinete, reforçou as ações de valorização à categoria e informou que não será descontado o pagamento devido à paralisação de hoje.

Texto: Extra de Rondônia/Assessoria
Fotos: Assessoria



