A Câmara de Vereadores realizou, em sessão ordinária na noite desta terça-feira,20, uma sabatina com o secretário municipal de planejamento (Semplan), Ricardo Zancan, com o intuito de explicar o imbróglio referente à execução de obras de asfalto e drenagem pluvial em várias avenidas e ruas de Vilhena.

Os recursos, de aproximadamente R$ 35 milhões, são de empréstimo da prefeitura junto à Caixa Econômica Federal (CEF), através do programa Pró-Transporte.

Requerido pelo vereador Samir Ali (PSDB), Zancan iniciou sua fala, na tribuna da Casa de Leis, fazendo uma espécie de cronograma de todas as movimentações das obras, iniciadas em 2015 na gestão do ex-prefeito Zé Rover.

Neste período, algumas obras foram executadas, mas outras paralisadas. Nesta inclui-se a pavimentação da Avenida Rondônia.

O titular da Semplan analisou a situação: “Temos um saldo ainda de R$ 20 milhões. Mas são quase 4 anos que as obras não forem entregues. Os erros aconteceram não só pela empresa, mas também pela inobservância do Poder Público. Nós não podemos atribuir a culpa apenas à empresa. Grande parte dos problemas é devido à má gestão”.

O vereador Samir Ali discordou, em parte, com o comentário do secretário e teceu críticas à empresa Projetus Engenharia, responsável pelas obras. “Logicamente, secretário. Não estamos atribuindo toda a culpa à empresa. Mas nós sabemos o que aconteceu. A empresa esteve envolvida em escândalos e tem responsabilidade sim em todo esse transtorno provocado na cidade”, disse.

PREVISÃO DAS OBRAS

Após mais de 1 hora de explicações, Zancan falou da expectativa das obras (re)iniciarem: os lotes 2 e 4 (Avenidas Rondônia e Rio Grande do Norte) em 2019, e o Lote 1 (que envolve ruas e avenidas do bairro Cristo Rei) em 2020.

Porém, ele salientou que a previsão só se concretizará se todo o procedimento transcorrer de maneira correta e sem percalços. “Tudo depende das resoluções às situações que foram criadas. Mas para isso, tudo precisa caminhar perfeitamente. Ou seja, precisamos reaprovar os projetos juntos à CEF e depois de tudo isto relicitar as obras”, esclareceu.

MAIS DINHEIRO SAINDO DOS COFRES

No final de sua fala, o secretário mandou um recado nada agradável: as obras terão seus valores acrescidos em até 40% retroativo devido ao empréstimo concedido em 2015.

“Desculpem a minha clareza, mas vamos pagar quase 40% a mais. Não há possibilidade de redução da verba. Existem obrigações que forem assumidas que nós, infelizmente, temos que arcar. Vamos pagar a conta pela má gestão. É uma cadeia de situações que foram criadas”, encerrou.

 

Texto: Extra de Rondônia

Foto: Extra de Rondônia

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