Chacareira Ilza Aparecida alega ter documentos que comprovam seu direito de posse
Ilza Aparecida alega ter documentos que comprovam seu direito de posse

A justiça determinou a reintegração de posse do antigo balneário Banambi, também conhecido como balneário Piracolino, atualmente mantido pela chacareira Ilza Aparecida Severina, que teve que sair da propriedade na manhã desta sexta-feira, 7, monitorada por policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE).

A propriedade fica às margens da BR-364, próxima ao redutor eletrônico de velocidade, em Vilhena. A chacareira entrou em contato com a equipe de reportagem do Extra de Rondônia e pediu para falar sobre seu caso.

Segundo ela, a propriedade foi comprada de um vizinho de terras, chamado Ivo Matei, que lhe repassou a titularidade do local. Ela alega que tem contrato de compra e venda, inclusive documentação expedida pelo INCRA que comprova seu direito de posse. “Eu tenho toda a documentação necessária, pago imposto da propriedade. Moro aqui há cinco anos e agora não tenho pra onde ir”, disse.

Ilza mora no local com um filho de dez anos de idade, e o pai, José Belchior Severino, de 72 anos.

O OUTRO LADO

A construtora “Copas” alegou, também, ser dona da propriedade e entrou na justiça para reaver a posse do imóvel. Segundo o advogado da empresa, Newton Schramm, que estava no local acompanhando a saída da moradora, a ação na justiça tramitava, segundo o causídico, contra o homem que vendeu o imóvel pra Ilza Aparecida Severina.

De acordo com Schramm, há no contrato de compra e venda feito entre o então vendedor e a chacareira menção ao processo que a construtora movia contra ela. “Essa terra pertencia a Marion Kompier, a quem o INCRA concedeu a titularização. Com o passar dos anos, ela vendeu o imóvel, que foi passando de dono em dono até chegar à construtora. O homem que vendeu a área para a dona Ilza era um caseiro aqui, e se recusava a sair do imóvel, por isso a necessidade de um processo na justiça. Ele alegou no contrato de compra e venda feito entre ambos que se caso fosse condenado, e tivesse que desocupar a área, não tinha nenhum comprometimento com a então compradora”, explicou o advogado.

Ilza Aparecida disse que comprou a área em 2009, e que a construtora entrou na justiça para requerer a posse da propriedade um ano depois. “Mesmo não sendo nossa obrigação, chegamos a oferecer uma casa alugada pra ela na cidade, mas ela não aceitou a proposta”, enfatizou Newton Schramm.

Texto: Extra de Rondônia

Foto: Extra de Rondônia

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