ROVER-SUA-FRIONo extenso relato produzido pelo juiz Adriano Lima Toldo, da 1ª Vara Criminal de Vilhena, referente a sentença proferida ontem no processo contra os ex-secretários municipais Gustavo Valmórbida e Luiz Serafim um detalhe pode gerar enorme dor de cabeça ao prefeito vilhenense.

No penúltimo parágrafo da peça condenatória o magistrado determina o encaminhamento dos autos à Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Rondônia sugerindo averiguação da participação do Prefeito Municipal José Rover nos fatos aqui apurados, assim como à 1ª Promotoria de Justiça desta Comarca, 3ª Titularidade, responsável pela Curadoria da Probidade Administrativa, para investigação na esfera cível dos atos de improbidade administrativa relacionados ao caso. A recomendação está inserida sob o título “Das Demais Disposições” da sentença.

Em outro ponto do relatório, na página 21, o juiz faz referência a conversa telefônica interceptada nas investigações, diálogo travado entre o prefeito e o ex-secretário de Governabilidade, Gustavo Valmórbida. A conversa deixa claro que o alcaide vilhenense sabia que as verbas alocadas de forma fraudulenta seriam distribuídas a empresas de publicidade, além do Vilhena Esporte Clube, situação que pode ter embasado a sugestão de averiguar possível responsabilidade de Rover nos procedimentos irregulares.

A íntegra dos parágrafos nos quais o prefeito é citado é a seguinte;

Página 26

“Independentemente do trânsito em julgado desta sentença, providencie a Escrivania a remessa de cópia integral dos autos à Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Rondônia para as providências necessárias para apuração da participação do Prefeito Municipal José Rover nos fatos aqui apurados, posto que há evidências neste sentido, consoante fundamentação e documento de fls. 20, bem como à 1ª Promotoria de Justiça desta Comarca, 3ª Titularidade, responsável pela Curadoria da Probidade Administrativa, para apuração na esfera cível dos atos de improbidade administrativa relacionados a este feito.”

Páginas 20 e 21

“No caso em questão, os réus praticaram os variados crimes durante vários meses (de janeiro a outubro de 2014 – isto que se apurou nestes autos) e restou claro na instrução processual que a intenção não era única, mas sim estabelecer um método eficaz para se locupletarem continuamente (e não continuadamente) do dinheiro público e para fins diversos (distribuição para empresas de publicidade – certamente para não criticarem a Administração Municipal, como reconheceu Gustavo em seu interrogatório judicial quando questionado sobre a interceptação de sua conversa com o Prefeito Municipal, distribuição para a equipe de futebol profissional da cidade, distribuição entre os agentes)”.

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Fonte: Extra de Rondônia

Fotos: Extra de Rondônia

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