O delegado Regional Fábio Campos, que indiciou por sequestro, Bruno Henrique da Silva Campos, de 29 anos, Ulisses Ferreira da Silva, de 30 anos, Flávio Lago, de 47 anos e Carlúcio Paiva Ferreira, de 35 anos, funcionários do Centro de Tratamento Esperança, localizada em Várzea Grande/MT, juntamente com mãe e o padrasto de um suposto usuário de drogas, após os mesmos terem tentado interná-lo a força na noite do dia 31 de outubro, recebeu a reportagem do Extra de Rondônia na manhã desta quarta-feira, 08 e afirmou que não há dúvidas de que o ato de ambos os indiciados, perante a lei, se configura crime.

Fabio afirmou que os argumentos da mãe, que relatou ter contratado os serviços da clínica pelo fato do filho ser alcoólatra e usuário de drogas, além de não terem sido provados, não são suficientes para que uma pessoa seja submetida a uma internação compulsória, ainda mais com a agressividade com a qual se fez a da vítima.

Ainda segundo o delegado, uma internação contra a vontade, exige no mínimo um mandado judicial, documento este que os funcionários da unidade não possuíam e mesmo que possuíssem, a brutalidade com que fizeram a abordagem ao paciente, agarrando o mesmo pelo pescoço, o lançando ao solo, amarrando suas mãos com uma faixa para quimono e proferindo palavras de baixo calão, já se configura crime.

Sobre o fato de Carlúcio Paiva Ferreira, portar certa quantidade de entorpecente no ato da prisão, que o mesmo afirmou ser para uso pessoal, o delegado não discorreu, porém, afirmou que ainda há motivos obscuros que estão sendo investigados sobre a real intenção da mãe do padrasto em internar o homem, que já tem 31 anos e não mora com os mesmos. O delegado apenas adiantou que foram levantadas informações sobre uma provável herança, da qual a vítima não recebeu sua parte e seu padrasto Paulo Cezar, de 35 anos, confirmou ter sido usada por ele e pela esposa, de 59 anos, para outros fins.

Para finalizar, Fabio Campos afirmou que o inquérito foi concluído e ainda esta semana será despachado para o Ministério Público, que certamente realizará denúncia contra os suspeitos, diante das provas reunidas, que comprovam a ilegalidade na ação dos funcionários da clínica e a articulação do padrasto, que levou os agentes até a vítima, que estava em um local público e assistiu de longe toda a ação, sem intervir em nenhum momento em prol da segurança do enteado.

 

Fonte: Extra de Rondônia

Foto: Extra de Rondônia

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