Marcus Fiori

O professor Marcus Fiori, da Universidade Federal de Rondônia (Unir), campus de Vilhena, fez uma breve análise do que será a gestão do prefeito Eduardo Tsuru “Japonês” (PV), eleito na eleição suplementar do último domingo, 3, ao derrotar a ex-prefeita Rosani Donadon (MDB).

Nesta terça-feira, 5, Fiori utilizou a rede social Facebook para, num trecho de sua postagem, dizer que a administração do “Japonês”, que inicia em 1 de julho, deverá ser parecida à do ex-prefeito Zé Rover (PP), no referente à distribuição de cargos comissionados. Ambos foram eleitos com apoio de inúmeros partidos políticos.

Para ele, não há indicativos que isso mude. E previu: “Além de lotar aliados de 12 partidos em sua gestão, terá que saciar a inesgotável fome dos Vereadores”.

>>> LEIA, ABAIXO, A OPINÃO NA ÍNTEGRA:

 

Eu não tenho motivos para parabenizar a candidata que perdeu na eleição complementar de Vilhena pelo simples fato de que ela foi derrotada. Tampouco vou ser hipócrita de desejar um bom trabalho para o candidato eleito pelo simples fato de que ele não o fará. Não acredito nele. Duvido que Eduardo vai acabar com a grande praga das administrações públicas, o famigerado “cargo comissionado”, a porta de entrada da corrupção em qualquer esfera de poder (federal, estaduais e municipais). Se o Japonês acabar com essa praga maldita, como vai acomodar em sua administração os 12 partidos que penduraram-se nele durante a campanha?

Alguns anos atrás, escrevi uma reportagem sobre os cargos em comissão. Em minha pesquisa, descobri que os EUA, o maior Estado do mundo em poderio econômico e militar, tinha 800 cargos em comissão. A Alemanha, carregando toda a complexidade de, naquela época, ser a segunda maior economia do mundo (hoje perdeu o posto para a China), tocava a sua vida com 100 comissionados. A prefeitura de Vilhena, sob a tutela de Marlon Donadon, tinha mais de 1.600 Barnabés que, supostamente, trabalhavam sem concurso.

José Rover, em sua primeira campanha, levantou a bandeira da extinção dos cargos comissionados mas não cumpriu a promessa. Era de se esperar. Rover se revelou um mentiroso compulsivo enquanto esteve à frente da prefeitura de Vilhena. No auge das contratações sem concurso, Marlon Donadon chegou a ter 1.680 comissionados. Rover elevou esse número, em seu ápice, para 1780. E não há indicativos de que isso mudará. Japonês, além de lotar aliados de 12 partidos em sua gestão, terá que saciar a inesgotável fome da Câmara dos Vereadores para ter seus projetos aprovados naquela casa. Haja cargos em comissão.

Para mim, este é apenas um primeiro aspecto do que espera por Vilhena nos próximos dias/meses. Desejar boa sorte ao japonês, repetindo, seria hipocrisia de minha parte. Até porque uma boa administração se faz com competência, inteligência, estratégia, visão de curto, médio e longo prazos, e não com sorte. Não vejo nenhum desses atributos no japonês.

Quiçá esteja eu errado. Voltarei a esse facebook humildemente e darei a minha mão à palmatória.

MARCUS FIORI

 

Texto: Extra de Rondônia

Foto: Arquivo Pessoal

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