Coluna escrita por Sérgio Pires/Foto: Ilustração

Só se pode ter condições de chegar a uma conclusão, de se aproximar da verdade, de se ter conhecimento da realidade, quando se ouve, lê e assiste a argumentações de vários lados, sobre um mesmo assunto.

Como a questão da Amazônia parece que só tem uma verdade, aquela que inclui apenas denúncias de queimadas a granel, de destruição ambiental, de caos e catástrofe, principalmente desde que iniciou o governo Bolsonaro, há apenas oito meses, há que se ouvir também outros lados, até se chegue a um veredito sobre o que realmente está acontecendo.

Um rápido resumo desse outro lado foi feito por Marcos Rocha, durante encontro dos governadores da Amazônia com o Presidente da República, na última terça-feira, em Brasília. Rocha começou lembrando que as queimadas existem nessa época do ano, na região, desde antes de ele ter nascido. E que assistiu, pessoalmente, a produtores rurais e agricultores apagando incêndios na floresta e não colocando fogo. Destacou ainda que Rondônia utiliza apenas 33 por cento de todo o seu território. Os demais 67 por cento são de áreas de proteção ambiental e áreas indígenas.

Isso que não falou que temos, no nosso Estado, uma cidade (Guajará Mirim) que vive perto da miséria, porque 92 por cento do seu território são de áreas totalmente intocáveis. Rocha também concordou com o governo federal em aceitar dinheiro estrangeiro, desde que os recursos sejam geridos por nós, brasileiros. “De que adianta vir dinheiro do exterior para as ONGs? ”, questionou. E foi além: “A Amazônia é nossa e nós sabemos como cuidar dela”.

Mas o que mais impactou a Bolsonaro como aos demais governadores e ministros presentes à reunião, foi o relato feito por Marcos Rocha sobre um diálogo que manteve com um índio, de apenas 14 anos, na Reserva Roosevelt, em Espigão do Oeste. O Governador contou que menino disse que os índios não querem cestas básicas e nem aceitam que estrangeiros que vivem na região, entrem lá e possam levar os diamantes que abundam na área, enquanto os índios estão proibidos de trabalhar e usufruir de sua riqueza. “Não queremos cestas básicas. Queremos trabalhar e produzir”. O relato, entre aspas, foi feito por Rocha perante duas dezenas de autoridades e, pela TV, foi assistido, certamente, por milhões de brasileiros.

Alguém leu ou ouviu alguma coisa semelhante nas publicações que tentam destruir nossa imagem, dentro e fora do Brasil? O garoto Cinta Larga, que se queixou ao Governador, será a única voz entre os indígenas? Ou só podem falar com a imprensa aqueles índios que fazem parte da turma que a esquerda treinou para repetir a catilinária da importância de se manter as tradições das tribos, impedindo inclusive os índios de trabalharem? O aparelhamento de diversos órgãos, pelos governos de esquerda, ajuda a vender uma imagem dos indígenas que, obviamente, só beneficia uma minoria. A grande maioria pensa como o garoto Cinta Larga: é brasileiro, quer trabalhar e ter uma vida digna. Índio precisa só de cesta básica?

MAIS 400 PMS NAS RUAS

Cintos apertadíssimos. Economia em tudo. Sem cortes apenas no essencial do essencial. Foi com essa política que o Governo do Estado encontrou um jeito para contratar, ainda esse ano, os mais de 400 PMs que se formaram há menos de uma semana, numa grande festa ocorrida no ginásio Cláudio Coutinho, na Capital. A decisão foi anunciada – como sempre – pelas redes sociais pelo governador Marcos Rocha. As pressões vinham de todos os lados. Vários deputados também entraram na briga, ao lado dos concursados, que, pelo plano original, somente seriam chamados no ano que vem, já que não havia orçamento para as contratações.

O Governador mobilizou sua equipe e pediu estudos que permitissem que o Estado chamasse toda essa gente antes do final do ano. “Não havia previsão orçamentária para os novos profissionais ainda em 2019. Estamos cortando despesas previstas da própria Sesdec, para viabilizar a entrada desses 400 novos soldados. Sendo assim, parabenizo o forte empenho da Casa Civil, Sefin, Sepog, Casa Militar e a Sesdec pelo trabalho conjunto e coordenado para possibilitar essa ação! ”, comemorou Rocha. As contratações estão confirmadas para novembro próximo.

OS LOUCOS E OS IDIOTAS

Há loucos e idiotas que merecem pena. Quando alguém é os dois, então, pena dupla. Se, ainda, o personagem se arvora de dono da verdade, “ensinando” a outros que pensam diferente dele, como devem pensar e se portar, aí entra na área do ridículo. Há personagens assim, infelizmente. Escrevem besteiras, ofendem, atacam a honra das pessoas, ironizam quem não é igual em loucuras e sandices. Espalham o cheiro ruim de suas palavras, agredindo a tudo e todos, desrespeitando, como se estivessem acima de tudo. E, claro, exigem que suas maravilhosas opiniões sejam as únicas que mereçam serem escutadas.

Esses panacas, que se acham grande coisa, têm ainda outros atributos: além de loucos e idiotas, ainda atacam gratuitamente outras pessoas. Incluindo “jornalistas”, alguns que estão na profissão há 40 anos, com carreira respeitada por toda a coletividade e um público, esquecendo a modéstia, 50 vezes maior do que alguns pobres coitados. Entre eles há os que se arvoram como enviados dos céus, para nos ensinar o caminho certo e como devemos pensar, agir, escrever.

Esses energúmenos passam pela História e só deixam mau cheiro atrás de si. São pobres coitados, vivendo vidas frustradas, porque do alto da sua grandiosidade, se sentem infelizes por estarem vivendo aqui, numa terra tão distante, no meio da floresta, quando deveriam, pensam, estarem é em Sorbonne ou em Harvard, tal o nível do seu talento, do seu conhecimento e de sua genialidade. São burros também, porque mexem com quem está quieto. Daí… (Sérgio Pires)

ATENÇÃO MILITARES: TEMOS DEMOCRACIA!

Devagar com o andor! Pelo que consta, ainda não estamos em nenhuma ditadura militar. Os membros das Forças Armadas foram convocados para ajudar a combater o fogo na Amazônia (o que estão fazendo com competência e dedicação) e não para dar demonstração de força. Como o que aconteceu, nesta terça, na área próxima ao Espaço Alternativo, onde será construído o estacionamento.

Ali, uma equipe de reportagem estava gravando uma rápida passagem para o noticiário da emissora de TV para quem trabalha, quando foi abordada por militares. Um deles ameaçou a todos de prisão: “Se não saírem daí agora, vamos prender vocês por um dia! ” Ué: estado de sítio e ninguém sabia? Como um militar pode “decretar” a prisão de alguém, sem mais nem menos? Logo depois apareceu um tenente, oficial da Aeronáutica, também fazendo ameaças. Os jornalistas estavam numa área onde não há qualquer placa avisando que é proibida ou que é área militar. Portanto, que o pessoal das Forças Armadas se lembre: ainda estamos numa democracia.

CHEGAMOS PERTO DE 1 MILHÃO E 700 MIL

O Brasil superou os 210 milhões de pessoas. Já chegamos a quase 1 milhão e 800 mil habitantes no Estado, segundo números oficiais do IBGE. A população rondoniense cresceu 1,12 por cento do ano passado para cá. Nasceram nada menos do que 19.636 novos habitantes nessas terras de Rondon, uma média de 1.636 seres a cada mês. São Paulo ainda é, e certamente nunca será alcançado, o Estado mais populoso, com mais de 45 milhões e 500 mil habitantes.

Roraima, que tem grande parte do seu território transformado em terra indígena, é o menos habitado: só 605 mil almas. Os dados oficiais foram divulgados nessa semana e apontam que no país inteiro, houve crescimento de 0,79 por cento no número de habitantes. Não são de Rondônia as três cidades menos populosas do país. A menor é Serra da Saudade, em Minas, que tem apenas 781 habitantes. Depois vem Borá, em São Paulo, com 837 e a terceira, Araguainha, no Mato Grosso, com 935. Reunidas, as 27 capitais somam mais de 50 milhões de habitantes, concentrando 23,86 por cento da população total.

LAERTE E A PARCERIA COM JI-PARANÁ

Foi um encontro dos mais proveitosos. O deputado Laerte Gomes, representante de Ji-Paraná e presidente da Assembleia, reuniu-se com o prefeito Marcito Pinto, para discutir a situação da cidade se colocar, novamente, a disposição para apoiar iniciativas que sejam positivas para a população. Várias medidas foram combinadas na reunião dos dois líderes de Ji-Paraná. Laerte se comprometeu, por exemplo, de encaminhar recursos para a Unidade Básica de Saúde do município, que está precisando de apoio. T

ambém vai investir recursos de suas emendas, para a construção de uma academia no bairro Capelasso, assim como destinará verbas para a compra de insumo asfáltico para obras em avenidas e ruas da cidade. Laerte também informou ao Prefeito que o DER já abriu licitação para contratar a empresa que fará o aterro e a pavimentação das cabeceiras da ponte sobre o Rio Urupá, que está praticamente concluída. Outro assunto abordado foram as obras da Beira Rio Cultural, que estão em fase final e devem ficar prontas em outubro. A parceria do parlamentar com a cidade tem sido intensa e com resultados altamente positivos.

NA ASSEMBLEIA, CRÍTICAS DURAS A MACRON

A questão as queimadas e as críticas em relação a ações de produtores rurais que estariam destruindo a floresta, conforme denunciam entidades ambientalistas, principalmente internacionais, repercutiu na Assembleia Legislativa nessa semana. Primeiro com um discurso vigoroso do presidente Laerte Gomes em defesa do Estado e, nesta quarta, com vários pronunciamentos de parlamentares, abordando o tema.

Cirone Deiró, Adelino Follador, José Lebrão, Lazinho da Fetagro e Chiquinho da Emater, entre outros, se pronunciaram. O deputado Jean Oliveira protestou contra o presidente da França, Emanuel Macron, denunciando que ele feriu o patriotismo nacional e desrespeitou o povo brasileiro, ao propor a internacionalização da Amazônia. Os discursos foram duros, mas sempre em favor do Estado e para que tenhamos crescimento econômico, ao mesmo tempo em que protegeremos nossa floresta. Os deputados estão em sintonia com as reações acerca da histeria coletiva internacional contra nós.

PERGUNTINHA

Na sua opinião, os índios da Amazônia devem continuar apenas sob a tutela do Estado, inclusive recebendo cestas básicas ou deve ser permitido a eles empreender e trabalhar?

 

sicoob

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