Coluna escrita por Sérgio Pires/Foto: Ilustração

Como avaliar o primeiro ano de Jair Bolsonaro, sem cair na mesmice apaixonada dos seus apoiadores que o idolatram e dos seus adversários, que o odeiam com a mesma intensidade? Como fazer uma análise isenta, com 80 por cento da grande mídia querendo vê-lo pelas costas e priorizando notícias negativas, para colocá-lo como um mau governante ante a opinião pública? Como acreditar em pesquisas de institutos e seus erros grosseiros em eleições (incluindo as de 2018), que dá baixa aprovação ao governo, quando o que se ouve nas ruas é o contrário? Portanto, com todo esse quadro, não é nada fácil se tentar ser isento ou ao menos dar uma opinião equilibrada sobre os primeiros 12 meses do Presidente. Na verdade, em muitos quesitos, o país melhorou, sim, com avanços concretos.

Houve também problemas, claro, muitos deles causados pela boca grande do próprio Presidente e dos seus filhos, que ainda não entenderam onde estão e o que representam. Afora isso, o que dizer? Não houve, até agora,  denúncias de corrupção neste governo, ao contrário dos três anteriores, que afundaram em roubalheiras, sacanagens, ataques aos cofres públicos. Qualquer fio de cabelo descoberto, seria escrachado na mídia antigoverno, tomando todo o noticiário.

Uma boa mexida da economia, encaminhando-a ao liberalismo e tirando as correntes das teorias socialistas em relação ao trabalho e à produção, deram provavelmente a melhor de todas as notícias produzidas nessa primeira dúzia de meses do atual mandatário: 1 milhão de brasileiros voltaram a trabalhar, dos 13 milhões que a horrorosa política anterior desempregou.

O começo do fim do domínio ideológico no ensino; os pesados investimentos já feitos em rodovias; a extinção de 27 mil cargos federais, economizando mais de 195 milhões de reais; o novo pacote anticrime, que melhorará a segurança pública: com tudo isso, Bolsonaro já mereceria um registro positivo. Mas, acima de tudo isso, ele conseguiu convencer o Congresso a aprovar a maior reforma da previdência da nossa História, o que nos colocará num novo patamar de crescimento.

Um homem quase solitário (geralmente por sua própria culpa), Bolsonaro está longe do político tradicional, que agrega no seu entorno lideranças de todos os partidos. Ao não negociar cargos e nem fazer acordos   que todos sabemos o que representam, faz muitos inimigos. Além disso, seu estilo agressivo e mal educado, muitas vezes, lhe traz um problema atrás do outro. Mas, que se tente falar dele no meio de multidões, que o aplaudem e o saúdam em todos os recantos do país (bem ao contrário do que mostram algumas pesquisas!) para se saber o quanto está andando no caminho certo, ao menos em questões vitais para o país.

Se a eleição fosse hoje e se colocasse, ante Bolsonaro, uma dezena dos nomes mais populares da política brasileira, haveria chances reais de que ele ganharia fácil, de todos eles. Faltam ainda três anos. Conseguirá fazer o Brasil continuar crescendo? É o que veremos, daqui para a frente.

SANGUE NA BR ANTES DE 2020 CHEGAR

Nem no final do ano nos livramos da violência, da brutalidade, dos perigos nas rodovias que tiram dezenas de vidas. Pelo Brasil afora, o número de mortes foi novamente muito grande. Uma das maiores tragédias ocorreram, infelizmente, no açougue de moer carne humana, também conhecido como BR 364, aqui mesmo em Rondônia.  Numa colisão frontal entre um ônibus e um caminhão, seis pessoas morreram, pelo menos mais meia dúzia em estado grave e um total de 25 feridos.

A colisão ocorreu em Vilhena, logo na entrada de Rondônia, mas poderia ter ocorrido em qualquer um dos mais de mil quilômetros da rodovia que atravessa nosso Estado. Nesta segunda, mais um caminhoneiro morreu em outro acidente, dessa vez em Jaru. Enquanto não for duplicada, não há como se imaginar uma BR 364 sem tantos índices de mortes. Aliás, a qualquer momento poderemos ter outras péssimas notícias, em termos de acidentes e mortes, agora no trecho entre Porto Velho e o acesso a Guajará Mirim, na BR 425. Sem manutenção, o trecho de mais de 300 quilômetros está recheado de buracos.

SALVADORES DE VIDAS

No meio de tanta tristeza, de tantas mortes, de tanto choro e desespero, uma ação de cerca de 60 médicos, mereceu não só o respeito e aplauso da população, como nota oficial do Conselho Regional de Medicina de Rondônia, elogiando o esforço e a luta para atender os feridos e salvar o maior número de vidas possível.

Tão logo souberam do fatídico acidente de Vilhena, entre um ônibus e um caminhão, vários profissionais acorreram, espontaneamente ao local e aos hospitais onde os feridos eram internados, lutando desesperadamente para, mesmo sem as condições ideais de trabalho, salvarem todos aqueles que puderam. Na classe médica, como em todas as profissões, há aqueles que não as honram. Felizmente são sempre minoria.

A grande maioria dos médicos é  dedicada, humanista, salvadora de vidas, mesmo nas piores condições de trabalho e mesmo que eventualmente isso não seja reconhecido. No caso da tragédia de Vilhena, inúmeros médicos demonstraram, mais uma vez, seu amor à profissão e às pessoas. Merecem, todos, o nosso respeito.

MUITOS ELOGIOS À POLÍCIA CIVIL, MAS…

A polícia civil rondoniense comemora, com toda a razão, os excelentes resultados do seu trabalho, nesse ano. A manchete principal do jornal Diário da Amazônia, sintetiza muito bem os números: mais de 1 milhão de armas apreendidas, 70 por cento dos crimes elucidados, dezenas de veículos recuperados, centenas de bandidos colocados atrás das grades. Não há dúvida alguma do enorme e bem sucedido trabalho realizado. Merecem todos os elogios os policiais que lutam, muitas vezes com condições longe das ideais, para manter a segurança da população.

Faltou, contudo, uma questão vital, ainda não comentada pela cúpula da Policia Civil. Em que pé estão as investigações acerca das gravações de delegados, ameaçando autoridades de prisão (como o próprio presidente do TJ, desembargador Walter Waltenberg) e comentando a forçação de barra em algumas operações realizadas contra algumas pessoas, incluindo-se aí o ex governador Daniel Pereira? Toda a Rondônia continua esperando o esclarecimento do caso.

VÍDEOS PARA PRESTAR CONTAS

O governador Marcos Rocha decidiu realizar uma série de vídeos, com cada um de seus secretários, resumindo as ações realizadas em seu primeiro ano de governo. Tudo será divulgado nas redes sociais, nesse final de ano. Antes de começar as postagens, acompanhando do vídeo em que anuncia o pacote de informações sobre realizações de cada setor, ele afirmou que “Iniciamos o ano com incalculáveis desafios, mas estamos conseguindo vencer um por um. Realizamos um forte ajuste de gestão, promovendo ações que permitirão economia, transparência e velocidade nos próximos anos na administração pública. Consolidamos o primeiro planejamento estratégico construído com metas bem definidas e pautadas na realidade, construída com os principais técnicos de cada pasta, que norteará a aplicação dos recursos da forma correta. Com o corte de privilégios (como viagens desnecessárias, diárias exorbitantes, gastos supérfluos) realizamos uma economia superior a 200 milhões de reais. Valor que auxiliou a cobrir o déficit orçamentário de 400 milhões deixados pelo orçamento feito em 2018”.

PRIORIDADES PARA O ANO QUE VEM

Num segundo momento, Rocha resumiu algumas das principais metas para 2020: “A semente plantada em 2019 começou a brotar. Colheremos os frutos a partir de agora, em 2020, com o primeiro orçamento feito sob nossa gestão. O nosso foco em grandes investimentos nos próximos anos será em estradas e pontes, que não estão nem de perto adequadas e nunca foram tratadas da forma devida. Facilitar a logística estadual impulsionará toda a economia regional.

Na Saúde investimento desde prevenção, como Saneamento básico, até concluir uma rede inteligente e atuante em todo o estado. Sublinhou, em outro trecho. “Conquistamos grandes triunfos e afirmo que maiores vitórias virão em 2020. Tudo que é sério, honesto e verdadeiro, é primeiramente construído para então ser comemorado”.  Nas próximas publicações nas redes sociais, o Governador certamente vai comentar uma das suas grandes metas para o ano que vem, que já teve avanços importantes neste ano: o início das obras do novo Pronto Socorro da Capital.

UM ANO DA ALE PARA SE COMEMORAR

A Assembleia Legislativa continua em recesso, mas os parlamentares aproveitam para uns dias de descanso, ao mesmo tempo em que não abandonam suas bases. E se mostram extremamente envolvidos com as eleições municipais que vem por aí. Foi um ano de muito trabalho no parlamento, com avanços importantes, conduzidos com competência, dedicação e sentido de união pelo presidente Laerte Gomes.

As relações com o Executivo nunca estiveram tão boas, apesar do início em que não se suspeitava que a opção lógica seria o antagonismo em relação ao novo governo de Marcos Rocha. Laerte liderou também o diálogo, manteve tudo dentro do bom senso, priorizou os grandes temas de grande interesse da população e, ao final do seu primeiro ano de mandato no comando da ALE, mereceu todos os elogios.

No geral, a Assembleia teve a participação destacada de praticamente todos os deputados. Destacaram-se, entre outros, Alex  Redano, Jair Montes, Ismael Crispim (olho nessa liderança da região de São Francisco do Guaporé, porque ele tem grande futuro na política!), além dos que já são presenças no parlamento há mais de um mandato, como Luizinho Goebel (uma liderança consolidada do Cone Sul do Estado); Lebrão, o mais votado na última eleição, com mais de 20 mil votos). Também apareceram bem Anderson Pereira, Chiquinho da Emater, Eyder Brasil, Aélcio da TV, entre outros. Mas, no geral, todos foram bem.

PERGUNTINHA

Se você acompanhou e gostou dessas mal traçadas linhas, com uma média de 10 mil caracteres por coluna e cerca de 240 textos publicados neste ano, incluirá nas suas promessas a leitura do OPINIÃO DE PRIMEIRA neste 2020 que está chegando?

 

sicoob

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