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Admilson Gouveia Silva, popular “Nino da São Mateus” / Foto: Extra de Rondônia

 

Pioneiro no setor funerário, o empresário Ademilson de Gouveia Silva, o popular Nino, proprietário da Funerária São Matheus, procurou a reportagem do Extra de Rondônia para fazer uma grave denúncia: corpos de morte natural estariam sendo misturados com cadáveres da covid-19 no necrotério, que funciona dentro do Hospital Regional (HR) em Vilhena.

Experiente na área da qual milita há 30 anos, Nino criticou a situação ao dizer a administração da unidade de saúde não está seguindo os procedimentos acertados entre o Ministério Público e a prefeitura.

Esta situação – segundo ele – teria infectados mais pessoas, principalmente familiares dos falecidos, já que a doença possa ter sido transmitida aos familiares daqueles que serão velados, pois não morreram pela covid-19. Nos casos de vítima da covid-19, não há funeral e existe todo o protocolo de segurança.

Nino contou uma situação que aconteceu com ele dias desses. “Hoje são colocados no mesmo necrotério pessoas que morreram de forma natural e as infetadas da covid-19. E as famílias estão tendo acessos aos corpos antes da funerária. O pessoal da covid-19 não avisa as funerárias conforme está estabelecido em acordo. Dias desses teve uma situação em que a família veio para falar com a gente e, quando chegamos lá, a família já tinha vestido a roupa, um terno, na pessoa que morreu de covid-19. Ou seja, a família está tendo contato. Os óbitos estão sendo misturados e estão fazendo um ‘balaio de gato’. Eu vejo que não está tendo aquele zelo na questão dos cuidados da covid-19 para evitar a contaminação. O Hospital Regional está falhando nesse aspecto”, alerta.

O OUTRO LADO

Ouvido pelo Extra de Rondônia, a diretora do Hospital Regional de Vilhena, Siclinda Raasch, nega as acusações do agente funerário e disse que família nunca entrou na Central para vestir roupa.

“Quem veste são os técnicos. Se a família traz terno ou roupa feminina. Estranho ele fazer essa acusação e vai ter que provar. É uma acusação infundada”, rebateu, ao afirmar, ainda, que há um Boletim de Ocorrência contra o serviço do empresário.

 

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