Julgamento foi transmitido ao vivo/ Imagem: Youtube

Nesta quinta-feira, 02, foram levados a júri popular na comarca de Colorado do Oeste e sentenciados a 16 e 18 anos de prisão, os réus Neuraci Vieira Nogueira e Adelino José de Jesus, sendo ela ré confessa de encomendar e ele acusado de contratar o executor do homicídio do agricultor Nilson Nunes Ribeira Nogueira, de 63 anos.

O crime aconteceu a exatamente 2 anos e 8 dias, em uma tarde de domingo, dentro da casa onde a vítima morava, na Linha 01, Km 4, Rumo Colorado, área rural do município.

Durante o julgamento, que foi transmitido ao vivo via canal no youtube até as 22h15, foi narrado que Adelino, que aguardou o julgamento preso, já possui passagem por homicídio ocorrido em 2011 em Vilhena e que no processo foi citado não como o executor do crime e sim, como a pessoa que contratou um pistoleiro a mando de Neuraci, para por fim à vida de Nilson.

Neuraci recebeu o benefício de aguardar o julgamento em liberdade por não possuir antecedentes criminais, não oferecer risco de fuga e por colaborar com a justiça em seus depoimentos, confessando que encomendou a morte do marido porque ele havia ameaçado ela e os filhos com uma faca, já tendo a vítima inclusive, passagens por violência doméstica. Já Adelino, a todo momento negou a participação ou autoria do crime.

Apesar de Neuraci se negar a informar a identidade do susposto pistoleiro que contratou pra executar Nilson, tendo a defesa alegado que foi por medo e represálias, o júri entendeu que há provas concretas de que Adelino teve participação no homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e por ter sido cometido contra uma pessoa maior de 60 anos.

Mesmo a defesa focando exclusivamente na possibilidade de redução de pena de Neuraci devido ao histórico de agressão que ela afirmou ter sofrido, inclusive sexual, por ser a mandante do crime, a ré foi condenada a 16 anos, 07 meses e 14 dias de reclusão, mas pode recorrer da sentença em liberdade.

Adelino por sua vez, foi sentenciado a 18 anos e 08 meses de reclusão, sem o benefício de recorrer em liberdade, uma vez que ainda cumpria pena por crime do mesmo artigo, quando executou o delito.

O CASO

No dia da morte de Nilson, Neuraci chegou a dar detalhes do crime para a os militares que atenderam caso, afirmando que a família estava descansando nos quartos da casa, sendo que Nilson estava sozinho em um e ela estava em outro com um dos filhos.

Ainda segundo a acusada,  por volta das 13h10, ouviu vários disparos de arma de fogo e com medo, se jogou no chão e falou para o filho não sair e se abaixar.

Porém, quando saiu do quarto avistou a vítima ajoelhada nos pés da cama gritando. Com isso, saiu da residência e avistou um homem há uns 30 metros já chegando na estrada e fugindo em uma motocicleta.

Neuraci, que chegou a chamar uma ambulância para socorrer o marido, tentou desviar o foco das autoridades relatando que dias antes do crime dois homens armados estiveram em sua casa procurando por Nilson e ao serem informados que ele não estava, disseram que iriam voltar para acertar as contas.

Porém, o setor de investigação conseguiu levantar indícios que apontavam para ela como sendo a mandante do crime e esta acabou confessando, sob a alegação de que o marido queria matar seu filho.

Vítima Nilson Nunes Ribeira Nogueira

 

 

 

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