Humberto Lago

Este mês calculei o custo por kilômetro rodado (apenas gasolina) do carro de minha esposa e cheguei à conclusão que é de R$ 1,00.

Aparentemente é uma informação banal. Comentando o fato com um amigo ele disse: então quando vou à padaria tenho o custo de R$ 20 apenas para me deslocar, o qual é maior do que costumo gastar na aquisição do pão.

Aquela empresa é austera no controle de suas despesas. No momento ela está realizando um treinamento gerencial interno. Ela acabou de decidir que uma das próximas aulas vai tratar da análise dos 5 (cinco) principais desperdícios financeiros, decorrentes de sua atividade operacional.

Existem perdas provenientes de produtos cujo prazo de validade se esgota, que precisam ser baixados, levando os valores respectivos à conta de “perdas”. Também existem produtos alimentícios que se deterioram rapidamente logo após estarem aptos para consumo, cujos valores são jogados na conta de “perdas”.

De igual modo existem perdas administrativas, quando descuidamos os prazos de pagamento, quando a firma recebe uma multa fiscal, ou uma infração trabalhista, ou quando temos que pagar horas extras (por desorganização), ou ter  de reemitir notas fiscais de venda/transferência.

Estas perdas estão presentes na grande maioria das nossas empresas. A diretoria gostaria que elas não existissem; mas elas são persistentes. Entretanto, bem poucas são as firmas que se debruçam sobre o problema, que controlam a evolução desses gastos e que fazem um plano de ação para corrigi-las na sua origem, mediante a revisão dos processos internos, identificação dos responsáveis…

Nestes tempos difíceis não podemos ser insensíveis nem irresponsáveis no acompanhamento das perdas. Precisamos, isto sim, aprimorar a gestão empresarial. A reunião de todas as pequenas perdas pode chegar, no final do mês, a um valor significativo.

Imagine que sua firma teve uma perda de R$ 1.000 no mês. Para absorvê-la a empresa decidiu fazer um venda extra de R$ 25.000,00. Ocorre que ao fazer esta venda adicional (cujo único propósito é recuperar a perda de R$ 1.000), incidirão alguns impostos. Esses impostos são: ICMS, Pis, Cofins, CSLL e IRPJ no montante de 23%.

Conclusão: Quando você pensa que encontrou uma solução ideal para recuperar os R$ 1.000 perdidos, você terá, agora, de pagar impostos adicionais de R$ 5.750 sobre esta receita de R$ 25.000. Compreendeu?

Chamo isso de o “clamor dos números”! Sim, os números tem vida própria; eles costumam clamar; às vezes eles estão gritando! Não permita que outros assuntos o impeçam de ouvir o clamor de seus números! Deus nos capacite a avançar com zelo e profissionalismo, com sabedoria e eficiência, com trabalho e fé.

Pense nisso enquanto lhes digo até a semana que vem.

sicoob

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