Para advogada, “grupão” para vencer eleição torna o mandato engessado
Para advogada, “grupão” para vencer eleição torna o mandato engessado

A advogada Vera Paixão (PSC) é a primeira entrevistada do Extra de Rondônia na série de reportagens com os pré-candidatos a prefeito de Vilhena.

Sempre enfática em seu posicionamento, a causídica explicou que sentiu-se segura ai anunciar uma pré-candidatura a prefeita por entender que este é o seu melhor momento político.

Recém-filiada ao Partido Socialista Cristão (PSC) – sigla do atual vice-prefeito, Jacier Dias – Vera Paixão revela que encontrou na legenda seu espaço e diz que tem mais autonomia do que quando compunha as fileiras do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em Vilhena.

A advogada, que era uma das veteranas do partido tucano, disse que deixou a legenda por conta da divisão interna.

Questionada acerca de um perfil ideal para o novo prefeito, a possível candidata opina no sentido de que um chefe do poder executivo estadual deve ter, além do conhecimento político, uma formação profissional, até mesmo para poder entender os percursos técnicos necessários para a boa gestão e poder discutir com mais coerência acerca dos problemas públicos. “O lado político é importante, mas o conhecimento é necessário para o bom andamento da coisa pública”, defende.

A pré-candidata acredita, ainda, que o conhecimento é a principal chave para potencializar a gestão do município. “A prefeitura tem um corpo técnico excelente, porém é mal utilizado”, critica.

Segundo seu entendimento, apenas o lado político da prefeitura vem sendo explorado, fato que vem gerando diversos prejuízos sociais.

Perguntada sobre seu posicionamento político sobre coligações e conjunturas que podem fazer a diferença e uma eleição executiva, a pré-candidata descarta, por hora, possibilidade de “grupão”. Vera acredita que esse tipo de estratégia é negativa sob todos os aspectos.

De acordo com seu entendimento, anexar dezenas de partidos a uma chapa com objetivo único de vencer a eleição, torna o mandato engessado. “Penso que uma composição que contenha entre três e cinco partidos alinhados ideologicamente com o projeto seja o ideal”, opina. “Quem assumir o mandato, tem que ser prefeito de fato e de direito. Com uma aliança cheia de partidos, o mandatário não consegue administrar, pois estará cheio de compromissos políticos”, diz.

Questionada pelo Extra de Rondônia se esse tipo de conduta (grupão) não lhe traria prejuízos do ponto de vista político, a advogada concorda, mas rebate: “Até pode, mas trabalhando dessa forma, não haveria prejuízos nos resultados das ações em prol do município”.

No campo das ideias, Vera Paixão, que já compôs o secretariado do prefeito Rover (PP), é bastante crítica em relação a atual conjuntura política que o município vive. Ela acredita que a cidade de Vilhena vem enfrentando crise por falta de gestão.

A pré-candidata se recusa a acreditar na versão do poder executivo de que o município não tem dinheiro para executar as ações básicas. “Não é falta de recurso. O que falta é capacitação e conhecimento”, pensa.

A advogada volta a comentar sobre a falta de habilidade da prefeitura em utilizar de modo eficiente os técnicos que têm à disposição. “Não precisa recorrer a ajuda externa para resolver os problemas da cidade. Basta reunir o corpo técnico e perguntar quais são as melhores alternativas de cada setor. Tenho certeza que saberão os melhores percursos para burlar a crise”, acredita

Vera Paixão não ignora o formato de gestão adotado no poder executivo local, que necessita, segundo ela, abrigar diversos indicados políticos, fato que acaba gerando um inchaço na folha de pagamento e consequentemente trazendo dificuldades administrativas.

“Tem muito assessor de nada na prefeitura de Vilhena. Algumas secretarias deveriam se tornar departamentos e inúmeros cargos comissionados deveriam ser extintos. Entretanto, a forma administrativa adotada, não permite uma mudança nesse sentido”, diz.

Para ela, o engessamento de uma administração surge antes mesmo de ela começar, ainda no período eleitoral, com os acordos. A pré-candidata não vê sentido em conquistar uma eleição pelo simples objetivo de ganhar a disputa. “É necessário gostar de estar próximo das pessoas e fazer um trabalho que melhore a qualidade de vida da sociedade”, defende.

Vera Paixão é formada em Direito, Ciências Contábeis e Administração de Empresas. Ela tem especialidade em Gestão Econômica e Financeira, Direito do Estado, e é professora universitária.

Conhecida pelo seu jeito muitas vezes considerado explosivo, a advogada não descarta a possibilidade de arrumar uma briga por dia caso se torne prefeita de Vilhena. “Sou briguenta quando vejo injustiça. E se eu ver injustiças na minha frente, vou arrumar confusão”, arremata.

Advogada avalia que lado político é importante, mas o conhecimento é necessário para o bom andamento da coisa pública
Na redação do Extra de Rondônia, advogada disse que lado político é importante, mas o conhecimento é necessário para o bom andamento da coisa pública

Texto: Extra de Rondônia

Fotos: Extra de Rondônia

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