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Lucilene Cruzeiro diz que “a Semusa enrola para fornecer medicamentos”
Lucilene Cruzeiro diz que “a Semusa enrola para fornecer medicamentos”

A dona-de-casa Lucilene Cruzeiro, 37 anos, moradora do Bairro Cristo Rei, esteve na manhã desta sexta-feira, 7, na redação do Extra de Rondônia para alertar à população a respeito da falta de compromisso da secretaria municipal de saúde (Semusa), com relação ao fornecimento de remédios.

Ela sofre de uma doença conhecida como Esclerose Sistemática, que já atingiu vários dos seus órgãos, tais como pulmão, coração, estômago e nervos e não pode deixar de tomar os medicamentos.

Lucilene diz que, mesmo tendo determinação judicial, a Semusa  “enrola” para entregar os medicamentos. Isto deixou a vilhenense irritada ao ponto de procurar esta página eletrônica para relatar o drama que vive.

Segundo ela, os funcionários da Semusa “não falam a verdade e só ficam me enrolando”. Lucilene disse que foi obrigada a mover ação contra a prefeitura, em setembro de 2012, para poder receber os remédios. Em novembro do mesmo ano, a justiça determinou à Semusa a entrega de cinco tipos de remédios a Lucilene: Prednisona, Azatioprina, Bromoprida, Omeprazol e Busonid. De início, ela começou a receber os remédios, mas depois a Semusa – afirma ela – não mais entregou em dia, conforme estipulado pela justiça. “Fui orientada a mover mais uma ação contra a Semusa, por desobediência, mas procurei o Extra de Rondônia para tentar resolver o impasse da melhor forma possível”, pontua.

A dona-de-casa explicou que no último dia 14 de fevereiro foi até a Defensoria Pública, onde foi emitido um ofício à Semusa, para que o órgão cumpra a decisão da justiça, e restabeleça a entrega de remédios, caso contrário seria instaurado procedimento para averiguação por crime de desobediência (IMAGEM ABAIXO). “Fui na Semusa nesta quarta-feira, 5, e uma funcionária, identificada como Jaqueline, me disse que ontem – quinta-feira, me entregaria os remédios. Fui de manhã, e nada. Depois, meu esposo foi até a Semusa, novamente, e lhe disseram que eu poderia ir até a Farmácia Básica. Fui a tarde nesse local e não me entregaram nada de remédios. Fico revoltada com isso. Eles estão brincando com o sofrimento e a vida das pessoas. Minha saúde não pode esperar”, contou.

Lucilene garantiu que este não é o primeiro caso que ocorre na Semusa, e quer que seu problema seja resolvido. “Espero obter respostas das autoridades de saúde do nosso município”, finalizou a dona-de-casa, que deixou números de telefones para contatos: (069) 8438-7626 e 8120-7434. O site disponibiliza espaço às autoridades de saúde para eventuais esclarecimentos do caso.

 

Defensoria Pública emitiu ofício à Semusa para que o órgão cumpra a decisão da justiça, caso contrário seria instaurado procedimento para averiguação por crime de desobediência
Defensoria Pública emitiu ofício à Semusa para que o órgão cumpra a decisão da justiça, caso contrário seria instaurado procedimento para averiguação por crime de desobediência

Texto: Extra de Rondônia

Fotos: Extra de Rondônia

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