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De acordo com a PRE/RO, a compra de votos ocorria no comitê de Garçom
De acordo com a PRE/RO, a compra de votos ocorria no comitê de Garçom

A Procuradoria Regional Eleitoral em Rondônia (PRE/RO) ajuizou ação de investigação judicial eleitoral contra Lindomar Garçom, candidato reeleito ao cargo de deputado federal, por compra de votos, referente às eleições de 2014.

Se o Tribunal Regional Eleitoral deferir a ação, Lindomar pode ter seu registro de candidatura ou diploma cassados, bem como pode ser considerado inelegível pelo período de oito anos.

De acordo com a PRE/RO, a compra de votos ocorria no comitê de Garçom, por meio da contratação de diversos mototaxistas que atraiam pessoas na rua e as levavam até o referido local, onde recebiam 50 reais em troca do voto. Foram levados 350 eleitores até o local. Há registros da organização da campanha eleitoral de que foram gastos mais de 17 mil reais com o serviço de mototáxi. A PRE/RO afirma que essa prática desrespeitou o Código Eleitoral e repercutiu na normalidade e legitimidade do pleito.

Em inquérito da Polícia Federal, foram reunidos elementos que resultaram no indiciamento de Paulo Sérgio Gomes, Manoel Trindade, Igor Mendonça e Lindomar Garçom mediante a comprovação do crime praticado em 4 de outubro deste ano, véspera das eleições. A Polícia Federal recebeu denúncia da realização de compra de votos e encaminhou uma equipe de policias ao comitê. Lá, foi constatado que cada eleitor recebia 50 reais e que o dinheiro se encontrava em uma caminhonete adesivada com a propaganda de Lindomar Garçom.

No veículo foram encontrados material de campanha; documentos pessoais de Paulo Sérgio e de Lindomar Garçom; cartões bancários do candidato eleito; folhas de cheque assinadas e com valores em branco; e R$ 3.500,00 em notas de 50 reais. Foram encontradas ainda 25 requisições de combustível e os documentos pessoais de Manoel Trindade, que arremessou sua carteira em terreno abandonado ao perceber a abordagem da Polícia Federal. Todos foram presos em flagrante.

Para a PRE/RO, essa pratica deve ser punida a fim de que não seja realizada por futuros candidatos e repetida por Lindomar Garçom, uma vez que a disputa eleitoral deve ser revestida de lisura.

 

Texto: Assessoria MPF/RO

Foto: Divulgação

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