Há cerca de um ano fui procurado na nossa cidade por um Gerente Bancário o qual me pediu que lhe ensinasse a analisar e interpretar balanços empresariais. O banco estava exigindo dele isso e ele desconhecida o assunto. Saber analisar um balanço, selecionar os principais indicadores econômico financeiros, saber fixar um limite de crédito adequado, é uma arte que bem poucos dominam. Pode parecer algo difícil e subjetivo, mas não é. Tanto é que os Bancos do país são as instituições mais lucrativas, exuberantes, e em crescimento, apesar da grave crise nacional.

Se você é um empresário ou administrador, e tem dificuldades nessa área, tenha a humildade de aprender e a dominar esse assunto. Caso contrário você estará colocando em sério risco o presente e o futuro de sua empresa. Você deve agir agora.

A Ciência Contábil determinou dois grupos de índices para a avaliação das empresas: O 1º deles é denominado de “Índices Financeiros” e tem por objetivo avaliar a situação financeira da empresa. Os principais índices financeiros são: 1-Retorno sobre o Investimento; 2-Giro dos Ativos; 3-Prazos médios de Compras x Vendas; 4-Índice de Liquidez; 5-Relação dos Capitais Próprios x Capitais de Terceiros; 6-Cálculo do Capital de Giro; 7-Giro dos Estoques e 8-Índice de Inadimplência (em % e reais).

O 2º. Grupo é denominado de “Índices Econômicos” e enfoca a formação do lucro, em diversos níveis, para que, se constatadas distorções, se possa ir diretamente a fonte e corrigir eventuais irregularidades. Eles são: A-Crescimento real das Vendas (em relação à inflação do período e em unidades vendidas); B-Avaliação do crescimento dos Custos em relação à inflação, à produção e às unidades vendidas); C-Margem Bruta Operacional; D-Acompanhamento do total das Despesas, em valor absoluto e percentual, em relação à evolução das vendas; E-Carga Tributária, em especial comparando-a com os líderes de mercado e concorrentes mais próximos; F-Análise das Despesas Financeiras x Receitas Financeiras e G-Cálculo do Lucro Líquido das Vendas, em valores e percentual, sobre as receitas.

Todo o lucro obtido pelas empresas, mensalmente, deve estar refletido, necessariamente nos seus ativos, em contas apropriadas, mantendo a solidez financeira do empreendimento. Diversas empresas pecam por enfatizar as vendas e os lucros, porém estão deteriorando sua situação financeira. Neste caso, essa política é totalmente errada e suicida. O aumento de vendas e lucros, se não fundamentado, pode ser uma estratégia suicida e levar sua organização a fechar as portas.

A D.R.E. (demonstração de resultados do exercício) deve ser analisada conjuntamente com o Balanço Patrimonial. Isso é imperioso! Essas duas peças contábeis são fundamentais, complementares e devem ser analisadas juntas, pela Administração e Proprietários, para certificarem-se de que a empresa está no rumo certo.

Conclusão: Páscoa é tempo de celebrar a ressurreição. Espero que o presente artigo possa, de alguma forma, contribuir para o reerguimento operacional de algumas de nossas empresas. Desejo que você – gestor empresarial – seja bem sucedido na aplicação das medidas acima citadas. Por certo elas são oportunas e eficazes.

Texto: Humberto Lago/Consultor Empresarial

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