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Sede do SAAE em Vilhena / Foto: Extra de Rondônia

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) do município de Vilhena confirma: foram constadas divergências em pesagens dos resíduos sólidos. E isto gerou pagamentos a mais à empresa responsável pelo aterro sanitário.

O caso foi revelado após a divulgação do ofício nº 407/2019/SAAE de 28 de junho de 2019, assinado por Sinomar Rosa Vieira, diretor do departamento de resíduos sólidos.

No documento endereçado a Antônio Tavares de Almeida, gerente da empresa Arquimedes Isaac de Almeida Serviços ME, Sinomar explica que, conforme notificação encaminhada à empresa MFM Soluções Ambientais, foram constatadas divergências nas pesagens nos meses de abril, maio e junho de 2019, através de pesagens aleatórias em balanças indicadas pela MFM e o SAAE.

Sinomar alega que as tais divergências ocorrem por fatores climáticos, falta de energia elétrica e veículos permanecerem por muito tempo em cima da balança. Justifica, porém, que a balança da MFM Soluções Ambientais, localizada no aterro sanitário, se encontra com aferição em dia. Disse que as diferenças encontradas nas amostragens nas balanças Ezan, MFM e Rosadinha foi constatado uma margem de 3,8 nas pesagens e que os descontos na emissão da nora fiscal.

Ouvido pelo Extra de Rondônia, um vereador afirmou que o caso será analisado no Legislativo e, se for necessário, será instalada uma comissão na Casa para conferir se realmente as divergências constatadas só foram nesses três meses ou se os fatos são constantes na autarquia.

Ofício oficial do SAAE de Vilhena sobre o caso / Foto: Divulgação

O OUTRO LADO

Ao Extra de Rondônia, o diretor do SAAE, Maciel Wobeto, explica que “a olho nu” é impossível notar o problema e que essa diferença, para mais, foi encontrada somente porque estão atentos e fiscalizando. Leia a nota abaixo:

SAAE identifica erro de empresa em prestação de serviço e exige desconto como compensação

A conferência de todos os serviços oferecidos pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) é algo que sempre fez parte das atividades da autarquia. A pesagem dos caminhões carregados com resíduos sólidos de forma independente para fins de fiscalização é uma dessas maneiras que a entidade tem de controlar a qualidade e a economicidade de seus trabalhos.

Visto que o local onde são despejados os resíduos sólidos está em uma área distante do Centro, no fim de uma linha da rede elétrica da Energisa, foi constatado que o aparelho da empresa MFM, que pesa o caminhão, sofre com oscilações de energia. Esse pode ter sido um dos fatores que contribuiu para uma pesagem errônea em alguns meses neste ano, de abril até fim de junho.

Responsável pelo pagamento da destinação dos resíduos sólidos, o SAAE exige a correção do problema por parte da empresa. A defasagem foi pequena, de 3,8% do total, no entanto, representou custos adicionais à autarquia.

O diretor do Saae, Maciel Wobeto, explica que “a olho nu” é impossível notar o problema. “Essa diferença, para mais, foi encontrada somente porque nós estamos atentos e fiscalizando através de pesagens independentes e surpresas. Como nos foi cobrado a mais em alguns meses, agora exigimos que esse valor seja descontado nas próximas faturas”, explica.

Foi solicitada a aferição da balança para encontrar soluções para o problema

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