Presidente do Sindsul Wanderley Ricardo Campos / Foto: Assessoria

A diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul de Rondônia (Sindsul) participou ativamente na elaboração do plano de retorno às aulas presenciais em Vilhena e vê como imprescindível a vacinação dos profissionais de educação, para aí sim, pensar em de fato, volta às aulas presenciais.

Para o sindicato é necessário também, assegurar que as instituições públicas terão estrutura e suporte necessário que garantam o retorno seguro a todos, respeitando as recomendações dos órgãos e especialistas em saúde. 

O plano reivindica a distribuição e manutenção de Equipamentos de Proteção Individual (EPI´S) para os profissionais de limpeza e merenda. O que tem sido vistoriado pelo sindicato. 

O sindicato vê como exposição desnecessária aos servidores da educação, alunos e familiares de ambas as partes, o retorno às aulas presenciais. Visto que as próprias autoridades divulgam a lotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI´S) em todo o Estado. “Nós temos um exemplo claro do que é um retorno precoce. O estado do Amazonas sofreu um colapso recentemente, porém, antes disso havia retornado as aulas e acabou sofrendo consequências graves”, pontuou o sindicato.

A pandemia causada pela Covid-19 trouxe diversos desafios e uma nova rotina para os trabalhadores em educação, em especial aos professores, que tiveram que se reinventar para atuar nas plataformas digitais, sem formação e experiência para desenvolver esse tipo de atividade. É de comum acordo entre os sindicalistas e sindicalizados que a suspensão das atividades presenciais deve permanecer em 2021, até que haja vacinação para todos os trabalhadores em educação. Para o sindicato, esta é a opção mais lúcida e cabível neste momento, tendo em vista o constante crescimento no número de contaminação e óbitos causados pelo vírus no município.

Vale lembrar que, apesar da apresentação do plano por parte do estado, que visa o retorno gradativo às aulas presenciais, as instituições de ensino públicas municipais o retorno às aulas fica a critério de cada gestor municipal, de acordo com o plano de retomada de cada município, e ainda, as diretrizes estabelecidas pelas notas técnicas da Agevisa. Por isso, a posição contrária do Sindsul, que vê como inviável o retorno precoce e uma contradição por parte da administração municipal. Visto que se existe ocupação máxima dos leitos de UTI, retornar às aulas, algo que claramente facilitaria a circulação do vírus, traria então um colapso na saúde do município.  

“É preciso entender que, quando deram início ao plano umas das recomendações para o retorno era a testagem dos profissionais. O sindicato fez essa recomendação. À época ainda não havia previsão nem da elaboração da vacina. Por isso, recomendamos os testes, que era o possível. Mas agora com a vacina, é uma omissão não colocar isso como imprescindível no retorno às aulas”, argumentou a diretoria do Sindsul.

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