Vivian em entrevista à imprensa local / Foto: Extra de Rondônia

Por 8 votos favoráveis ao não acolhimento e 3 abstenções, a Câmara de Vilhena decidiu pelo arquivamento da denúncia que requeria o afastamento imediato, formação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e cassação da vereadora Vivian Repessold (PP).

A leitura e votação não estava prevista na pauta da sessão divulgada nesta segunda-feira, 1, já que a denúncia teria sido entregue à Casa fora do horário do expediente (leia na íntegra AQUI).

Porém, antes da sessão ordinária desta terça-feira, 2, que iniciou às 9h, o assunto foi incluído na pauta e os parlamentares se reuniram, informalmente, para decidir pela deliberação da denúncia.

Com 14 páginas, a denúncia foi debatida pelos vereadores, com alguns se manifestando pelo arquivamento, como Ronildo Macedo, Vilson Tabalipa, Pedrinho Alves e Samir Ali. Outros, como Zeca da Discolândia, Dhonatan Pagini e Zezinho da Diságua, se abstiveram da votação justificando não terem conhecimento do teor da denúncia e que nem foi enviada aos gabinetes para apreciação.

Por outro lado, a maioria dos discursos pelo arquivamento apontaram que a denúncia já está em análise na Justiça (leia mais AQUI).

O vereador Samir Ali (Podemos), vice-presidente da Casa, foi mais além, e requereu aos seus pares a alteração do Regimento Interno (RI) para a criação de uma Comissão de Ética dentro da Casa com o objetivo de analisar situações desta natureza.

“A matéria deve, primeiramente, ser analisada pela assessoria jurídica, passar pelas comissões e depois ir a plenário para deliberação dos vereadores. Isso vai evitar certas condutas através de denúncias sem fundamentos e evitar a politicagem, porque traz um desgaste ao Legislativo”, disse.

O vereador se referiu a que, conforme o RI, toda denúncia que for protocolada na Casa, deve ser lida e votada na primeira sessão ordinária.

O presidente da Casa, Ronildo Macedo (PV), que também enfrentou caso semelhante no início de fevereiro (leia mais AQUI), se manifestou pelo arquivamento ao dizer que “essas denúncias só atrapalham o Legislativo”.

Após o término da sessão, mais tranquila com a decisão do parlamento, Vivian disse à imprensa que a denúncia não tem fundamento e a considerou politicagem barata, informando que o caso está na Justiça, com audiência para 9 de março. “Não tenho o que temer. Trata-de de perseguição política. Não tenho dúvida disso. É para poder atrapalhar a Câmara e meu mandato. É politicagem barata para transformar a Câmara num palanque político”, desabafou.

 

 

 

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