Hospital Regional de Vilhena / Foto: Divulgação

Em ofício nº 244/2021 enviado ao Presidente do Legislativo, Ronildo Macedo (PV), a secretária municipal de saúde, Siclinda Raasch, fez um breve relato das dificuldades do município na compra de medicamentos para pacientes intubados vítimas da covid-19 no Hospital Regional (HR) de Vilhena, que é de responsabilidade do governo estadual.

Ela analisou o grande número de pacientes do Cone Sul e apontou dificuldade em tratativas com o secretário estadual de saúde, Fernando Máximo.

O documento, obtido pelo Extra de Rondônia, foi lido em plenário na sessão ordinária da última terça-feira, 4.

Siclinda informou que o município de Vilhena dispõe de 10 leitos de UTI (convencional) adulto e 20 leitos de UTI covid-19 adulto e que o HR atende toda a região do Cone Sul de Rondônia.

Explicou que há dificuldade em adquirir os medicamentos sedativos devido à escassez na oferta e, quando encontrados, os valores estão exorbitantes, ultrapassando os preços de mercados e valores de referência nacional. Os medicamentos também são utilizados no centro cirúrgico e pronto-socorro.

Garante que as tentativas de aquisição por meio de registro de preços e pregão eletrônico restaram fracassadas/desertas e que o quantitativo que vem sendo enviado pelo Ministério da Saúde para o município de Vilhena está muito aquém daquele realmente necessário para atender a demanda existente.

Secretária de saúde de Vilhena enviou ofício a vários órgãos públicos / Foto: Extra de Rondônia

“Considerando o avanço dos casos da covid-19 nos últimos dias, alcançando números expressivos em Vilhena e a região do Cone Sul, onde o aumento de casos de infecção e, consequentemente, elevando o nível de ocupação de leitos da Central covid-19 (leitos clínicos e UTI). Considerando a dificuldade de compra de medicamentos essenciais para sedar e intubar pacientes graves da covid-19 pelo desabastecimento no mercado, bem como os preços elevados. Considerando os processos fracassados de registro de preços e pregões eletrônicos em que os valores cotados para compra por dispensa de licitação estão acima da tabela do governo e, também a informação que há falta de matéria prima na indústria”, informa o ofício.

Ainda, ela relatou a dificuldade de contato com o secretário de estado da saúde, Fernando Máximo, em que as várias tentativas restaram infrutíferas, tanto por parte do prefeito quanto por parte da Secretaria Municipal de Saúde.

“Diante do exposto, levamos ao conhecimento de vossas excelências a atual situação enfrentada por esta municipalidade”, encerrou, ao informar que notificou vários órgãos públicos sobre o caso, como o Conselho Municipal de Saúde e Ministério Público Federal.

 

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