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Não foi uma surpresa. Foi uma espécie de suicídio. Um criminoso, quase uma fera humana, autor de vários crimes, o terror para a sociedade, livre nas ruas pelo beneplácito das leis brasileiras e de uma pequena parte do Judiciário, que acha que bandido bom é bandido solto, preferiu morrer, ao atirar nos policiais que o perseguiam, do que se entregar.

Descarregou sua arma nos representantes da lei, antes de ser morto. Foi uma opção. A pior para ele, a melhor para a população, apavorada com seus crimes hediondos e com o fato de um psicopata como este andar pelas ruas, livre, leve e solto. Se tivesse se entregado, certamente viveria muitos e muitos anos ainda.

Quem sabe se tornaria um novo herói e, soltíssimo, não pudesse ser candidato a algum cargo por um desses partidinhos de aluguel. Poderia até se eleger, viveria rico, sem problemas e ainda, quem sabe, um dia ainda não faria parte de uma CPI? Lázaro agora vai começar a ser homenageado. De certa forma já o foi, quando a Defensoria Pública de Goiás saiu em sua defesa, alertando que a polícia estaria pronta para matá-lo.

Nenhum membro da Procuradoria (ou de qualquer outra), se interessou em saber como vivem as famílias das vítimas, algumas mortas friamente, apenas pelo prazer de matar, que o bandido Lázaro, o futuro novo herói brasileiro, que, em breve, ouviremos em discurso, que foi morto apenas por ser pobre e ainda mais por ser negro (deu para entender, não é?). No final, ainda fará parte de editoriais da mídia aparelhada, que vai culpar a polícia por seus “métodos violentos, com tendências racistas”, como, aliás, já está ocorrendo.

Enquanto isso, um conjunto de leis de defesa da bandidagem continua sendo produzida no Congresso Nacional, mesmo contra os interesses da imensa maioria da população, que diz não suportar mais isso, mas, infelizmente, continua votando em amigos dos criminosos. Há suspeita até de alguns que, aliás, são eleitos com o dinheiro podre do crime e, claro, quando assumem seus cargos, vão lutar em defesa de quem os elegeu. Há os que criminalizam a polícia, a verdadeira defensora da sociedade, pinçando eventos raros de maus policiais, para jogar as autoridades contra a população.

São os que pegam eventos excepcionais de injustiças, para vender a ideia de que os bandidos é que sofrem nas mãos dos agentes da lei. São os que vão discursar contra a morte do bandido Lázaro, mas que jamais abriram a boca para, ao menos tentar amenizar a dor das famílias e amigos de todos os que ele destruiu. Ainda bem que o assassino decidiu morrer. Porque não fosse assim, certamente o veríamos sendo galgado ao heroísmo que a bandidagem tem tido, como prêmio, neste Brasil doente e engolido pela criminosa inversão de valores.

DER RETOMA OBRAS E ASFALTO DO ANEL VIÁRIO DENTRO DE UM MÊS

Uma boa notícia para a Capital. O diretor geral do DER, Elias Rezende, confirmou na tarde desta segunda, que em aproximadamente um mês, recomeçarão as obras do Anel Viário de Porto Velho, desde a BR 364 até a RO 005 (a estrada da Penal, que tem o nome do ex-deputado e ex-secretário de segurança, Paulo Moraes, numa proposta do deputado Laerte Gomes, aprovada na Assembleia Legislativa).

Os 17 quilômetros do Anel será uma obra federalizada, mas não a curto e médio prazos. Se acontecer, será só no contexto de futuro, quando o Ministério da Infraestrutura, via Dnit, conseguir a privatização da BR 364. Por isso o DER recebeu a missão do governador Marcos Rocha de tocar a obra. Segundo Rezende, é uma obra muito complexa, com necessidade de trabalhos especiais e a intenção do governo é concluir todo o trabalho, o que inclui o asfaltamento de todo o trecho, no menor prazo possível. Nos próximos dias, depois de cumpridos os trâmites burocráticos para locação de equipamentos, o trabalho vai recomeçar com toda a força. O Anel Viário ligará a BR 364 com o sistema portuário de Porto Velho, tirando centenas de caminhões, todos os dias, da BR 319 (avenida Jorge Teixeira) e outras vias da cidade.

CAPITAL GANHA FÁBRICA DE FERTILIZANTES: 102 MILHÕES EM INVESTIMENTOS

Na área econômica, Rondônia tem muitas boas notícias a comemorar, mesmo em tempos de pandemia. Certamente a maior delas, neste momento, é o anúncio de que o Grupo Amnaggi, a maior empresa do agronegócio da América Latina, confirmou a construção de uma nova fábrica misturadora de fertilizantes em Porto Velho. Os investimentos vão superar os 102 milhões de reais. Será um grande salto para toda a região, com recebimento, armazenagem, mistura e distribuição de fertilizantes.

O projeto prevê a construção da fábrica construída no terminal de Portochuelo, às margens do rio Madeira e deverá ser a segunda unidade da poderosa organização, com capacidade para processar até 200 mil toneladas de fertilizantes ao ano. No mesmo local também será construído um armazém de retaguarda com capacidade estática para 40 mil toneladas. As construções, com toda a suas estruturas, devem ser finalizadas em até um ano. O governador Marcos Rocha e o secretário de Agricultura, Evandro Padovani, estão comemorando a grandeza do projeto e do investimento. Ambos têm certeza que é apenas mais um passo importante para o crescimento da economia do Estado. Vêm mais boas novas por aí…

SISTEMA DE VACINAÇÃO COMEÇA A MELHORAR. ESTADO JÁ APLICOU 655 MIL DOSES

Já são perto de 855 mil doses de vacinas recebidas, 655.500 aplicadas. Ainda há lentidão em algumas prefeituras, mas em outras o número de imunizados deu um salto. Porto Velho é um exemplo disso. Há algumas semanas, o percentual e vacinas aplicadas não passava de 70 por cento. Embora não haja confirmação oficial, ouviu-se nos bastidores que o prefeito Hildon Chaves teria dado uma dura na equipe e exigido resultados melhores, urgente. Ele teria dito que não queria nem ouvir falar de vacinas guardadas e não aplicadas. Verdade ou não essa ordem que veio de cima, o que se sabe é que na Capital rondoniense, de cada 10 vacinas já recebidas, mais de 8,6 já tinham sido aplicadas.

Isso sem contar as milhares de doses aplicadas no final de semana, através de drive thru e dos números muito bons, atingidos na vacinação de pessoas com 40 anos ou mais, que já começou nesta segunda-feira e prossegue na terça. O final de semana registrou apenas oito óbitos (sete sábado e um domingo, em Machadinho do Oeste. Mas sabe-se que nos finais de semana os dados são absolutamente inexatos. Já no Boletim 665, divulgado na noite desta segunda, o total de casos de mortes pela Covid bateu em 16,somando-se as 24 horas e os óbitos que não haviam entrado no sistema, referentes ao sábado e ao domingo. A doença diminuiu um pouco, mas nada mais do que isso, Todos os cuidados devem continuar sendo tomados.

POUCAS CERTEZAS, DÚVIDAS IMENSAS: A SUCESSÃO ESTADUAL É O TEMA

Quanto mais se aproxima a eleição de 22, mais informações, sugestões, possibilidades e pitacos se somam, sobre quem poderá entrar na disputa pelo Governo do Estado e a única vaga ao Senado. Há algumas possibilidades concretas também, como a presença de Marcos Rocha e Marcos Rogério na corrida pelo Palácio Rio Madeira/CPA. Mas há muito mais dúvidas. Hildon Chaves quer sim. Mas iria contra Marcos Rogério, seu aliado? Muito difícil. Quem mais? Confúcio Moura diz que não quer, mas quer. Estará na disputa, pelo MDB, que, ao menos até agora, não vê outro nome com mais potencial, para entrar na corrida.

O PDT também tem uma única ficha: Acir Gurgacz. Léo Moraes quer, mas precisa ainda saber se tem mesmo apoio do povão em todo o Estado e não só na Capital e, ainda, quem poderia aliar-se às suas pretensões, entre os partidos políticos. Se Lula realmente tiver chances de voltar ao poder, crescem as chances de Fátima Cleide, sua aliada de primeira hora e que chegou ao Senado graças ao lulismo. Daniel Pereira também tem dito que não quer, mas está cada vez mais presente na mídia, tentando se postar como oposição a Rocha e ao seu governo. Mas todos eles ficam numa expectativa que pode ainda ocorrer: o ingresso de Ivo Cassol, que vem fortíssimo do interior, se liberado pela Justiça Eleitoral, para poder entrar na briga.

COMEÇAM A SURGIR MAIS NOMES PARA A ÚNICA VAGA AO SENADO

Basicamente, até agora, se ouve falar mais em apenas dois nomes para a disputa ao Senado. Ambos fortes. Expedito Júnior é nome de ponta em qualquer disputa em Rondônia. Só que até agora não decidiu se será esse mesmo seu rumo para 2022. Já Jaime Bagattoli vem de Vilhena com uma pré candidatura já nas ruas, para tentar chegar lá, depois de ter chegado muito perto, na eleição passada. Um terceiro nome poderia ser o de Hildon Chaves,  caso ele optasse por não concorrer ao Governo.

De Ji-Paraná, o ex-prefeito e ex-deputado Jesualdo Pires pode vir também, depois de sua performance no último pleito, quando, praticamente sozinho e com poucos recursos, fez uma votação muito expressiva. Mariana Carvalho deixaria de buscar um terceiro mandato na Câmara Federal, onde tem se destacado muito, para tentar a única cadeira ao Senado? Essa é uma equação difícil para a jovem parlamentar, que tem tido performance elogiável no Congresso. Quem mais? Certamente ainda vão aparecer muitos nomes, alguns novos, mas a maioria já figuras carimbadas na nossa política. Por enquanto, a cadeira do Senado também traz consigo muito mais pontos de interrogação do que certezas.

ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS QUER MUDAR INDICAÇÕES AO STF

A presidente da Associação dos Magistrados do Brasil – AMB – quer mudanças na forma de indicação dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Em nome da poderosa entidade, que representa mais de 18 mil juízes, Renata Gil encaminhou documento ao presidente Jair Bolsonaro, pedindo que seja revista a forma como são escolhidos os nomes que, hoje, são os mais poderosos do país.

A sugestão básica é de que pelo menos um terço dos magistrados, seriam três, numa conta arredondada para baixo, fosse indicados apenas entre juízes de carreira, ou seja, aqueles que ingressaram no Judiciário através de concurso. Outra sugestão é que os ministros tenham mandato de no máximo dez anos e não permaneçam no STF durante décadas, até completarem 75 anos. Obviamente que o assunto é polêmico, até porque as mudanças não dependem apenas do Presidente da República. Mas está na hora da sociedade se mobilizar, para mudar a história da Suprema Corte que, com a atual composição, vive no olho do furacão, muito contestada por vários setores da sociedade.

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