Fato aconteceu na conveniência de um posto de combustíveis / Foto: Divulgação

O fato, que gerou grande repercussão em Cacoal, aconteceu no último sábado, 24, dentro da conveniência de um posto de combustíveis, localizado na avenida Belo Horizonte.

De acordo com informações oficiais obtidas pelo Extra de Rondônia, a vítima afirmou que estava trabalhando normalmente quando seu companheiro chegou gritando: “pra casa você não volta, se voltar, é uma mulher morta”. Depois, o agressor desferiu um soco na boca da vítima que, de forma instantânea, desmaiou. Na sequência, o autor fugiu do local usando uma moto. O soco resultou em lesão interna na boca, manchando sua roupa de sangue. O sistema de monitoramento do posto filmou a ação do agressor. A polícia analisou o histórico de violência no agressor, que já utilizou de ameaça verbal/xingamento contra a vítima ou familiar e praticou agressões física, do tipo empurrões.

O caso gerou grande repercussão no município e provocou reações de autoridades locais.

O vereador Paulo Henrique (PTB), autor no Legislativo de lei que combate a violência doméstica em Cacoal, chamou a atenção da população para um fato considerado por ele como infeliz: o prefeito Adailton Fúria (PSD) estaria tentando extinguir a referida lei, que foi aprovada, por maioria de votos, na Câmara de Cacoal.

Em entrevista ao Extra de Rondônia nesta sexta-feira, 30, o parlamentar informou que o mandatário municipal impetrou uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade (ADI) visando extinguir a lei, que foi aprovada na Câmara e com os vereadores tendo que derrubar o veto do prefeito (leia mais AQUI ).

“Infelizmente, mais uma atitude de violência doméstica em Cacoal, de uma emprega que trabalha num posto de gasolina e seu companheiro que resolveu deferir soco. Aqui em Cacoal, nosso mandato apresentou um projeto de lei, completo, para combater a violência doméstica. O prefeito vetou, depois nós derrubamos o veto e, agora, infelizmente, temos um contraste: o prefeito quer extinguir a lei, num momento deplorável que está confirmado que 80% dos homens que cometem o crime é questão cultural. Espero que agora o prefeito posso implementar a lei. Vamos fazer uma emenda ao projeto para que o agressor seja condenado também nas esferas penal e administrativa, para que não possa assumir cargo nenhum na administração municipal. Mas, infelizmente, Fúria vem de contramão ao combate da violência doméstica em Cacoal”, disse Paulo Henrique (OUÇA O ÁUDIO ABAIXO)

Semana passada, ao ser questionado pelo Extra de Rondônia sobre o assunto, Fúria disse que a ADI foi impetrada pela Procuradoria Geral do Município (PGM) e não por ele. “A PGM tem autonomia e prorrogativas para ações dessa natureza”, esclareceu.

>>> VEJA O VÍDEO DA AGRESSÃO ABAIXO:

 

 

 

 

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