Na última quinta-feira, 14, mães associadas prestigiaram a sessão ordinária na Câmara de Vilhena / Foto: Divulgação

No próximo dia 23 de outubro, terá início o curso de Capacitação em Autismo para Pais e Professores, realizado pela Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Vilhena (Amavi), e executado pela Neurokind – Clínica de referência na estimulação e desenvolvimento infantil, no estado de Rondônia.

A capacitação faz parte de um conjunto ações voltadas a melhoria na qualidade de vida de pessoas autistas e seus familiares, efetivadas com apoio da Câmara de Vereadores (emenda impositiva nº18/2020) e prefeitura (termo de fomento nº20/2021).

Foram destinadas 100 vagas para pais e professores, do curso que acontecerá em 4 módulos, durante os meses de outubro, novembro e dezembro.

De acordo com a presidente da Amavi, Karina Andrade, preparar pais para desenvolver a criança em casa potencializa possibilidades de desenvolvimento, o mesmo acontece dentro da escola, professores que possuem conhecimento técnico conseguem desenvolver o aprendizado do aluno com Autismo, Deficiência Intelectual, entre outros distúrbios do neurodesenvolvimento.

“A principal barreira que temos enfrentado é a defasagem de profissionais devidamente preparados para atuar com os alunos autistas, e isso tem trazido e trará a longo prazo, um prejuízo enorme para essas pessoas. Inclusão é promover o aprendizado, e inclusão só acontece através do saber especializado”, relata Karina, que é mãe de dois meninos dentro do espectro.

Ela informa que, nas últimas duas décadas, houve um avanço enorme no que diz respeito a atuação com o público autista, sobretudo nas práticas com evidência, ou seja, que a ciência mostrou eficaz para o desenvolvimento desses indivíduos. “Por essa razão temos buscado apoio para realizar projetos voltados a capacitação destes profissionais que são agentes transformadores da sociedade. A maioria dessas crianças não tem acesso à intervenção adequada, que deveria ser intensiva, mas elas todas passam 20h por semana na escola, por isso se faz mais que necessário a capacitação das equipes escolares, para que estejam atuando de maneira segura e eficaz”, enaltece a presidente da Amavi que afirma sentir uma resistência por parte de professores.

“Infelizmente sentimos que muitos educadores não têm interesse em aprender, em fazer diferente, querem continuar com as velhas práticas, acreditando que inclusão é apenas colocar dentro da escola. Realmente assim é mais fácil, não dá trabalho, mas não funciona”, enfatiza.

Karina afirma que somente através de mudanças de atitudes e de práticas baseadas no que a ciência mostra eficaz, existirá a possibilidade de um mundo melhor, com mais igualdade e inclusão. “Amavi têm trabalhado para isso, os pais almejam por isso, e as pessoas com autismo tem direito e merecem isso”, conclui.

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