Emily Cristina Lucas, aluna do 3º ano do IFRO-Campus Vilhena

A Revolução Industrial causou significativa alteração sobre a percepção de produção e consumo mundial. Como consequência desse processo, houve o crescimento desordenado dos centros urbanos e uma massiva degradação ambiental.

De modo semelhante, a expansão do capitalismo tem impactado negativamente a biodiversidade, causando danos irreversíveis ao meio ambiente. Nesse sentido, é necessário analisar os agravantes desse cenário, que são: a ineficiência estatal e a lenta mudança da mentalidade social.

Convém ressaltar que a ineficácia governamental em aplicar a legislação corrobora a continuidade da problemática. A deficiente fiscalização do cumprimento das Leis Ambientais proporciona um cenário favorável para a transgressão constante da legislação, possibilitando que empresas desmatem florestas, contaminem o ar e degradem o solo sem sofrer nenhuma penalidade. Desse modo, o Estado colabora indiretamente com a destruição da biodiversidade, ampliando a extinção de espécies vegetais e animais.

Ademais, há um escasso entendimento da sociedade sobre o modo de produção capitalista e seus danos ao meio ambiente. Conforme Durkheim, antropólogo francês, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Nesse viés, é possível perceber que a lógica de consumo e exploração desenfreada está fortemente inserida no pensamento coletivo, impossibilitando a formulação e aplicação de um sistema sustentável de produção.

Portanto, o Ministério do Meio Ambiente deve promover e divulgar campanhas educativas – que abordem sobre a importância da preservação ambiental e sobre as Leis de Crimes Ambientais – por meio dos grandes veículos midiáticos, a fim de conscientizar a população sobre a temática e incentivar as denúncias de empresas e estabelecimentos que estejam transgredindo a legislação, facilitando o agir do Poder Executivo. Dessa forma, será possível conciliar a inovação advinda do modelo capitalista com a preservação do meio ambiente.

sicoob

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