confucio MOURAEm sua última passagem por Vilhena Confúcio Moura recebeu da reportagem do site dez perguntas sobre temas de relevância para o Estado, para as quais enviou resposta por escrito neste início de semana.

Confira abaixo a entrevista exclusiva do governador de Rondônia:

Extra de Rondônia – Qual a sua avaliação deste período inicial de seu segundo mandato com relação ao começo da gestão anterior?

Governador Confúcio Moura – Tem sido bem melhor e diferente. O ambiente político melhorou. Vieram as entregas das obras e serviços prometidos. O Estado tem segurado a rédea da economia com a participação do povo rondoniense. Os produtores produzindo mais. Enfim, o governo adquiriu mais credibilidade e confiança.

Extra – Até que ponto a crise econômica nacional afetou o Estado de Rondônia?

Confúcio – Claro que afetou. Porém, bem menos que noutros Estados. Já vínhamos ajustando o Estado, enxugando a máquina e promovendo investimentos. Os bancos emprestaram bem em 2014 e 2015. E o Estado injeta muito dinheiro na economia a cada mês.

Extra – Por que o senhor decidiu elevar alíquotas de ICMS e IPVA e como avalia a reação da Assembleia Legislativa acerca do assunto?

Confúcio – As adequações de ICMS e outros vieram como medidas preventivas e saneadoras. Porque as despesas do Estado crescem vegetativamente, mesmo sem aumento de pessoal ou custeio. Ao lado do pequeno ajuste proposto vieram as medidas de aumento de receita e queda de despesas. O bom gestor não é aquele que sabe gerir a boa receita. Mas, sim a despesa. Com estas acomodações o Estado poderá vencer mais um ano respirando muito bem.

Extra – Por que o governo não conseguiu entregar empreendimentos previstos para este ano a Vilhena, caso da UNISP e da sede do Grupamento de Bombeiros do Jardim Primavera?

Confúcio – Houve atraso na liberação dos recursos no BNDES e também a alegação do ano eleitoral passado. Tudo prejudicou obras e entregas. Mas, já iniciamos as inaugurações, como a UNISP de Espigão do Oeste e Parque do Bosque em Ouro Preto. Tem oito prontinhas para inaugurar.

Extra – O senhor se posicionou favorável a permanência de Dilma Rousseff na presidência da República, ao contrário do que parece ser a opinião do eleitorado do Estado. Por que acredita que a presidente não deve ser tirada do cargo?

Confúcio – Há diferença entre Presidencialismo e Parlamentarismo. Parlamentarismo pode se mudar a qualquer hora, desde que o Primeiro Ministro perca o seu apoio no Congresso. No Parlamentarismo o povo vota no Parlamento. No Presidencialismo o povo vota num presidente, com dia certo da posse e dia certo da transmissão. O “impeachment” só em casos comprovadamente previstos na Constituição. Fora disto é golpe.

Extra – Há rumores que o senhor não irá concluir o mandato Executivo e pode ser candidato ao Senado em 2.018. Caso a informação proceda, não pode haver conflito interno no PMDB rondoniense, em particular com o senador Raupp que em tese deve estar na disputa pela reeleição?

Confúcio – O meu candidato ao Senado já tenho: é o Senador Valdir Raupp.

Extra – Quais são as propostas de investimento do Estado para o Cone Sul no próximo ano?

Confúcio – O Cone Sul prospera com Governo ou sem Governo. Ao Estado cabe não atrapalhar. Deixar as rodovias trafegáveis. Cooperar para melhorar a saúde regional em Vilhena. E cuidar da Educação para ter melhor qualidade. Pagar salários em dia. E torcer para a crise não entrar no Estado.

Extra – O seu governo lançou dias atrás um plano de desenvolvimento de longo prazo para Rondônia. Em seu ponto de vista qual é o rumo que o Estado deve tomar para aproveitamento melhor de seus potenciais?

Confúcio – O nosso plano de desenvolvimento até 2030 foi discutido por dois anos. Teve o patrocínio do Ministério da Integração Nacional. Passará agora por algumas audiências públicas para ajustes. E depois remetido à Assembleia Legislativa para ser lei estadual. Ele virá ajudar os próximos governadores. A terem rumos definidos e eixos fundamentados em pesquisas e na opinião do povo rondoniense. Não é um plano do Governador. É um plano de Governo para o Estado. Chamado PLANO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

Extra – A saúde vilhenense está caótica e precisando de auxílio para manter o atendimento no Hospital Regional. De que forma o Estado vai contribuir?

Confúcio – O Estado tem sido parceiro. E entrará em Vilhena, com permissão do Prefeito e a participação da sua equipe, visando à organização dos serviços e aproveitamento melhor dos recursos disponíveis. Dá para melhorar sim. Porque melhoramos e muito a saúde estadual.

Extra – O senhor pretende participar da campanha eleitoral do próximo ano subindo no palanque dos candidatos que o PMDB lançar nas disputas municipais, como parece ser a tendência em Vilhena?

Confúcio – Eu sempre fui do PMDB. Não prometo subir no palanque. Tudo depende da aceitação popular do Governador. Estando bem – ajuda. Estando mal avaliado prejudica o candidato. A circunstância é quem dirá.

Fonte: Extra de Rondônia

Foto: Assessoria

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