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Coluna escrita por Humberto Lago/Foto: Extra de Rondônia

Ninguém gosta de falar deste assunto, com toda a razão, pelos impactos que causam nos envolvidos. Demissões sistemáticas trazem consequências devastadoras na vida das pessoas, empresas e comunidade. Contudo, quando chega determinado momento, falar a respeito deste assunto se torna algo imperioso e inadiável.

Quando as leis econômicas são infringidas, duras consequências sociais advêm sobre os países. Enquanto não forem resolvidos os acentuados desajustes econômicos do país, continuaremos mergulhados na crise atual. Atualmente estamos na expectativa de que o bom senso prevaleça e que medidas corretivas sejam identificadas e implementadas com brevidade, pelas autoridades.

Recentemente acompanhava, numa empresa, a redução crescente das margens operacionais, devido ao achatamento dos preços. O lucro vem diminuindo mês a mês e logo será transformado em prejuízo. Nesse momento, a demissão de pessoas terá de ocorrer, necessariamente, mesmo que indesejada pela diretoria. Nenhuma empresa tem prazer na demissão de funcionários. Os empregados, adicionalmente, nunca estão preparados para esse processo. Entretanto, as organizações são forçadas a fazer isso apenas para sobreviver.

A título de exemplo, a economia dos EUA vem experimentando um crescimento da ordem de 3 % (três por cento) ao ano, com a menor taxa de desemprego dos últimos anos (PIB atual de US$ 22 trilhões). Diariamente, centenas de pessoas chegam às fronteiras dos EUA, vindas do mundo inteiro, querendo entrar para trabalhar e se integrar, beneficiando-se assim de uma economia sólida, pujante e bem fundamentada.

Nosso país, por outro lado, está estagnado, e adicionalmente à beira de uma recessão (PIB de US$ 2,9 trilhões). A taxa de desemprego local, que já é altíssima, poderá aumentar ainda mais, a curto prazo.

Por esse motivo, estamos abordando este assunto. Todos nós temos responsabilidade, no atual momento; temos de ser parte da solução; não podemos assistir, passivamente, a essa deterioração econômica; a crise social do país poderá crescer ainda mais.

Precisamos ter a sensatez de concluir que graves erros foram cometidos; que precisamos abandonar o velho e partir para novas políticas e reformas, seguidas de novas atitudes e posturas. O povo brasileiro não foi o responsável pelos erros feitos; porém é ele que está pagando o alto preço dos desmandos cometidos. O país não se encontra em guerra, nem enfrentamos graves desastres naturais e mesmo assim estamos em profunda crise.

A história relata o surgimento de líderes, em momentos críticos, que contribuíram para a reconstrução dos países. É possível nos falte, também, uma busca maior de Deus. Convido-o a discutirmos este assunto abertamente, com isenção de ânimo e pragmatismo; com objetividade e grandeza de espírito; com patriotismo e fé.

 

 

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