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Coluna escrita por Humberto Lago/Foto: Extra de Rondônia

Era nossa primeira reunião com o novo contador. A partir do corrente mês, aquele escritório contábil estava assumindo nossa contabilidade e era necessário discutir uma série de assuntos, estabelecer prioridades, revisar rotinas de serviço, encaminhar pendências críticas…

Em certo momento da reunião alguém perguntou sobre nossas expectativas (volume de negócios) para o presente exercício. Então tive oportunidade de apresentar nosso planejamento operacional e financeiro: volume mensal de produção e vendas (físicas e em reais), custos e despesas, preços médios empregados, evolução dos estoques e por fim o lucro mensal projetado.

Ao examinarmos a evolução das receitas, chegamos a uma informação fundamental: Junho/21.   Sim, esse mês será o divisor de águas na vida da empresa, porque exatamente nele, seremos forçados a mudar nosso atual regime de tributação, tendo em vista que a empresa excederá o limite máximo permitido por lei (desenquadramento fiscal).

Aviso aos navegantes: o sinal amarelo acendeu e agora chama nossa atenção de modo intermitente! Consequentemente, todas as atenções se voltam para este assunto.

No passado recente, e por mais de uma vez, criticamos nossa carga tributária porque a considerávamos elevada demais. Ilusão nossa. Agora, diante das novas perspectivas, soubemos que independentemente do novo regime fiscal que viermos a adotar, iremos pagar bem mais imposto. Com certeza absoluta. Portanto, urge nos preparar para essa nova realidade, para essa nova etapa na vida da organização. É semelhante ao crescimento de um filho, quando deixa a adolescência para ingressar na puberdade. Nossos resultados originais serão bem impactados pelo aumento da carga tributária.

O Simples era tão barato e não tínhamos consciência disso. Agora, diante de uma carga tributária maior, precisamos nos adaptar, efetuando ajustes internos, aprimorando nossa eficiência operacional, melhorando a gestão fatores de produção.

Em todo o lugar, impostos são sempre impopulares. A bem da verdade, não é pequeno o número daqueles que tem certa repulsa pelas agências governamentais arrecadadoras. Há também aqueles sonhadores que, com presteza de espírito, costumam se antecipar dizendo que dispõe de bons projetos para o melhor uso desses recursos, como se isso fosse possível.

Você que é empresário, já passou por uma situação dessas? Como foi sua experiência?  Que lições e ensinamentos essa transição trouxeram para a empresa, bem como para a gerência?

Mas a vida continua. Eu e você somos convocados a prosseguir com trabalho e fé, perseverança e vigor, rumo a dias melhores, estejam eles próximos ou distantes. Pense nisso enquanto lhes digo até a semana que vem.

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