Sessão foi lotada por servidores municipais / Foto: Extra de Rondônia

Na pauta da sessão ordinária desta terça-feira, 19, o projeto que trata de Emenda de Lei Orgânica visando a Reforma da Previdência Municipal foi discutido, mas não foi votado na Câmara de Vilhena.

Houve pedido de vista aprovado requerido por oito parlamentares para que o projeto seja analisado novamente pelas Comissões e votado noutra sessão legislativa. Quatro parlamentares não participaram da sessão: Clérida Alves, Pedrinho Sanches, Zezinho da Diságua e Nica Cabo João.

A sessão legislativa esteve lotada de servidores municipais filiados ao Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul de Rondônia (Sindsul), que protestam pela não aprovação da Emenda alegando que a Reforma retira muitos direitos dos servidores na hora da aposentadoria, lesando principalmente as mulheres, que terão que trabalhar de seis a sete anos a mais (leia mais AQUI e AQUI)

Com a pressão dos servidores, as críticas às Reforma da Previdência não se fizeram esperar.

A vereadora Vivian  Repessold (PP), que é professora efetiva do Município, foi a mais enfática ao defender a categoria e ser contra a Reforma da Previdência, e fez críticas contundentes contra o prefeito Flori Cordeiro. “Temos um prefeito que odeia servidor público, mente e engana. Nosso trabalho é distorcer as mentiras que ele disse constantemente. O prefeito não deu reajuste a nenhum servidor, como ele alega”, explicou.

Ao discursar, o presidente da Casa de Leis, Samir Ali (Podemos), se desculpou com alguns servidores aos quais pediu apoio na eleição a prefeito para eleger Flori. “Só me resta pedir desculpas e dizer a cada um de vocês: se hoje não tenho mais relação alguma com o prefeito, é porque ele não sabe respeitar servidor público, e não serve para tocar a administração pública e não serve para estar como prefeito da nossa cidade. Lembro muito bem uma fala dele, de que não seria necessário discutir a questão do piso, já que – segundo ele – o piso é o básico, do básico”, desabafou.

O vereador Dhonatan Pagani (Podemos), único vereador da base do Executivo na Câmara, defendeu o projeto e foi vaiado pelos servidores. Disse, contudo, que “sindicato e partido petista nunca resolver problema em lugar nenhum. Não tenho problema de enfrentar e falar aos senhores”.

Para que a Emenda de Lei Orgânica visando a Reforma da Previdência Municipal seja aprovada, são necessários 9 votos dos 13 parlamentares.

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